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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!
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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!
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REPRESENTAÇÃO
22/07/2025
Superintendente do Sistema OCB abre Encoopal e fala sobre futuro
Com programação diversa, evento busca fortalecer redes produtivas e políticas públicas
O Encontro do Cooperativismo Alagoano (Encoopal) 2025 ocorre nesta terça-feira (22), no Palácio República dos Palmares, em Maceió, com uma programação dedicada ao fortalecimento do setor no estado. Realizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), o evento tem como tema Cooperativas: promovendo soluções inclusivas e sustentáveis por um mundo melhor e reúne representantes de cooperativas, gestores públicos e lideranças nacionais.
A solenidade de abertura contou com apresentações culturais e a participação de autoridades, entre elas a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella. Em sua fala, Tania destacou o papel estratégico do cooperativismo na construção de uma economia mais justa e resiliente. “O cooperativismo é uma força capaz de transformar comunidades. Mais do que números e indicadores, falamos de pessoas que se unem para gerar oportunidades, reduzir desigualdades e cuidar do meio ambiente. É isso que nos move e nos permite ser parte ativa das soluções que o mundo precisa”, afirmou.
A programação do Encoopal inclui palestras temáticas, rodas de conversa e relatos de experiências bem-sucedidas no estado, além de debates sobre políticas públicas para o setor. Segundo o secretário executivo do Cooperativismo em Alagoas, Benedito Júnior, o evento é um espaço de diálogo e construção coletiva. “Estamos investindo no fortalecimento das redes produtivas com base na agroecologia e no protagonismo das cooperativas da agricultura familiar. O Encoopal é um território de formação e escuta ativa para consolidar o cooperativismo como motor do desenvolvimento sustentável”, disse.
Tania também reforçou o momento histórico vivido pelo setor com o Ano Internacional das Cooperativas. “Este é um marco que amplia nossa visibilidade no Brasil e no mundo. Queremos aproveitar essa oportunidade para mostrar como as cooperativas brasileiras já entregam soluções concretas para os desafios globais, seja no campo, na saúde, no crédito ou em tantos outros segmentos onde atuamos”, pontuou.
Atualmente, o Brasil conta com mais de 4,5 mil cooperativas, que reúnem 23,4 milhões de cooperados e gera cerca de 550 mil empregos diretos. Em Alagoas, o modelo tem se destacado pelo impacto positivo em comunidades rurais e urbanas, fortalecendo cadeias produtivas e promovendo inclusão financeira e social.
O Encoopal 2025 segue ao longo do dia com painéis voltados à promoção de boas práticas, integração institucional e celebração das conquistas do cooperativismo em Alagoas.
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REPRESENTAÇÃO
18/07/2025
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Evento reuniu lideranças de 60 países para debater inovação, inclusão e futuro do coop de crédito
Clara Maffia durante sua fala na WCUC 2025Entre os dias 14 e 16 de julho, Estocolmo, na Suécia, sediou a 20ª edição da Conferência Mundial de Cooperativas de Crédito (WCUC 2025), promovida pelo World Council of Credit Unions (WOCCU). O evento, considerado o principal encontro global do cooperativismo de crédito, reuniu mais de 1,8 mil participantes de cerca de 60 países, incluindo lideranças cooperativistas, autoridades regulatórias e especialistas em inovação, sustentabilidade e inclusão financeira.
O Sistema OCB foi representado pela gerente de Relações Institucionais, Clara Pedroso Maffia, que conduziu uma sessão no dia 16 de julho com o tema Colaboração Pacífica: Como política e crescimento caminham juntos. A apresentação de Clara trouxe reflexões sobre o papel das cooperativas de crédito no Brasil e sua capacidade de dialogar com políticas públicas para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável.
Durante sua participação, Clara abordou a importância de políticas públicas alinhadas ao cooperativismo, destacando o modelo brasileiro como um exemplo de equilíbrio entre solidez financeira e impacto social. “As cooperativas de crédito brasileiras têm mostrado como é possível crescer de forma sustentável, mantendo os princípios de cooperação e a proximidade com os cooperados”, afirmou.
A gerente também destacou que o trabalho unificado pelo Sistema OCB, como representante máximo do cooperativismo no Brasil, tem contribuído fortemente para a construção de um ambiente normativo e regulatório favorável ao desenvolvimento das cooperativas e para que elas possam desempenhar melhor seu papel de inclusão financeira. “A lei que atualizaram o Sistema Financeiro de Crédito Cooperativo (SFCC) é um exemplo importante dessa atuação, descreveu.
Para Clara, o evento foi uma oportunidade estratégica de elevar o protagonismo do cooperativismo de crédito brasileiro no cenário internacional. “Ao trazer nossa experiência em governança, tecnologia e inclusão financeira, mostramos que o cooperativismo brasileiro tem muito a oferecer e tem sido reconhecido globalmente”, ressaltou.
Ela também ressaltou que o tema O Futuro é Cooperativo, escolhido pela conferência para celebrar as duas décadas de realização do evento, reflete o momento de transformação e resiliência pelo qual passa o setor. “Participar desta edição em Estocolmo, principalmente em ano tão simbólico para o cooperativismo, com a declaração de Ano Internacional das Cooperativas pela ONU, reforça nosso compromisso com uma agenda global baseada na confiança e na inovação”, completou a dirigente.
A programação incluiu momentos marcantes, como a tradicional cerimônia das bandeiras, que celebrou a diversidade dos países participantes, e a divulgação da nova estratégia trienal do WOCCU, com foco em ampliar o advocacy internacional junto a organismos como a ONU, o G20 e o Comitê de Basileia.
O Brasil se destacou em diversos momentos. Representantes de cooperativas brasileiras compartilharam cases sobre o uso de inteligência artificial, inclusão financeira e programas de educação para jovens. Para Clara Maffia, essas trocas fortalecem o movimento. “O Brasil apresentou soluções que unem tradição e tecnologia, desde o uso de IA para otimizar o atendimento até projetos sociais que levam educação financeira a milhares de pessoas. Esses cases mostram como o cooperativismo pode ser uma ferramenta poderosa de transformação”, afirmou.
Além dos debates, as sessões Connect & Collaborate possibilitaram o encontro entre profissionais de cooperativas de diferentes continentes para compartilhar experiências sobre cibersegurança, compliance e inclusão digital.
A conferência também valorizou o investimento em novas lideranças e diversidade. Iniciativas como o Global Women’s Leadership Network (GWLN) e o Young Credit Union Professionals (YCUP) deram espaço a jovens e mulheres de diferentes países, incluindo o Brasil, que receberam reconhecimento por projetos de impacto social e inovação.
A WCUC 2025 destacou ainda a necessidade de o movimento cooperativista se posicionar de forma estratégica em debates internacionais e ampliar sua presença nos fóruns globais. “A participação na WCUC 2025 nos conecta ao que há de mais atual no cooperativismo de crédito. Saímos com ideias e parcerias que podem fortalecer ainda mais o modelo brasileiro, tanto no campo regulatório quanto em inovação tecnológica”, concluiu Clara Maffia.
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REPRESENTAÇÃO
ONU: cooperativismo é exemplo de inclusão e desenvolvimento
Evento em Nova Iorque mostrou como cooperativas transformam economias e comunidades
Fabíola em pronunciamento no evento da ONUO Sistema OCB marcou presença em um importante espaço de diálogo internacional promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, foi uma das painelistas do evento paralelo do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF), realizado em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas, nesta sexta-feira (18), em Nova York.
Sob o tema Cooperativas: promovendo a justiça social, o trabalho digno e a democracia econômica, o encontro reuniu lideranças cooperativistas das Américas, representantes de governos e organismos internacionais para compartilhar experiências e debater soluções para reduzir desigualdades e fomentar o desenvolvimento sustentável.
Durante sua participação no painel Trabalho decente e economia do cuidado, Fabíola destacou o protagonismo das cooperativas brasileiras na geração de empregos, no fortalecimento de políticas públicas inclusivas e no enfrentamento dos desafios da agenda climática. “O cooperativismo é, por essência, um modelo de desenvolvimento que coloca as pessoas no centro, promovendo oportunidades de trabalho digno, inclusão social e desenvolvimento sustentável nos territórios onde atua”, afirmou.
Fabíola apresentou os dados do estudo conduzido pelo Sistema OCB em parceria com Fundação Instituto de Pesquisa (Fipe), que evidenciam o impacto positivo das cooperativas na economia brasileira. “A presença de uma cooperativa em uma cidade eleva em mil dólares o PIB per capita local. Além disso, cada real investido em produtos e serviços cooperativos gera R$ 1,65 em produção econômica”, explicou. “Esses números comprovam que as cooperativas geram empregos, movimentam o comércio e aumentam as exportações, promovendo prosperidade urbana e rural”, acrescentou.
A gerente-geral também ressaltou o momento estratégico para o setor, com proclamação do Ano Internacional das Cooperativas e a realização da COP30 no Brasil em novembro. “Essa é uma oportunidade única para demonstrar a capacidade do nosso modelo de negócios para responder às emergências climáticas e promover um modelo econômico inclusivo, democrático e sustentável. Queremos que mais países adotem políticas que permitam às cooperativas expandirem seu potencial transformador”, disse.
Manifesto para a COP 30
Durante sua fala, a gerente-geral apresentou o Manifesto do Cooperativismo para a COP 30, elaborado a partir de uma ampla escuta junto a lideranças do setor. O documento, disponível em três idiomas, propõe cinco eixos estratégicos para o fortalecimento do cooperativismo na agenda climática: Segurança alimentar e agricultura de baixo carbono; Acesso ao financiamento climático para comunidades; Transição energética justa e inclusiva; Bioeconomia como vetor de desenvolvimento sustentável; e Adaptação e resiliência climática.
Entre as iniciativas destacadas pela gerente-geral estiveram o Programa ESGCoop, que apoia cooperativas com diagnósticos, capacitações e consultorias em sustentabilidade como as soluções Neutralidade de carbono e Eficiência energética e o Programa NegóciosCoop, voltado para ampliar a presença dos produtos cooperativos nos mercados nacional e internacional, especialmente as de pequeno porte da agricultura familiar, artesanato e reciclagem.
“Já temos iniciativas reais que sustentam essas propostas e pedimos a inclusão do cooperativismo nos planos climáticos nacionais, no acesso ao financiamento internacional e nos diálogos que vão moldar a nova governança global. Juntos, queremos garantir que a voz cooperativista seja ouvida e o nosso movimento, fortalecido. O verde precisa ser reconhecido como valor econômico e social. E o cooperativismo é o caminho para viabilizar essa transição com justiça e participação”, concluiu Fabíola.
Papel estratégico
Representando o governo brasileiro, o embaixador Norberto Moretti destacou o papel estratégico das cooperativas na promoção do desenvolvimento sustentável e inclusivo. Ele ressaltou que o país vem avançando em políticas públicas de apoio ao setor. “O governo brasileiro está comprometido com o fortalecimento do marco legal e institucional de apoio ao cooperativismo. As cooperativas estão no centro dos esforços para reduzir a pobreza rural e fortalecer as economias locais”, afirmou.
O evento foi organizado pela Missão Permanente do Chile junto à ONU e pelo Escritório Regional das Américas da Aliança Cooperativa Internacional (ACI-Américas). A iniciativa buscou fortalecer o intercâmbio entre cooperativas, governos e o sistema ONU, além de propor recomendações para políticas públicas voltadas à justiça social, trabalho decente e democracia econômica.
Representantes do Uruguai, Paraguai, Equador e Estados Unidos também compartilharam experiências sobre como o modelo cooperativo contribui para reduzir desigualdades e estimular o crescimento econômico local. O painel reforçou ainda a importância da economia do cuidado, com destaque para a resolução da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que reconhece o papel das cooperativas na promoção da igualdade de gênero e acesso a serviços de qualidade.
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18/07/2025
REPRESENTAÇÃO
Sistema OCB participa da organização da 2ª Conferência do Trabalho
Regimento da Comissão foi aprovado em reunião no Ministério do Trabalho e Emprego
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sediou, nesta quinta-feira (17), a primeira reunião da Comissão Organizadora Nacional (CON) da 2ª Conferência Nacional do Trabalho. O encontro marcou o início oficial da organização da conferência, que será realizada em março de 2026, em São Paulo. O Sistema OCB, por meio da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), tem participação ativa na CON, com assento titular na bancada dos empregadores.
Coordenado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o encontro teve como pauta principal a aprovação do regimento interno da Comissão, que será publicado nos próximos dias no Diário Oficial da União. A CON é de caráter tripartite e reúne representantes do governo federal, das centrais sindicais e das confederações de empregadores.
Durante a reunião, também foi definido o calendário das conferências estaduais e distrital, que ocorrerão entre os dias 15 de setembro e 12 de dezembro de 2025. Essas etapas preparatórias vão subsidiar os debates da fase nacional, prevista para a segunda semana de março de 2026.
Para o coordenador de relações trabalhistas e sindicais da CNCoop, Bruno Vasconcelos, o clima de cooperação entre os membros da Comissão reforça a importância da construção coletiva. “A transparência e o diálogo permanente, buscando sempre o consenso, serão fundamentais para que a etapa nacional tenha bons debates em prol do aprimoramento das relações de trabalho”, afirmou.
A participação do Sistema OCB na CON é estratégica para garantir que os interesses do setor cooperativista estejam representados nas discussões que impactam diretamente as relações de trabalho no país.
A Conferência Nacional do Trabalho reunirá cerca de 700 delegados de todo o Brasil para discutir políticas públicas de emprego e trabalho decente. O evento visa desenvolver diretrizes que impactem as políticas públicas do trabalho e o programa geral de governo relacionado ao mundo do trabalho.
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17/07/2025
REPRESENTAÇÃO
Novo marco do licenciamento ambiental é aprovado na Câmara
Projeto reduz burocracia, valoriza protagonismo dos estados e garante equilíbrio entre produção e proteção ambiental
Deputado Zé Vitor foi o relator do licenciamento ambiental. Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosO Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (16), o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021), que estabelece um novo marco legal para o tema no Brasil. O texto busca tornar o processo de licenciamento mais eficiente, racional e seguro para o setor produtivo, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso com a preservação ambiental. A proposta segue agora para sanção do presidente da República, que tem prazo de 15 dias úteis para sancionar ou vetar o projeto, no todo ou em partes
Entre os avanços, o projeto reconhece o papel de destaque dos estados na condução do licenciamento ambiental, evitando a centralização excessiva na União e garantindo que as peculiaridades regionais sejam consideradas. Também padroniza modalidades de licença e critérios para concessão, conferindo previsibilidade e segurança jurídica aos empreendedores.
Para o Sistema OCB, a modernização da legislação atende a uma demanda histórica do cooperativismo e de outros segmentos produtivos, ao reduzir entraves burocráticos e estimular investimentos em diferentes áreas da economia. “Esse novo marco traz equilíbrio e clareza ao processo de licenciamento ambiental. Ele permite que a atividade produtiva continue gerando emprego e renda, respeite as especificidades de cada região e garanta a proteção ao meio ambiente”, avalia Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA).
O relator do projeto na Câmara, deputado Zé Vitor (MG), coordenador de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Frencoop, destacou o caráter histórico da aprovação e a importância de uma legislação unificada para o licenciamento ambiental no país: “Depois de 21 anos de debates no Congresso, construímos um texto equilibrado e que dá mais racionalidade ao processo de licenciamento, sem abrir mão da proteção ambiental. Nosso objetivo é criar uma lei geral clara, que respeite as especificidades regionais e valorize a autonomia de estados e municípios.”
Ele também reforçou o papel do Parlamento na definição das normas: “É o Legislativo quem deve estabelecer as regras, ouvindo as diferentes áreas do governo e da sociedade. Essa proposta traz mais segurança jurídica para todos e fortalece a responsabilidade compartilhada na preservação ambiental.”
Mais eficiência e menos sobreposição
O texto aprovado também aprimora a forma de participação das chamadas “autoridades envolvidas”, ao mitigar sobreposições de atuação entre órgãos públicos e evitar que o licenciamento ambiental seja sobrecarregado por temas alheios à área ambiental. Além disso, traz mais segurança para os servidores responsáveis pela concessão das licenças, protegendo-os de punições indevidas decorrentes de entendimentos técnicos adotados com base na legislação vigente.
Além disso, o projeto traz dispositivos específicos que dialogam diretamente com atividades realizadas por cooperativas:
Mineração: a atividade passa a ser contemplada nas novas regras, evitando a criação de normas isoladas para o setor, o que poderia gerar insegurança jurídica.
Produção agropecuária primária: quando já submetidas a outras formas de controle do poder público, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), essas atividades não estarão sujeitas a licenciamento ambiental adicional.
Transportes e logística: obras de infraestrutura ganham regras diferenciadas. Manutenções e melhorias em empreendimentos já existentes poderão ser realizadas sem a necessidade de novo licenciamento, enquanto obras estratégicas terão modalidades próprias para análise ambiental.
Cadeia agroindustrial: o texto ratifica formas menos burocráticas de licenciamento, como a licença por adesão e compromisso e a licença única, simplificando processos para agroindústrias cooperativistas.
Crédito: estabelece critérios mais claros sobre a responsabilidade ambiental de financiadores, evitando que cooperativas de crédito sejam responsabilizadas por danos ambientais provocados pelas atividades financiadas.
Para Tania, o impacto é positivo para o cooperativismo principalmente porque o ele atua em ramos estratégicos. “Um licenciamento mais ágil e seguro é fundamental para destravar projetos importantes e acelerar o desenvolvimento sustentável em diversas regiões do país”, destaca. E acrescenta: “a nova lei moderniza um sistema que, há anos, era apontado como um dos principais gargalos para o crescimento econômico. Trata-se de um avanço que permitirá conciliar o desenvolvimento produtivo com os cuidados ambientais, dentro de uma lógica mais moderna e eficiente”.
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17/07/2025
REPRESENTAÇÃO
Reforma do IR avança na Câmara dos Deputados
Texto substitutivo aprovado pela comissão especial segue para votação no Plenário da Câmara
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a avaliar a proposta de reforma do Imposto de Renda (IR) aprovou, nesta quarta-feira (16), o parecer ao Projeto de Lei (PL) 1.087/2025. O texto, relatado pelo deputado Arthur Lira (AL), institui novas regras de tributação para pessoas físicas e jurídicas, além de prever uma tributação mínima para rendas mais altas.
Com a aprovação no colegiado, a matéria será remetida para análise do Plenário da Câmara dos Deputados. A expectativa é de que a deliberação ocorra no segundo semestre, após o recesso parlamentar. Entre os pontos do parecer aprovado destacamos a exclusão da tributação mínima do IR sobre lucros e dividendos apurados até 31 de dezembro de 2025, mesmo que sejam distribuídos posteriormente, e a previsão de um redutor da tributação mínima, considerando o imposto já pago por pessoas físicas e jurídicas.
Em meio ao debate sobre o projeto, o Sistema OCB atuou para garantir ajustes importantes ao texto, como resguardar a atividade agropecuária cooperativista. Graças à articulação da entidade e de outras organizações do setor, o substitutivo aprovado trouxe um esclarecimento relevante: o conceito de rendimentos do produtor rural deverá considerar o resultado apurado conforme a Lei nº 8.023/1990, evitando interpretações que poderiam gerar impactos negativos ao segmento.
Segundo a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, o movimento cooperativista se mantém atento a todas as discussões sobre a reforma tributária e vem acompanhando de perto os desdobramentos do PL 1.087/2025. “Trabalhamos para que a legislação tributária reconheça as especificidades do cooperativismo. Nosso foco é mitigar riscos e contribuir com soluções que preservem a competitividade do setor”, afirmou.
O Sistema OCB também tem dialogado com parlamentares e autoridades para garantir que o ambiente regulatório leve em consideração a importância socioeconômica das cooperativas no Brasil. A proposta do Executivo busca, por um lado, reduzir o imposto devido nas bases de cálculo mensal e anual para contribuintes de baixa e média renda e, por outro, instituir uma tributação mínima sobre pessoas físicas com rendas elevadas. Entre as principais mudanças, destacam-se:
Isenção do IR para contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 5 mil;
Redução Parcial do IR com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350
Tributação mínima de IR sobre lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas acima de determinados patamares;
Tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior.
Previsão de redutor da tributação mínima do IR considerando a tributação tanto na pessoa física quanto na pessoa jurídica
O debate na comissão especial foi marcado por posicionamentos diversos, com argumentos favoráveis à progressividade do sistema e ressalvas quanto ao impacto da tributação de dividendos sobre investimentos e a geração de empregos.
Tania reforçou que o Sistema OCB continuará acompanhando a tramitação da proposta até sua análise final. “Seguiremos atentos para garantir que a reforma do Imposto de Renda não traga distorções ou prejuízos às cooperativas”, pontuou.
A expectativa é que o projeto seja votado pelo Plenário da Câmara no segundo semestre. Caso seja aprovado, seguirá para apreciação do Senado Federal antes do envio para sanção pelo presidente da República.
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16/07/2025
REPRESENTAÇÃO
Sistema OCB reforça mobilização contra impactos da MP 1.303
Comissão mista inicia análise da medida que trata da tributação de aplicações financeiras, ativos virtuais e aumento da CSLL
Renan Calheiros será o relator da MP. Foto: Carlos Moura/Agência SenadoO Congresso Nacional instalou, nesta terça-feira (15), a comissão mista responsável por analisar a Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que altera regras de tributação sobre aplicações financeiras, ativos virtuais e aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A medida, enviada pelo Executivo em junho, visa compensar a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A comissão será presidida pelo senador Renan Calheiros (AL) e terá como relator o deputado Carlos Zarattini (SP).
Durante a reunião de instalação, foram agendadas quatro audiências públicas para o mês de agosto, com o objetivo de aprofundar o debate sobre os principais pontos da MP. A primeira, marcada para o dia 7, contará com a presença de um representante do Ministério da Fazenda. Os demais encontros abordarão temas como tributação de ativos hoje isentos, o aumento da CSLL, a taxação sobre apostas e a situação do seguro-defeso de pescadores.
A MP precisa ser aprovada pela comissão mista e, posteriormente, pelo plenário da Câmara dos Deputados e do Senado até o dia 9 de outubro, prazo final para sua validade. Nesse sentido, o Sistema OCB e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) acompanham com atenção a tramitação da proposta e têm atuado para minimizar impactos negativos sobre o ambiente de negócios das cooperativas brasileiras.
“O cooperativismo não pode ser penalizado por medidas que desconsideram as particularidades do setor. A MP traz pontos sensíveis que afetam diretamente o crédito rural, o mercado imobiliário e a competitividade das cooperativas de crédito”, afirma o presidente Márcio Lopes de Freitas.
A atuação conjunta do Sistema OCB e da Frencoop já resultou, anteriormente, na assinatura de um manifesto contra decretos presidenciais que previam o aumento do IOF, o que elevaria significativamente os custos de crédito, câmbio e seguros para o setor. “O cooperativismo é responsável por grande parte do financiamento do agronegócio, por exemplo. Qualquer medida que reduza sua capacidade de atuar pode ter efeitos graves sobre a economia real, especialmente nas regiões onde as instituições tradicionais não chegam”, reforça o presidente Márcio.
O Sistema OCB continuará acompanhando as audiências públicas sobre a MP e dialogando com os parlamentares da comissão mista para garantir que oas especificidades e a importância estratégica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do país sejam respeitadas
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16/07/2025
REPRESENTAÇÃO
Evento global da ONU destaca juventude cooperativista brasileira
Doze jovens vão representar o movimento no fórum internacional “Nós, a Juventude”
O cooperativismo brasileiro terá uma participação especial em um dos mais importantes eventos internacionais voltados à juventude em 2025. O Sistema OCB, em parceria com a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), organiza o evento regional do Fórum Internacional Nós, a Juventude (IFWY, na sigla em inglês), promovido pelo Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD). A iniciativa é uma oportunidade inédita para jovens engajados no movimento ampliarem seu protagonismo em discussões globais sobre desenvolvimento sustentável, inclusão e inovação social.
Com o tema Nosso futuro sustentável: paz e cooperação, o fórum reúne jovens de 18 a 35 anos em diferentes regiões do mundo para debater soluções transformadoras para os desafios do século XXI. A etapa regional das Américas acontece entre julho e setembro e antecede a conferência global marcada para outubro, em Seul, na Coreia do Sul.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou o significado da participação brasileira no evento. “Acreditamos no potencial dos jovens para liderar mudanças sociais significativas. Essa é uma oportunidade para que nossos representantes compartilhem o que o cooperativismo tem feito pelo desenvolvimento humano e também para que tragam novas ideias que possam inspirar nossas cooperativas em todo o país”, afirmou.
O Nós, a Juventude é estruturado em três etapas: os Diálogos Regionais, que mobilizam jovens líderes em cada continente; a Conferência Global, que reunirá os mais votados e selecionados pelos comitês técnicos; e, por fim, a indicação de embaixadores juvenis para representar o fórum em agendas internacionais como a COP30 e as cúpulas da ONU.
Brasil em destaque
Mais de 50 jovens brasileiros participaram da etapa de seleção com propostas inovadoras em áreas como justiça social, desenvolvimento sustentável, inclusão financeira e educação cooperativa. Além da votação pública online, o comitê organizador considerou critérios como equilíbrio regional e de gênero, diversidade de temas, engajamento nas redes e alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Ao final do processo, doze jovens foram escolhidos para representar o Brasil no evento regional:
Luiza Cascaes
Thereza Silva
Pedro Garcia
Rodolfo Jordão
Arthur Nery
Eduardo Sampaio
Yann Teixeira
Larissa Lima de Souza
Luísa Beatriz de Oli
Marcio Caldo Moreira
Nicol Manuela García
Renato Zancan
A seleção é motivo de orgulho para o movimento cooperativista nacional, que tem trabalhado para incentivar a participação juvenil e o fortalecimento de lideranças capazes de construir um futuro mais justo e sustentável. “O esforço coletivo já colocou o cooperativismo nos holofotes internacionais. Seguiremos acompanhando e apoiando os jovens que desejam transformar suas ideias em ações concretas”, concluiu Márcio.
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INOVAÇÃO
17/04/2025
8ª EBPC incentiva pesquisa acadêmica como motor do cooperativismo
Edição 2025 busca ampliar debate sobre contribuição do setor para o desenvolvimento sustentável
O Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) chega à sua 8ª edição e reafirma o papel essencial no avanço das pesquisas sobre o cooperativismo no Brasil. Com o tema Ano Internacional das Cooperativas: Integração, Impacto e Perspectivas para o Cooperativismo Brasileiro, o evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, em Brasília, e está com chamada aberta para submissão de trabalhos e iniciação científica até o dia 1º de junho.
Desde 2010, o EBPC tem se consolidado como o principal espaço de diálogo entre a academia, as cooperativas, os órgãos de representação e os agentes de fomento ao setor. É um ambiente que valoriza o cooperativismo como um campo de estudo estratégico, multidisciplinar e profundamente conectado com os desafios contemporâneos da sociedade.
“Mais do que um evento científico, o EBPC é um espaço de construção coletiva de saberes. A cada edição, vemos crescer o interesse da academia pelo cooperativismo, o que demonstra a potência do setor como objeto de estudo e ação. Este ano, com o tema alinhado ao Ano Internacional das Cooperativas, vamos aprofundar o debate sobre o impacto do modelo cooperativista no desenvolvimento sustentável do país”, destaca Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
A oportunidade reforça o compromisso do EBPC com o fortalecimento da produção acadêmica qualificada e com o reconhecimento dos pesquisadores dedicados ao tema.
Os trabalhos devem se enquadrar em um dos cinco eixos temáticos:
Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo;
Educação, Inovação e Diversidade;
Governança e Gestão;
Contabilidade, Finanças e Desempenho;
Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais.
Além da visibilidade científica, os trabalhos aprovados e apresentados no 8º EBPC serão convidados a participar do processo de Fast Track, um fluxo prioritário de publicação em revistas científicas renomadas. A participação deverá respeitar os critérios definidos por cada publicação (serão divulgadas em breve) e o aceite será facultado ao aceite dos autores. Para esta edição as revistas habilitadas são: .
Revista de Gestão e Organizações Cooperativas - RGC (UFSM) - ISSN 2359-0432
Brazilian Administration Review - BAR (ANPAD) - ISSN 1807-7692
Contabilidade Vista & Revista (UFMG) - ISSN 0103-734
Administração Pública e Gestão Social (UFV) - ISSN 2175-5787
Pesquisadores, estudantes e profissionais engajados na construção de um setor mais robusto e sustentável são convidados a contribuir com o evento. Submeta seu artigo científico ou de iniciação científica até 01 de junho no site do evento.
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Programa de Ideias reúne colaboradores em jornada de colaboração e experimentação
Com o objetivo de estimular o pensamento criativo, fortalecer a cultura da inovação e impulsionar soluções com alto impacto institucional, o Sistema OCB promoveu, no dia 10 de abril, o workshop Como Gerar Boas Ideias, que reuniu cerca de 55 colaboradores em um encontro virtual conduzido pela especialista em transformação cultural e inovação, Mari Barbosa, parceira da ACE Cortex, consultoria de negócios.
A ação marcou o início do Programa de Ideias, iniciativa estratégica da entidade voltada à promoção da inovação de forma colaborativa e contínua entre os times da organização. Mais do que uma capacitação, o workshop foi um convite à experimentação. “Foi uma demonstração prática de como a inovação pode ser acessível a todos. Ver colaboradores de diferentes áreas realizando trocas e construindo juntos ideias que podem fazer a diferença no dia a dia do Sistema OCB é extremamente motivador”, declarou Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
Para Hellen Beck, analista de inovação, o engajamento dos participantes foi inspirador. “Estou muito empolgada com o que estamos construindo juntos! O Programa de Ideias é uma grande oportunidade para colocarmos em prática nosso potencial criativo e, mais do que isso, para inovarmos de forma coletiva e com propósito, assim como o cooperativismo”, afirmou.
Durante a atividade, os participantes foram provocados a refletir sobre os conceitos de inovação, valor e impacto, a partir da compreensão de que boas ideias surgem da combinação entre desejo, viabilidade e execução. Por meio de dinâmicas práticas, o grupo foi incentivado a enxergar problemas sob novas perspectivas, relacionar desafios institucionais com oportunidades de inovação, e transformar insights em propostas concretas para submissão ao programa.
Segundo Mari Barbosa, iniciativas como a do Sistema OCB representam um importante passo para democratizar a inovação dentro das instituições. “Inovar não é algo distante, mas uma responsabilidade conjunta. Intraempreender é, acima de tudo, olhar para os desafios do dia a dia com curiosidade, colaboração e provocação”, disse. Para ela, “foi encantador ver esse comportamento durante o workshop, com cada participante contribuindo, escutando e sonhando um futuro de alto impacto para o Sistema OCB”, destacou.
Ao longo do encontro, temas como colaboração entre áreas, escuta ativa, construção coletiva e a conexão entre propósito e inovação permearam os exercícios propostos. As ideias apresentadas pelos participantes serão, agora, organizadas e inscritas no programa, que prevê novas etapas ao longo do ano para seleção, desenvolvimento e implantação das sugestões mais promissoras.
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Fórum anuncia conferência sobre inteligência artificial e apresenta novos bolsistas
Na última terça-feira (01), foi realizada a primeira reunião oficial do Consórcio de Cooperativismo de Plataforma, uma iniciativa internacional que reúne pesquisadores, organizações e lideranças cooperativistas para discutir os rumos da economia de plataformas colaborativas e seus impactos sobre o futuro do cooperativismo.
Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, afirmou que a entidade é parceira do projeto e reforça seu compromisso com a inovação e com o acompanhamento das transformações que moldam os novos modelos de organização econômica e social. “Estamos atentos às mudanças na economia digital porque sabemos que elas impactam diretamente os modelos de organização produtiva e social e, por isso, queremos que o cooperativismo esteja na linha de frente desse futuro”, disse.
Sob a liderança de Trebor Scholz, professor e pesquisador reconhecido globalmente por seus estudos sobre cooperativismo digital, o consórcio atua como um fórum permanente de articulação, produção de conhecimento e construção de alternativas cooperativas para o universo das plataformas digitais. A iniciativa é apoiada pelo Institute for the Cooperative Digital Economy (ICDE), entidade independente voltada à pesquisa sobre os impactos da economia de plataformas colaborativas e cooperativas.
Durante a reunião, foram apresentados os novos bolsistas do ICDE, entre eles dois pesquisadores brasileiros que se destacaram internacionalmente por seus trabalhos sobre cooperativismo digital, economia solidária e tecnologias inclusivas.
O pós-doutor Kenzo Seto, atualmente na Faculdade de Direito de Yale, com doutorado em Comunicação pela UFRJ, estuda infraestruturas digitais descentralizadas e cooperativas de plataforma no Brasil e na Argentina. O foco de sua pesquisa está na soberania digital e na democracia econômica, que conecta direito, tecnologia e teoria política a partir de uma base de ativismo e organização coletiva entre trabalhadores da tecnologia.
Já Lila Gaudêncio, bolsista de Gates Cambridge e doutoranda na Universidade de Cambridge, dedica sua pesquisa à análise da plataforma E-dinheiro, do Brasil. Seu trabalho investiga como moedas comunitárias digitais podem transformar as finanças solidárias, promover governança cooperativa e democratizar a participação econômica por meio de fintechs orientadas por valores cooperativistas.
Para Guilherme Cost, acompanhar, de perto, o avanço da economia de plataformas colaborativas é fundamental para o futuro do cooperativismo brasileiro. “Essas transformações nos ajudam a antecipar mudanças, adaptar modelos de negócio e explorar novas formas de cooperação, tanto por meio da adoção de tecnologias quanto pelo surgimento de cooperativas inovadoras, mais conectadas com os desafios e oportunidades do nosso tempo”.
Durante a reunião, também foi anunciada a realização da primeira conferência global sobre Cooperativismo e Inteligência Artificial. Batizado de Cooperative AI, o evento será realizado entre os dias 11 e 14 de novembro, em Istambul (Turquia), e reunirá especialistas, cooperativistas e desenvolvedores de tecnologia para discutir os potenciais e os riscos da IA sob a ótica dos valores cooperativos.
A proposta é aprofundar o debate sobre como a inteligência artificial pode ser incorporada de forma ética, democrática e inclusiva no ambiente das cooperativas, promovendo ganhos de eficiência e inovação sem abrir mão da autonomia e da participação coletiva que são a base do modelo cooperativista.
Mais informações em podem ser encontradas no site do Consórcio
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08/04/2025
INOVAÇÃO
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Evento reunirá pesquisadores do setor para debater avanços e desafios do coop
Estão abertas, nesta quinta-feira (20), as submissões de trabalhos para o 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), que neste ano trará o tema Ano Internacional das Cooperativas: Integração, Impacto e Perspectivas para o Cooperativismo Brasileiro.
Realizado pela primeira vez em 2010, o EBPC tem se consolidado como um dos principais espaços nacionais para a troca de conhecimento entre a academia, as cooperativas, os órgãos de representação e fomento, bem como demais interessados no cooperativismo. Ao longo de suas sete edições anteriores, o evento tem desempenhado um papel importante na disseminação de estudos e boas práticas voltadas ao fortalecimento do setor.
O evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, em Brasília e reunirá pesquisadores, gestores de cooperativas, profissionais do sistema de aprendizagem e representantes do setor para debater os avanços e desafios do cooperativismo no Brasil.
Para Guilherme Souza Costa, o EBPC proporciona um debate enriquecedor sobre o futuro do cooperativismo. “A cada edição, o evento fortalece a troca de conhecimento e impulsiona novas perspectivas para o setor, evidenciando o cooperativismo como terreno fértil de pesquisa para toda a academia. Com o tema deste ano alinhado ao Ano Internacional das Cooperativas, aprofundamos o entendimento sobre o impacto e as oportunidades do cooperativismo no Brasil, com estímulo às pesquisas que contribuam para seu desenvolvimento sustentável”, disse.
Este ano, os trabalhos submetidos devem estar alinhados a um dos cinco eixos temáticos do evento:
Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo;
Educação, Inovação e Diversidade;
Governança e Gestão;
Contabilidade, Finanças e Desempenho;
Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais.
Os interessados podem submeter seus trabalhos até o dia 1º de junho. Os autores das 50 melhores pesquisas receberão apoio de custeio de deslocamento e hospedagem para participação presencial no evento.
Para mais informações sobre o evento, instruções para submissão de trabalhos e regras detalhadas, acesse os links:
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21/03/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB oferece capacitação sobre fontes de fomento para região amazonense
Workshop promoveu imersão com dinâmicas práticas e relatos de boas práticas de sucesso
O Sistema OCB, em parceria com o Sistema OCB/AM, promoveu, entre os dias 30 e 31 de janeiro, uma imersão com o tema Fontes de Fomento para Inovação. O evento, realizado em Manaus, foi dividido em dois momentos: o primeiro, dedicado à equipe da Organização Estadual e, o segundo, voltado para 12 cooperativas e 34 cooperados locais.
O gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB Nacional, Guilherme Costa, explicou que a inovação só se materializa quando há recursos que permitem viabilizar boas ideias. “Esse workshop foi fundamental para empoderar as cooperativas, além de mostrar caminhos práticos para acessar as fontes de fomento e transformar seus projetos em realidade”, afirmou.
A imersão teve como objetivo capacitar os participantes para identificar e acessar diferentes fontes de financiamento e apoio à inovação, em formatos públicos e privados. Além disso, buscou desenvolver competências para a elaboração de projetos estruturados, com foco na captação de recursos.
Os participantes foram conduzidos por uma dinâmica dividida em duas etapas complementares. Começou com uma apresentação expositiva, que abordou as principais fontes de fomento disponíveis e destacou as oportunidades que podem ser aproveitadas pelas cooperativas. E seguiu com um treinamento prático, com realização de atividades voltadas para a construção de projetos aptos para submissão em editais de fomento.
No segundo dia, o evento também contou com relatos de boas práticas de cooperativas que já tiveram sucesso na captação de recursos, como a Copamart e a Copasa, que compartilharam suas experiências sobre o acesso às fontes de financiamento, enquanto a Unicred e o Sicoob Amazônia destacaram oportunidades de crédito específicas para cooperativas.
A superintendente do Sistema OCB/AM, Cláudia Sampaio, ressaltou que a capacitação foi um grande aprendizado. Ela destacou as oportunidades disponíveis para orientar as cooperativas no desenvolvimento de projetos inovadores por meio das diversas opções de fomento existentes. “As cooperativas que participaram saíram motivadas a desenvolver soluções utilizando as ferramentas apresentadas. O evento foi importante para o desenvolvimento do cooperativismo amazonense”, declarou.
O workshop buscou ainda sensibilizar as cooperativas da região amazônica sobre a importância do fomento à inovação e ampliou as possibilidades de acesso a recursos estratégicos. O analista de inovação do Sistema OCB, Eduardo Sampaio, destacou que a oportunidade foi excelente para que as cooperativas da região aprendessem mais sobre o tema. “Ficou evidente que os participantes saíram mais confiantes para construir projetos estruturados e aptos a captar recursos, além de ampliar as oportunidades de crescimento e inovação”, disse.
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04/02/2025
INOVAÇÃO
Copacol revoluciona produção de alevinos no Brasil
Projeto combina sustentabilidade e alta tecnologia para inovar processos e garantir sustentabilidade
A Unidade de Produção de Alevinos (UPA), da Copacol, é um marco de inovação no setor de piscicultura integrada no Brasil. Com uma tecnologia inspirada em modelos internacionais e adaptada à realidade brasileira, o projeto da cooperativa transformou a produção de alevinos e reforçou os princípios de sustentabilidade e biossegurança do processo. Pela iniciativa, a Copacol conquistou o troféu Ouro da categoria Inovação no Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2024, promovido pelo Sistema OCB.
Desenvolvido em Quarto Centenário, no Paraná, o projeto é fruto de anos de pesquisa e da busca por soluções sustentáveis e eficientes. O modelo, inspirado em práticas israelenses, reflete a visão inovadora da Copacol, que busca integrar tecnologia em todas as etapas produtivas — da elaboração da ração e criação de peixes até a industrialização e distribuição ao consumidor. “Essa UPA é resultado dessa visão de futuro e consolida seis décadas de avanços que incluem toda a nossa cadeia produtiva, com foco em bem-estar animal e alta performance industrial”, destacou Valter Pitol, presidente da cooperativa.
Nestor Braun, gerente de Integração Peixes da Copacol, explicou os principais desafios da implementação da nova UPA. “A maior dificuldade foi realmente inovar. Para isso, precisamos pensar na questão do reuso da água e na biosseguridade. Tivemos que viajar o mundo para coletar um pouco de tecnologia de diferentes modelos de trabalho e customizar algo específico que funcionasse no Brasil e no modelo de produção da Copacol”.
A UPA de Quarto Centenário possui 22 mil metros quadrados de área construída e conta com tanques dedicados ao sistema reprodutivo, além de um banco genético exclusivo. Assim, a estrutura permite que a unidade funcione com um consumo de apenas 10% da água utilizada nos sistemas convencionais e demonstra o compromisso da Copacol com a conservação dos recursos naturais. “A sustentabilidade é um princípio essencial para as nossas atividades e, por isso, buscamos um modelo que conservasse nosso bem maior, a água. Tivemos muitos desafios neste primeiro ano, mas cada etapa foi superada, o que proporcionou uma experiência única para toda a nossa equipe técnica”, completou Nestor.
Transformação
A nova unidade se consolidou como um exemplo de inovação e sustentabilidade em apenas um ano de operação. Essa abordagem global, adaptada à realidade local, resultou em um sistema único na América Latina. Com a meta de atingir uma produção anual de 100 milhões de alevinos, a unidade também impacta, de forma positiva, a geração de empregos e renda para milhares de famílias no campo e na cidade.
Em Nova Aurora, também no Paraná, a primeira unidade de alevinos implementada pela Copacol, completou uma década de existência e registra uma produção superior a 50 milhões de unidades/ano. Juntas, as duas estruturas garantem a autossuficiência da cooperativa na produção de peixes, fortalece a atuação da cooperativa no mercado e sua contribuição para a sustentabilidade da piscicultura brasileira.
Fez história
A Copacol não limita sua atuação inovadora à piscicultura. Projetos em outros setores também mostram o compromisso da cooperativa com a sustentabilidade e o bem-estar animal. Em seu Centro de Pesquisa, a cooperativa desenvolve soluções para a produção de grãos, enquanto na avicultura e suinocultura promove melhorias em geneticidade, manejo e performance industrial. Essa visão integrada permitiu outros destaques em edições anteriores do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano.
Em 2016, a Copacol levou o troféu ouro na categoria Intercooperação, com a Unidade Industrial de Aves, em parceria com a Coagru Cooperativa Agroindustrial União; e prata na categoria Cooperativa Cidadã, pelos projetos sociais na comunidade. Já em 2020, recebeu prata na categoria Intercooperação, com o projeto de recria de novilhas em parceria com a Coopatos. Em 2024, somou sua quarta conquista.
Confira a playlist do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2024, no YouTube do Sistema OCB:
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29/01/2025
INOVAÇÃO
Seminário CNPq/Sescoop destaca ciência e inovação no cooperativismo
Pesquisas apresentadas evidenciaram o movimento como promotor de justiça social
Realizado de 18 a 22 de novembro, com transmissão pelo YouTube do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Seminário de Avaliação da 2ª Chamada Pública do CNPq/Sescoop contou com a apresentou os 44 projetos selecionados, entre 131 inscritos. A parceria fomenta a pesquisa científica sobre o movimento desde 2017 e impulsiona inovações, competitividade e maior compreensão dos impactos do cooperativismo na sociedade e economia brasileira.
Os estudos contemplaram as áreas de Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais; Competitividade e Inovação no Cooperativismo; Cenário Jurídico; e Desenvolvimento Organizacional e Prática Cooperativista. Os trabalhos selecionados contaram com apresentações formais de 15 minutos cada, seguidas de 10 minutos de perguntas e respostas por uma banca avaliadora.
Desenvolvido ao longo de dois anos, o processo reuniu acadêmicos, representantes do Sistema OCB e outros especialistas que reafirmaram a relevância das pesquisas desenvolvidas e seu impacto na promoção do cooperativismo como um modelo econômico sustentável e inovador.
Para Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, o seminário teve papel fundamental ao trazer visibilidade e transparência aos resultados alcançados. “Os dados colhidos serão utilizados para criar conteúdos educacionais no Sescoop e fortalecer nosso relacionamento com o poder público. Esses conteúdos servirão de base para a formulação de políticas públicas que visam impulsionar o cooperativismo e, também, consolidar ainda mais o nosso modelo de negócios, que é essencial para a economia brasileira e para a justiça social”, afirmou. Ele destacou o papel das pesquisas no desenvolvimento de um cooperativismo mais robusto e agradeceu ao CNPq pela parceria de sucesso.
A representante do comitê julgador, Tania Nunes, ressaltou a importância de ampliar a divulgação sobre o efeito positivo do cooperativismo. “Esse modelo econômico é responsável por transformar vidas e promover a ascensão socioeconômica de milhões de pessoas. Existem cidades inteiras que dependem das cooperativas para seu desenvolvimento”, disse. Para ela, a parceria entre o Sescoop e o CNPq foi extraordinária e trouxe resultados muito significativos. “Precisamos celebrar e disseminar ainda mais os valores do cooperativismo e o potencial que ele tem para gerar inovação e conhecimento no Brasil e no mundo”, pontuou.
O seminário também serviu, de acordo com Guilherme, para consolidar a relevância do cooperativismo no cenário global, com destaque para parcerias estratégicas como a estabelecida entre as entidades, que demonstraram grande êxito na integração entre academia e setor cooperativista.
A mesa-redonda intitulada Contribuições na Ciência, Tecnologia e Inovação no Cooperativismo marcou o fim do seminário e o início de novas perspectivas. “Com resultados práticos e alinhados aos desafios contemporâneos, as iniciativas geradas a partir da chamada pública pavimentam uma consolidação promissora para fortalecer o setor e promover sua expansão como modelo de negócios eficaz e resiliente”, concluiu Guilherme.
Os trabalhos estarão disponíveis no site e no YouTube do CNPq.
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22/11/2024
INOVAÇÃO
Começa o seminário sobre pesquisa em cooperativismo
Evento terá apresentação de 44 projetos sobre inovação e desenvolvimento sustentável
Seminário acontece de forma on-lineO Seminário de Avaliação dos projetos de pesquisa selecionados na segunda chamada pública sobre Pesquisa em Cooperativismo começa nesta segunda-feira (18), e vai até a próxima sexta-feira (22). A iniciativa é uma parceria do Sistema OCB e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e está sendo transmitido ao vivo pelo canal do CNPq no YouTube.
Segundo Ricardo Galvão, presidente do CNPq, a iniciativa reforça a relevância do cooperativismo para o aprimoramento da sociedade. “Apoiar pesquisas sobre o movimento é essencial para transformar o conhecimento em ação, e a ação em desenvolvimento para o país. Essa colaboração demonstra o compromisso com políticas públicas que promovem a economia, a preservação ambiental e a inclusão social, sempre com o uso responsável dos recursos naturais”, disse.
Ele ressaltou que o seminário é fruto de um esforço contínuo iniciado em 2018, que resultou na criação de uma metodologia inovadora para o planejamento e a avaliação das ações de fomento científico. “A primeira chamada pública, concluída em 2021, alcançou resultados expressivos, com mais de 600 produções em pesquisa, capacitação de 200 especialistas, realização de mais de 400 atividades de avaliação e formação de novos grupos de pesquisa em cooperativismo. Já na segunda chamada, lançada em 2022, foram recebidas 131 propostas de pesquisa, das quais 44 foram selecionadas e serão apresentadas a partir de hoje”, afirmou.
Fabíola Nader Motta, gerente-geral do Sistema OCB, destacou que o seminário consolida o movimento como um modelo que impulsiona o Brasil. “Esse evento reafirma a relevância do cooperativismo para o progresso do país, trazendo resultados concretos dessa parceria estratégica com o CNPq. Temos assegurado que os recursos cheguem aos pesquisadores focados no coop, o que gera impactos diretos e positivos para os cooperados. Essa é uma demonstração clara do nosso compromisso com a prosperidade, a justiça social e o desenvolvimento econômico”, afirmou.
O seminário aborda quatro grandes temas: Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais do Cooperativismo, Competitividade e Inovação, Cenário Jurídico e Regulação, Desenvolvimento Organizacional e Prática Cooperativista.
Cada projeto será apresentado formalmente em sessões de até 15 minutos, seguidas por 10 minutos de perguntas e respostas com uma banca avaliadora. Confira a programação das apresentações aqui.
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18/11/2024
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
NEGÓCIOS
26/06/2025
Parceria CIEE e Sistema OCB fortalece formação de jovens aprendizes
Proposta atende diretrizes do Ministério do Trabalho e reforça papel do cooperativismo na inclusão produtiva da juventude
O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e o Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) firmaram uma parceria estratégica para incluir o cooperativismo nos programas de formação da aprendizagem profissional, conforme previsto na Portaria 3.872/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego.
Com base no artigo 18 da normativa, que determina a abordagem de conteúdos sobre cooperativismo e empreendedorismo autogestionário com foco na juventude, o Sistema OCB, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), desenvolveu um material didático completo e adaptável para jovens aprendizes. A iniciativa visa apoiar entidades formadoras, como o próprio CIEE, no cumprimento da legislação e, sobretudo, na formação cidadã e profissional de adolescentes e jovens.
O conteúdo foi elaborado para uso em diferentes modalidades (presencial, híbrida e à distância), com cargas horárias flexíveis entre 8 e 16 horas. As apostilas dos aprendizes combinam teoria e prática em uma linguagem acessível e preparada para promover competências técnicas, sociais e colaborativas. Já os guias dos instrutores oferecem suporte pedagógico completo, com orientações para aplicação dos conteúdos em sala de aula e no ambiente virtual.
Além disso, foi criado um guia exclusivo para as entidades formadoras, que apresenta as possibilidades de uso do material. A parceria também contempla sugestões de cursos e vídeos da CapacitaCoop, plataforma de ensino EAD do Sistema OCB, que podem ser incorporados aos programas permanentes de capacitação de instrutores, conforme exige o artigo 10 da Portaria.
“Acreditamos que o cooperativismo é uma poderosa ferramenta de transformação social, especialmente para os jovens em fase de iniciação profissional. Com essa parceria, estamos ajudando a construir um futuro mais colaborativo, justo e sustentável”, afirma Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
“A parceria com o Sescoop reforça o compromisso do CIEE em oferecer conteúdos de qualidade aos aprendizes. O cooperativismo é um tema fundamental e crucial para o desenvolvimento econômico e social do país e passar esse conhecimento para a juventude é imprescindível”, ressalta Elaine Bancalá, gerente Nacional de Aprendizagem do CIEE.
A ação também reforça o compromisso das instituições com a qualificação profissional da juventude brasileira e com a disseminação dos princípios cooperativistas como alternativa viável e promissora de geração de renda, inclusão produtiva e protagonismo juvenil.
O cooperativismo emprega, segundo o Anuário do Cooperativismo 2024, mais de 550 mil pessoas em todo o Brasil e as perspectivas de crescimento são expressivas. São 23,4 milhões de cooperados que geraram R$ 692 milhões em movimentação financeira em 2023. Com o desafio BRC 1 TRI, o objetivo até 2027, é chegar a 30 milhões de cooperados e R$ 1 trilhão em movimentação.
O CIEE, por sua vez, tem 61 anos de atuação e é a maior ONG de inclusão social e empregabilidade jovem da América Latina dedicada à capacitação profissional de jovens e adolescentes. A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.
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NEGÓCIOS
18/06/2025
Cooperativas ganham destaque na Naturaltech 2025
Maior feira de alimentos naturais da América Latina reuniu 800 expositores e 1,7 mil marcas
O cooperativismo brasileiro marcou presença na 19ª edição da Naturaltech & Bio Brazil Fair, realizada entre os dias 11 e 14 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Considerada a maior feira de alimentos naturais, orgânicos e saudáveis da América Latina, a Naturaltech reuniu mais de 800 expositores e 1,7 mil marcas, com expectativa de atrair mais de 50 mil visitantes ao longo do evento.
Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB participou da Naturaltech com o estande institucional SomosCoop – Cooperativas do Brasil, reforçando o compromisso com a promoção de negócios, visibilidade de marca e acesso a mercados estratégicos. A ação foi coordenada pela área de Negócios da entidade, que busca fortalecer a presença cooperativista em segmentos promissores da economia.
“O cooperativismo tem muito a contribuir com o mercado de produtos naturais, e eventos como esse são fundamentais para mostrar a qualidade, a diversidade e o potencial comercial das nossas cooperativas. A Naturaltech é um espaço estratégico para ampliar conexões, gerar negócios e promover a marca cooperativista no cenário nacional e internacional”, destacou Jean Fernandes, analista da Coordenação de Negócios do Sistema OCB.
Participaram da feira 12 cooperativas de diferentes estados brasileiros (BA, ES, MG, PA, PR, RS, SC e SP), com produtos que vão de cafés especiais a sucos, vinhos, espumantes, doces, queijos, mel e frutas nativas. O estande recebeu grande fluxo de consumidores, distribuidores, redes varejistas e representantes de food service, com destaque para negociações com grandes players como Sam's Club, Outback e rede Zeferino.
A engenheira de alimentos Leidiane Vieira, da Cooperlad (BA), destacou a importância da participação na Naturaltech. “Foi uma oportunidade grandiosa para nós. Fizemos contatos com compradores, apresentamos amostras de polpas de frutas e projetamos a criação de um centro de distribuição em São Paulo. Isso representa mais trabalho, renda e desenvolvimento para nossos cooperados”.
Carlos Lima, presidente da CONAP (MG), celebrou os resultados obtidos durante a feira. “Tivemos a chance de dialogar com redes varejistas, exportadores e consumidores que valorizam um produto diferenciado. Essa interação direta reforça a importância de investir na apresentação, na padronização e na expansão da presença dos nossos produtos no mercado nacional e internacional”, declarou.
Para Eliane Lopes, da Cooperativa Vinícola Nova Aliança (RS), a Naturaltech foi estratégica. “Levamos nossa missão junto com nossos produtos. Estabelecemos contatos com distribuidores e exportadores, recebemos feedback positivo e saímos com importantes insights para o desenvolvimento de novos produtos”.
Já Giulia Castellani, do setor comercial da CAISP (SP), reforçou o impacto institucional da presença no evento. “Participar de uma feira dessa magnitude fortalece nossa marca e nos conecta com consumidores, varejistas e potenciais parceiros. O apoio da OCB tem sido essencial para nosso posicionamento no mercado”.
A participação também foi comemorada por Alysson Kaiper, da Sanjo (SC). “Tivemos a visita de clientes estratégicos e potenciais novos parceiros. A estrutura e o suporte da OCB nos permitiram mostrar a força da nossa cooperativa. Esperamos estar nas próximas edições”, salientou.
As cooperativas participantes foram: Cafesul, Amazoncoop, Cocamar, Witmarsum, Nova Aliança, CCGL, Vinícola Aurora, Sanjo, Coopafasb Caisp, Conap e Cooperlad.
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Com o objetivo de ampliar a presença internacional das cooperativas brasileiras e gerar novas oportunidades comerciais no mercado externo, o Sistema OCB realizará, no dia 4 de novembro de 2025, em Belo Horizonte (MG), a 1ª Rodada de Negócios Internacional para Cooperativas Produtoras de Café. A iniciativa integra o Programa NegóciosCoop – Mercado Internacional e acontecerá na véspera da abertura da Semana Internacional do Café (SIC), um dos maiores eventos do setor no país.
A rodada contará com uma estrutura completa de apoio às cooperativas selecionadas, incluindo consultoria especializada para prospecção de compradores internacionais, sessões de preparação, tradução durante as negociações e custeio de passagem aérea para um representante por cooperativa. Serão até 15 cooperativas escolhidas para participar da ação, com base nos critérios definidos no regulamento da chamada. As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho, por meio de formulário.
Segundo Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, a iniciativa marca um avanço importante na estratégia de internacionalização do cooperativismo agropecuário. “Essa rodada representa uma grande oportunidade para as cooperativas que desejam exportar e se posicionar no mercado internacional. É um espaço estratégico para gerar negócios, ampliar conexões e mostrar a força e a qualidade do café cooperativista brasileiro”, destacou.
A proposta pretende conectar diretamente as cooperativas com compradores internacionais alinhados com a sua oferta de produtos, promovendo a geração de negócios e a inserção do cooperativismo no mercado global. Além disso, as cooperativas participantes terão acesso a sessões preparatórias com foco em formatação de proposta comercial, precificação para exportação e estratégias de negociação internacional.
“Queremos que nossas cooperativas estejam cada vez mais preparadas para acessar o mercado externo com segurança, qualidade e profissionalismo. Essa rodada internacional foi pensada para oferecer suporte real às cooperativas, desde a preparação até o momento da negociação”, reforçou Débora.
O Programa NegóciosCoop – Mercado Internacional é uma das frentes de atuação do Sistema OCB voltadas ao fortalecimento da competitividade das cooperativas brasileiras. Por meio de soluções como Qualificação para Exportação e Promoção Internacional, o programa oferece formação técnica, apoio logístico e oportunidades reais de negócios em feiras, missões e rodadas comerciais.
Podem participar da seleção cooperativas agropecuárias produtoras de café, regularmente registradas no Sistema OCB, que atendam aos critérios mínimos de elegibilidade — como ter material promocional em inglês, certificações de qualidade, café beneficiado (torrado, moído ou em cápsulas) e participação em programas de qualificação do Sistema OCB. A presença de mulheres em cargos de liderança e o domínio do inglês pelo representante indicado também contam pontos no processo seletivo.
As cooperativas interessadas devem estar atentas aos prazos e às responsabilidades previstas no regulamento. Após a seleção, será necessário assinar o termo de compromisso, participar das sessões preparatórias e apresentar documentação de viagem para prestação de contas.
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18/06/2025
NEGÓCIOS
CNCoop aprova plano de trabalho para 2025 em assembleia geral
Encontro virtual reuniu dirigentes, destacou conquistas de 2024 e prioridades do próximo ciclo
A Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) realizou, nesta terça-feira (06), sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), conduzida de forma virtual. O encontro foi presidido pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e teve a superintendente Tania Zanella como secretária ad hoc, responsável por organizar e coordenar os trabalhos. A reunião contou com a participação de dirigentes cooperativistas de todo o país, reforçando o caráter democrático e representativo do movimento.
Durante a abertura, Márcio Freitas destacou a relevância do encontro como espaço para decisões estratégicas que fortalecem o cooperativismo. “O ano de 2024 foi desafiador para o mundo das relações de trabalho, mas conseguimos realizar importantes entregas para as cooperativas nas searas trabalhista e sindical”, afirmou.
A pauta da AGO incluiu a apresentação e deliberação do relatório de atividades de 2024, além do balanço patrimonial e da prestação de contas da diretoria, para oferecer um panorama completo das ações e da situação financeira da CNCoop no último ano. Também foram discutidas a proposta orçamentária para 2025 e as metas estratégicas do novo plano de trabalho.
Entre as prioridades aprovadas para 2025 estão a elaboração de cursos voltados à segurança e saúde no trabalho, o fortalecimento da estrutura sindical cooperativista e a ampliação da atuação da CNCoop em fóruns estratégicos, inclusive fora do Poder Executivo. O objetivo é dar mais visibilidade e representatividade às pautas trabalhistas e sindicais do setor.
Como entidade máxima do sistema sindical cooperativista, a CNCoop reafirmou seu compromisso com a defesa dos interesses do movimento. A atuação em colegiados públicos e privados, a interlocução com o poder público e a produção de materiais orientativos seguem como pilares da sua agenda institucional.
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07/05/2025
NEGÓCIOS
CNCoop aprova plano de trabalho para 2025 em assembleia geral
Encontro virtual reuniu dirigentes, destacou conquistas de 2024 e prioridades do próximo ciclo
A Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) realizou, nesta terça-feira (06), sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), conduzida de forma virtual. O encontro foi presidido pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e teve a superintendente Tania Zanella como secretária ad hoc, responsável por organizar e coordenar os trabalhos. A reunião contou com a participação de dirigentes cooperativistas de todo o país, reforçando o caráter democrático e representativo do movimento.
Durante a abertura, Márcio Freitas destacou a relevância do encontro como espaço para decisões estratégicas que fortalecem o cooperativismo. “O ano de 2024 foi desafiador para o mundo das relações de trabalho, mas conseguimos realizar importantes entregas para as cooperativas nas searas trabalhista e sindical”, afirmou.
A pauta da AGO incluiu a apresentação e deliberação do relatório de atividades de 2024, além do balanço patrimonial e da prestação de contas da diretoria, para oferecer um panorama completo das ações e da situação financeira da CNCoop no último ano. Também foram discutidas a proposta orçamentária para 2025 e as metas estratégicas do novo plano de trabalho.
Entre as prioridades aprovadas para 2025 estão a elaboração de cursos voltados à segurança e saúde no trabalho, o fortalecimento da estrutura sindical cooperativista e a ampliação da atuação da CNCoop em fóruns estratégicos, inclusive fora do Poder Executivo. O objetivo é dar mais visibilidade e representatividade às pautas trabalhistas e sindicais do setor.
Como entidade máxima do sistema sindical cooperativista, a CNCoop reafirmou seu compromisso com a defesa dos interesses do movimento. A atuação em colegiados públicos e privados, a interlocução com o poder público e a produção de materiais orientativos seguem como pilares da sua agenda institucional.
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07/05/2025
NEGÓCIOS
Sistema OCB lança Qualificação para Exportação
Solução oferece suporte técnico para ampliação de mercado e internacionalização de cooperativas do Agro e de Artesanato
O Sistema OCB lançou a Qualificação para Exportação, que tem como objetivo preparar coops brasileiras para atuação no mercado internacional com segurança, estratégia e foco em resultados concretos. Voltada ao Ramo Agro e para cooperativas de Artesanato, a qualificação, gratuita, está com as candidaturas abertas até o dia 9 de maio pelo link de inscrições do programa.
Para Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, oferecer a Qualificação para Exportação é uma ação estratégica para o Sistema OCB. “Sabemos que muitas cooperativas dos Ramos Agro e Artesanato possuem produtos com alto potencial competitivo no mercado internacional. Com o suporte certo, essas cooperativas podem acessar novas oportunidades, ampliar canais de comercialização e conquistar resultados concretos, como vender para o mercado externo e gerar ingressos em dólar, o que fortalece seus negócios e os benefícios ao cooperado", disse.
A iniciativa nasce do compromisso de internacionalização do cooperativismo e tem como base o potencial identificado no Mapeamento de Exportação do Coop, que ouviu 209 cooperativas de todo o país e concluiu que 75% possuem interesse em exportar, mas ainda enfrentam desafios como falta de conhecimento técnico, estrutura adequada e equipes capacitadas. A Qualificação, portanto, atua diretamente nesses pontos e oferece conteúdo prático, personalizado e alinhado à realidade do setor.
Com carga horária total de 18 horas, a solução combina mentorias individuais com capacitações coletivas e aborda temas como análise de potencial exportador, escolha de mercados e clientes-alvo, logística, precificação, aspectos legais, promoção internacional e elaboração de plano de negócios internacional. Todo o conteúdo é desenvolvido com metodologia própria do Sistema OCB, voltada à realidade das cooperativas.
Em 2023, de acordo com Débora, as cooperativas brasileiras exportaram cerca de US$ 8,4 bilhões, concentrados em poucas organizações e em produtos básicos. “Por isso, ampliar e diversificar essa pauta é um dos grandes objetivos do Sistema OCB com o programa, além de promover mais competitividade, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios”, completou.
As organizações estaduais do Sistema OCB são parceiras estratégicas nesse processo e têm papel fundamental na mobilização das cooperativas com perfil aderente. Ao apoiar a qualificação, promovem mais competitividade, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios.
A primeira turma de 2025 já está com inscrições abertas até o dia 09 de maio, por meio do link: in.coop.br/qualificacao-para-exportacao.
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Feira Anuga 2025: gera oportunidade de novos negócios para coops brasileiras
Sistema OCB e ApexBrasil concluem mais um PeiexCoop
15/04/2025
NEGÓCIOS
Feira Anuga 2025 gera oportunidade de negócios para coops brasileiras
Feira internacional abriu portas para novas parcerias, estratégias de mercado e network
Em 2025, a Anuga Select Brazil reuniu grandes marcas e iniciativas inovadoras no setor alimentício, entre os dias 08 e 10 de abril. O Sistema OCB esteve presente na feira e levou 12 cooperativas, de seis estados, para mostrar ao mundo a força, a diversidade e a sustentabilidade do cooperativismo brasileiro.
A presença da entidade na feira faz parte da estratégia da Coordenação de Negócios, que atua para apoiar as cooperativas na conquista de novos mercados, com ampliação das oportunidades de comercialização, exposição e negócios de forma estruturada e sustentável.
Para maximizar os resultados, foram realizadas reuniões coletivas preparatórias com as cooperativas expositoras, em parceria com a consultoria Ultramares, trazendo insights sobre estratégias de vendas em eventos comerciais. Além disso, foram desenvolvidos materiais de apoio, como folders comerciais, a fim de impulsionar a divulgação dos produtos apresentados na feira.
No estande do Sistema OCB, os visitantes encontraram uma seleção de produtos das cooperativas Aurora Coop, Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança (Capebe), Cooperoeste, Coop-Agrícola Mista de Tomé-Açú (Camta), Cooperativa Coopama Soluções no Agronegócio (Coopama), Cooperativa dos Granjeiros do Oeste de Minas (COGRAN), Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos(Coperuc), Cooperativa Central Mineira de Laticínios (Cemil), Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região Ltda. (Copag), Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados de Gurupi (Cooperfrigu), Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda (Coamo) e Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá (Cocamar), que representaram um panorama da excelência e da competitividade do setor cooperativista nacional.
A feira é uma das maiores e mais relevantes do setor de alimentos e bebidas das Américas, com mais de 15 mil visitantes, 500 estandes expositores, 16 pavilhões internacionais, 23 países participantes e mais de R$62 milhões em negócios gerados na edição de 2024.
Para Jean Fernandes, analista de negócios do Sistema OCB, participar da Anuga Brazil é sempre uma experiência enriquecedora. “O estande do Sistema OCB é uma verdadeira vitrine da diversidade e da qualidade dos produtos cooperativistas. É impressionante ver como cada coop traz suas particularidades, mas todas compartilham o mesmo compromisso com excelência, sustentabilidade e desenvolvimento regional”, destacou.
Além da visibilidade, a participação na feira proporcionou conexões estratégicas com varejistas, distribuidores, compradores nacionais e internacionais, além da possibilidade de estabelecer parcerias logísticas e comerciais.
A analista de negócios do Sistema OCB, Luana Mendonça, explicou que a Anuga é um excelente momento para as cooperativas se unirem e mostrarem toda a força do cooperativismo. “Temos produtos com grande potencial para atender tanto o mercado nacional quanto o internacional. Este ano, vimos um movimento interessante de cooperativas interessadas em entrar no varejo, o que mostra a evolução e a diversificação das estratégias de comercialização”.
Negócios
Para os representantes das cooperativas, a feira foi também um espaço com foco consolidado em geração de negócios.
Como gestora de exportação da Cocamar, Elis Fernandes declarou que a experiência foi muito agradável e surpreendente. “Tivemos contatos que realmente irão gerar valor. Encontramos compradores interessados em praticamente todo o nosso portfólio e já estamos em negociação com alguns deles. Saímos muito satisfeitos, com boas expectativas e a certeza de que essa participação nos abriu portas importantes”.
O superintendente da Cogran, Paulo Henrique Penna, disse que a participação foi muito importante para conhecer novos clientes, fornecedores e prestadores de serviço. “As rodadas de negócio foram promissoras, especialmente com compradores do Norte, Nordeste e São Paulo. Já estamos negociando com dois deles, discutindo valores, volumes e produtos. Saímos com novas perspectivas e oportunidades concretas para a Cogran”, avaliou.
Sustentabilidade Outro destaque da participação do Sistema OCB na Anuga Select Brazil 2025 foi o reconhecimento com o Prêmio de Estande Mais Sustentável, concedido a partir de uma pesquisa de percepção realizada com os visitantes da feira. A premiação contemplava três categorias: Inovador, Interativo e Sustentável, e destacou expositores que se diferenciaram nesses aspectos ao longo da feira.
A conquista do prêmio se deu, entre outros motivos, pelo uso de madeira de origem sustentável na montagem do estande, pela representatividade de cooperativas de diversos estados e pela variedade de produtos expostos.
“Nosso estande foi reconhecido não só pela estrutura, mas pelo que representa: a união de cooperativas de diferentes regiões do Brasil, com produtos distintos, mas com valores em comum. A madeira sustentável, a pluralidade e a essência do cooperativismo foram percebidas e valorizadas. Esse reconhecimento reforça que sustentabilidade e cooperação caminham juntas”, concluiu Jean Fernandes.
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Missão África e Biofach reforçam potencial das coops no exterior
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11/04/2025
NEGÓCIOS
Missão África e Biofach reforçam potencial das coops no exterior
Apoio do Sistema OCB contribui para ampliação de mercados e valorização da produção sustentável
AuroraCoop participa da Missão África 2025O Sistema OCB segue trabalhando para ampliar a presença do cooperativismo no mercado internacional. Com apoio da instituição, a Cafesul e a Vinícola Aurora marcaram presença na Biofach, enquanto a Aurora Coop participou da Missão África 2025, eventos realizados em parceria com a ApexBrasil e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
As cooperativas, devido ao seu modelo de negócios, têm potencial para produzir produtos orgânicos e obter certificações valorizadas no mercado externo, criando vantagens competitivas. A participação da Vinícola Aurora e da Cafesul na Biofach, maior feira mundial de alimentos orgânicos, exemplifica esse posicionamento e reforça a sua visibilidade internacional.
Para Jéssica Dias, analista de Negócios do Sistema OCB, exportar vai além de vender para o exterior. “Para as cooperativas, é uma oportunidade de crescer, diversificar mercados e agregar valor aos cooperados”, afirmou. Segundo ela, as certificações são fundamentais para garantir padrões internacionais de qualidade, sustentabilidade e segurança, além de facilitar negociações com importadores e grandes parceiros. “O mundo busca produtos sustentáveis, éticos e de qualidade, e as cooperativas têm potencial para atender essa demanda”, acrescentou.
José Cláudio de Oliveira, vice-presidente da Cafesul, destacou que a participação na Biofach foi extremamente proveitosa, proporcionando oportunidades valiosas para a comercialização do café do Espírito Santo. Com certificações orgânicas e Fair Trade, a Cafesul realizou negociações significativas. “O mercado está à procura do nosso café. Firmamos diversas reuniões de negócios e concretizamos algumas vendas, incluindo para uma empresa que negocia contêineres de café orgânico e Fair Trade”, afirmou. Além disso, ele ressaltou que os benefícios da participação se estendem aos agricultores familiares.
Folder bilingue desenvolvido para apoiar a participação da Vinícola Aurora na feira BiofachA Vinícola Aurora também aposta em certificações como parte de sua estratégia. Com certificação de produtos orgânicos, ela apresentou na Biofach sua linha de sucos de uvas integrais. Para apoiar sua atuação na feira, o Sistema OCB desenvolveu um folder comercial bilíngue para a cooperativa. A iniciativa potencializou a divulgação dos produtos na no evento e facilitou a interação com potenciais compradores.
Já na Missão África 2025, a Aurora Coop identificou grande interesse pelo modelo cooperativista brasileiro, especialmente no setor agroindustrial. Rafael Santos, coordenador de Relações Institucionais e Governamentais da cooperativa, ressaltou que a missão evidenciou o potencial de negócios para a Aurora Coop e demais cooperativas agroindustriais, além de contribuir para o fortalecimento das relações diplomáticas por meio de projetos de cooperação.
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03/03/2025
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23/07/2025
Imersão Pré-COP30: legado e inovação do cooperativismo no RS
Delegação conheceu história, impactos sociais e ambientais das cooperativas no 2º dia da jornada
A Imersão Pré-COP30 seguiu nesta terça-feira (22) com uma programação intensa no Rio Grande do Sul, destacando o papel do cooperativismo como agente de transformação social e ambiental. O grupo de lideranças nacionais e internacionais iniciou o dia em Nova Petrópolis, conhecida como a capital nacional do cooperativismo, e encerrou as atividades em Porto Alegre, com visita a iniciativas de impacto comunitário.
A primeira parada foi na Sicredi Pioneira, a cooperativa de crédito mais antiga da América Latina, fundada em 1902 pelo padre Theodor Amstad. Com mais de 120 anos de atuação, a instituição se mantém fiel aos princípios cooperativistas ao mesmo tempo em que inova em soluções financeiras e ações de sustentabilidade.
Tiago Luiz Schmidt, presidente do Conselho de Administração da Sicredi Pioneira, apresentou ao grupo os programas sociais e educacionais que têm mudado a realidade de muitas famílias, com destaque para o trabalho de sucessão rural. “A cooperativa vem, há quase dez anos, organizando turmas de um programa de sucessão rural familiar onde o principal requisito é a participação de toda a família. Os jovens criam vínculos emocionais com a atividade dos pais, enquanto os pais passam a respeitar mais a participação dos filhos. Temos uma taxa de retorno muito positiva e vemos famílias voltando a investir no campo. Sempre lembramos que sucessão é diferente de substituição: sucessão se faz em vida”, explicou.
Schmidt também destacou o papel da cooperativa no avanço das energias renováveis. “A Sicredi Pioneira sempre acreditou no potencial da energia solar. Trabalhamos na educação sobre essa pauta com nossos cooperados, mostrando os benefícios econômicos, ambientais e técnicos. Hoje, temos uma das maiores carteiras de crédito de energia fotovoltaica do país, mesmo numa região com irradiação solar abaixo da média nacional. Isso mostra o enorme potencial do Brasil para avançar em uma matriz energética mais sustentável”, completou.
Em seguida, a delegação conheceu a Casa Cooperativa, espaço que guarda a memória do cooperativismo brasileiro e latino-americano. Para a presidente da entidade, Heloísa Helena Lopes, preservar e difundir essa história é essencial. “Um dos principais concorrentes do cooperativismo é o desconhecimento. Nosso propósito maior é divulgar e promover esse modelo, para que mais pessoas possam vivenciá-lo”, afirmou.
O coordenador de Relações Governamentais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, reforçou o simbolismo de Nova Petrópolis. “Existe um ditado que diz: ‘aqui não se sabe sobre cooperativismo, aqui se vive o cooperativismo’. É isso que presenciamos na Sicredi Pioneira e na Casa Cooperativa. Um legado que o Brasil inteiro precisa conhecer.”
Após o almoço, o grupo seguiu para Porto Alegre, onde visitou a Cootravipa, cooperativa de trabalho criada há 41 anos em uma comunidade periférica da cidade. A presidente Imanjara Alessandra Marques de Paula relatou como o empreendimento coletivo surgiu como resposta ao desemprego e à exclusão social. “Acreditamos que, por meio do trabalho e da geração de renda, podemos transformar pessoas em protagonistas de suas histórias. Essa é a nossa missão até hoje.”
Entre os projetos sociais apresentados, destacam-se o Coleta Tri, que promove a conscientização sobre a segregação correta de resíduos, e o Empreender para Crescer, que leva educação ambiental e conceitos de sustentabilidade para crianças de escolas públicas. “Estamos construindo hoje o futuro da nossa comunidade com cuidado ao meio ambiente e inclusão social”, acrescentou Imanjara.
Representantes de organismos internacionais também destacaram o alinhamento das cooperativas brasileiras com a agenda global de sustentabilidade. Rosemary Lane, Chefe do Departamento de Povos Indígenas e Desenvolvimento da ONU, disse estar impressionada com o que viu. “Já conhecia o potencial das cooperativas em inclusão social, mas fiquei surpresa ao ver o quanto elas estão conectadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à agenda climática”, ressaltou.
Para Guilherme Guedes Xavier, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, a imersão reforça a sinergia entre os princípios do movimento cooperativista e os do Pacto Global. “É uma oportunidade única ver como o cooperativismo transforma realidades. E para mim tem um significado pessoal, porque meu pai participa de cooperativas de leite e crédito. Estou muito feliz com essa vivência”.
A programação do dia foi encerrada com um jantar oferecido pela Ocergs, que promoveu mais um momento de integração entre os participantes. A Imersão segue até o dia 25 de julho com o objetivo de fortalecer parcerias e consolidar o reconhecimento internacional das cooperativas brasileiras como protagonistas da agenda climática global.
A delegação que participa da Imersão reúne representantes de órgãos estratégicos do governo brasileiro, organismos internacionais e entidades empresariais. Estão presentes os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), das Relações Exteriores (MRE), do Meio Ambiente (MMA) e da Secretaria-Geral da Presidência (SGPR). Também participa um representante da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Entre os organismos internacionais estão a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA) Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA) Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA), o Centro de Comércio internacional (ITC), o BID Invest e a Rede Brasil do Pacto Global. Completam a comitiva lideranças do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), da Agência Brasileira de Promoção a Exportações e Investimentos (ApexBrasil), do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e do Banco Central do Brasil (BCB), além de dirigentes e técnicos do Sistema OCB.
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22/07/2025
Agro ganha protagonismo rumo à COP30 na assembleia da CAF
Encontro destacou manifesto das cooperativas brasileiras e papel do setor na agenda climática
Em Montevidéu, nesta terça-feira (22), as Cooperativas Agrarias Federadas (CAF) realizaram sua Assembleia Geral Anual com a presença de autoridades uruguaias e representantes do cooperativismo agro do Cone Sul. O evento marcou uma etapa importante na preparação do setor para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em novembro, no Brasil.
Entre os destaques da programação esteve o painel Rumo à COP30: O cooperativismo agrário como caminho articulador, que reuniu lideranças e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades de um agro mais sustentável e conectado com a agenda climática global. Na ocasião, o Sistema OCB apresentou o Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, documento que reúne propostas e compromissos do setor para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Quem representou o Brasil no encontro foi o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo, que participou de forma remota. Em sua apresentação, Alex destacou os cinco pilares do manifesto, construído a partir de uma ampla escuta do setor cooperativista nacional:
Segurança alimentar, tecnologia e agricultura de baixo carbono: O manifesto reconhece que as cooperativas agro brasileiras são responsáveis por grande parte da produção nacional de alimentos, com mais de 50% das safras de soja, milho e café passando por produtores associados. O compromisso é intensificar práticas de agricultura regenerativa e de baixo carbono, aliadas ao uso de tecnologias que aumentem a produtividade e reduzam o impacto ambiental.
Valorização das comunidades e acesso a financiamento climático: O documento defende a ampliação de linhas de crédito e instrumentos financeiros que permitam a pequenos e médios produtores acessar recursos para adaptação e mitigação. Segundo Alex, “é essencial garantir que o financiamento climático alcance o campo e apoie quem está na linha de frente das transformações”.
Transição energética e desenvolvimento sustentável: As cooperativas já vêm investindo em bioenergia, energia solar e outras fontes limpas. O pilar propõe acelerar essa transição e tornar as cooperativas polos de inovação energética, com ações voltadas também para o uso racional da água e manejo eficiente de resíduos.
Bioeconomia e uso eficiente dos recursos naturais: A proposta inclui fomentar cadeias produtivas ligadas à bioeconomia, certificações e rastreabilidade de produtos, valorizando o conhecimento local e práticas tradicionais que conciliam produção e conservação.
Adaptação e mitigação de riscos climáticos: Com o setor agrícola altamente vulnerável aos extremos climáticos, o manifesto enfatiza a importância de fortalecer políticas de seguro rural, assistência técnica e sistemas de alerta precoce. A ideia é construir resiliência para enfrentar secas, enchentes e outras ameaças decorrentes da crise climática.
Alex também apresentou um panorama do cooperativismo brasileiro e pontuou a expressiva contribuição do setor para o desenvolvimento sustentável. Ele reforçouque as 4,5 mil cooperativas espalhadas pelo Brasil reúnem mais de 23 milhões de cooperados, o que representa cerca de 11% da população do país. Somadas, elas geram US$ 124 bilhões em receitas anuais, movimentam 450 milhões de toneladas de cargas e estão presentes em 90% dos municípios brasileiros.
O coordenador ressaltou ainda o protagonismo das cooperativas agrícolas, responsáveis por mais da metade da produção nacional de grãos como soja (52%), milho (53%) e trigo (75%). “Esses números reforçam como o modelo cooperativista alia inclusão produtiva e eficiência econômica, sendo estratégico para avançarmos em uma agricultura de baixo carbono e resiliente ao clima”, destacou.
A CAF convidou o Sistema OCB para integrar o evento no âmbito da Coopsul, articulação criada em 2023 para unir as principais entidades cooperativistas do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai.
O evento contou com a presença do prefeito de Canelones, Yamandú Orsi; do ministro da Agricultura, Alfredo Fratti; do ministro do Meio Ambiente, Edgardo Ortuño; e da subsecretária de Relações Exteriores, Valeria Csukasi, além de apoio institucional das organizações uruguaias, como o Banco República, o Instituto Nacional de Carnes (Inac) e a Administração Nacional de Telecomunicações (Intel).
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Viacredi fortalece compromisso ESG com diagnóstico da OCB
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ESG
Viacredi fortalece compromisso ESG com diagnóstico da OCB
Solução Eficiência Energética apontou caminhos para maior eficiência no uso de recursos energéticos
Com o objetivo de impulsionar a sustentabilidade no cooperativismo, a Solução Eficiência Energética chegou, nos dias 15 e 16 de julho, à Cooperativa Viacredi, em Blumenau (SC). A iniciativa faz parte do portfólio de soluções do Sistema OCB e contou, nessa etapa, com a parceria da Central Ailos, da Ocesc e da consultoria Stride. Durante os dois dias de atividades, foi realizada a etapa de diagnóstico, que envolveu visitas técnicas, análise de dados e reuniões com a diretoria da cooperativa.
A Viacredi foi indicada pela Central Ailos para integrar a iniciativa, que busca promover maior eficiência no uso de energia, redução de custos operacionais e alinhamento às práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). Foram diagnosticadas três unidades da cooperativa: a sede, um Ponto de Atendimento (PA) e um Ponto de Relacionamento (PR), onde foram observadas oportunidades de melhorias e inovações nos sistemas já implementados.
Logo no primeiro dia, a equipe da consultoria, acompanhada por representantes da unidade nacional do Sistema OCB, da Ocesc e da Central Ailos, se reuniu com a diretoria da Viacredi para apresentar os objetivos da ação e alinhar expectativas. Ao fim da etapa, no segundo dia, uma nova reunião foi realizada para apresentação dos primeiros resultados e próximos passos, com destaque para o plano de ação que será implementado e monitorado pelas equipes envolvidas.
“A aplicação do diagnóstico é fundamental para que a Viacredi possa avançar ainda mais em seu programa de eficiência energética e se fortalecer enquanto agente de transformação ambiental e social. Além disso, é uma forma importante de demonstrar como o cooperativismo se compromete com as agendas globais de sustentabilidade e preservação ambiental”, afirma Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB e representante da entidade no processo de diagnóstico da Viacredi.
Para Ricardo Miotto Ternus, diretor superintendente da Ocesc, a atuação da Viacredi reforça o protagonismo das cooperativas catarinenses na pauta da sustentabilidade. “A Viacredi possui uma trajetória consolidada em práticas sustentáveis, e agora avança ainda mais ao integrar uma iniciativa nacional que une eficiência operacional, responsabilidade ambiental e alinhamento com os princípios ESG. O cooperativismo de crédito de Santa Catarina está conectado com os grandes temas da atualidade e preparado para liderar soluções transformadoras”, afirmou.
Cátia Schäffer Tomaz, coordenadora de Governança Cooperativa e Sustentabilidade da Central Ailos, destacou os ganhos da iniciativa para a cultura interna da cooperativa. “Essa experiência ampliou o nosso olhar estratégico para a gestão de dados nos processos de compras, manutenção e infraestrutura. Também contribuiu para a educação ambiental dos colaboradores, com reflexos inclusive nas suas casas. Acreditamos que esse movimento liderado pelo Sistema OCB com apoio da Ocesc fortalece demais a atuação das cooperativas em sustentabilidade.”
A Viacredi já conta com ações consolidadas na área, como a instalação de 355 painéis fotovoltaicos e sistemas de captação de água da chuva. Para o superintendente de Administração, Compliance, Controladoria e Riscos, Marcelo Marques, a consultoria contribui para elevar ainda mais os padrões adotados. “Estamos sempre buscando maneiras de melhorar nossa estrutura. Essa consultoria potencializa nossas operações, oferecendo soluções que aprimoram a eficiência e reduzem custos. Também contamos com linhas de crédito específicas para apoiar iniciativas sustentáveis entre os nossos cooperados”.
Segundo Tatiana Kraetzer, coordenadora administrativa da Viacredi, participar da Solução Eficiência Energética é uma oportunidade de aprendizado e transformação. “Estamos evoluindo tecnicamente e fortalecendo nosso compromisso com a responsabilidade ambiental. Isso está em plena sintonia com os princípios do cooperativismo que carregamos em nosso DNA”, descreveu.
A etapa de diagnóstico é o primeiro passo da Solução Eficiência Energética, que agora seguirá com o acompanhamento da execução do plano de ação e a mensuração dos resultados. A iniciativa integra o Programa ESGCoop, lançado pelo Sistema OCB para apoiar as cooperativas na implementação de boas práticas ESG, sempre com foco em inovação, impacto positivo e perenidade dos negócios cooperativistas.
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Sistema OCB e Embrapa alinham ações para inovação e sustentabilidade
Parceria entre as entidades prevê projetos estratégicos e presença conjunta na COP30 em Belém
O cooperativismo e a ciência agropecuária deram mais um passo em direção a parcerias estratégicas que podem transformar o campo brasileiro. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, se reuniram nesta quinta-feira (17) para discutir iniciativas conjuntas voltadas a fortalecer a inovação, a sustentabilidade e a competitividade no agronegócio nacional, com foco especial no papel das cooperativas.
“Essa aproximação com a Embrapa é fundamental para levarmos ainda mais tecnologia e conhecimento aos nossos cooperados. Estamos falando de uma parceria que pode gerar impacto direto na produtividade e na sustentabilidade do agro brasileiro”, destacou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Para Silvia Massruhá, a colaboração entre ciência e cooperativismo representa um caminho para acelerar inovações no setor. “O cooperativismo tem uma capacidade extraordinária de mobilização no campo. Juntar essa força com a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico é potencializar resultados para o Brasil e para o mundo”, afirmou.
Entre os temas debatidos, ganharam destaque projetos estratégicos para a inclusão socioprodutiva e digital de pequenos e médios agricultores cooperados. As lideranças também discutiram formas de ampliar a transferência de tecnologias em ambientes digitais, garantindo que soluções inovadoras cheguem com mais agilidade às propriedades rurais.
Outro ponto central foi o avanço de uma parceria para fomentar a pesquisa agropecuária e expandir a rede de extensionistas vinculados a cooperativas. A proposta é criar mecanismos que aproximem ainda mais o trabalho técnico-científico da realidade dos produtores, contribuindo para práticas mais eficientes e sustentáveis no campo.
A reunião também consolidou as tratativas para a presença conjunta da Embrapa e do Sistema OCB no Espaço Agri Zone, da Embrapa, durante a COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). A iniciativa pretende garantir uma participação qualificada do cooperativismo no espaço institucional, que contará com estandes, vitrines tecnológicas e divulgação de boas práticas em mitigação e adaptação da agricultura à mudança do clima.
Na ocasião, o Sistema OCB apresentou ainda as diretrizes do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro à COP30, documento que reforça o papel das cooperativas como protagonistas do desenvolvimento sustentável e da inovação no campo. O manifesto também destaca o alinhamento do setor às demandas globais da agenda climática e à busca por soluções que conciliem produção e preservação ambiental.
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ESGCoop: Expocacer reforça liderança em sustentabilidade no café
Cooperativa mineira avança na gestão energética e potencializa ações para redução de emissões
A Expocacer, cooperativa de cafeicultores com sede em Patrocínio (MG), recebeu, entre os dias 8 e 10 de julho, a visita técnica da Solução Eficiência Energética, iniciativa do Programa ESGCoop coordenada pelo Sistema OCB em parceria com o Sistema Ocemg. A ação foi realizada nas duas unidades de armazenamento e beneficiamento de café da cooperativa e contou com a consultoria especializada da Stride.
Reconhecida por sua forte atuação socioambiental, a Expocacer é referência no setor: a cooperativa possui relatório de sustentabilidade, é certificada com o selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol e integra ações inovadoras que vão do campo à exportação. Agora, com a Solução Eficiência Energética, a proposta é potencializar essa agenda e avançar ainda mais na redução das emissões de gases de efeito estufa.
“O diagnóstico que aplicamos nesta etapa vai somar aos esforços já consolidados pela Expocacer, especialmente na redução do consumo de energia elétrica e, consequentemente, das emissões de escopo 2 no inventário de GEE da cooperativa. Essa é uma solução pensada para fortalecer estratégias de sustentabilidade e competitividade no cooperativismo”, destacou Laís Nara Castro, analista de meio ambiente do Sistema OCB.
A programação da visita contemplou reuniões iniciais com as lideranças da cooperativa, vistorias técnicas detalhadas nas duas plantas industriais e encontros para alinhamento sobre o levantamento de dados e metodologias. O diagnóstico resultará em um plano de ação com propostas de curto, médio e longo prazos para otimização energética, com acompanhamento contínuo da equipe técnica.
Futuro do café
Para a Expocacer, a participação no Programa ESGCoop reforça a cultura de inovação e responsabilidade ambiental que já faz parte de sua trajetória. “Iniciativas sustentáveis sempre estiveram presentes nas práticas da Expocacer, fomentadas junto aos nossos cooperados e parceiros. Participar deste projeto de soluções energéticas reforça que estamos trilhando o caminho certo para o nosso propósito, gerando impacto positivo no mundo do café. Não medimos esforços para atingir metas sustentáveis, e com este projeto vamos trazer ainda mais resultados a partir da melhoria contínua e dos métodos apresentados”, afirmou Jorge Luiz de Carvalho Leite, coordenador de Sustentabilidade da cooperativa.
Além de consolidar os compromissos já assumidos pela Expocacer, a iniciativa inspira outras organizações do setor a seguirem o mesmo caminho.
“Ao promover eficiência energética, otimizar recursos e gerar impactos positivos, mostramos que competitividade e sustentabilidade não apenas podem caminhar juntas, como se fortalecem mutuamente. Iniciativas como essa inspiram outras cooperativas e reforçam o protagonismo do cooperativismo na transição para uma economia de baixo carbono”, ressaltou Letícia Soares, analista de Educação e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Ocemg.
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11/07/2025
ESG
Congresso Ciclos debate financiamento climático e papel das cooperativas
Painel reúne especialistas para discutir como acessar recursos para adaptação e sustentabilidade
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (8), do Congresso Internacional de Sustentabilidade – Ciclos 2025, evento que marca o início do ano da COP30 no Brasil. O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais para tratar de temas prioritários da agenda climática global, como adaptação, zero carbono e compensação de emissões nos dias 7 e 8 de maio no auditório do Sebrae Nacional, em Brasília (DF).
Feulga Reis apresentou destaques do cooperativismo no financiamento climáticoA analista técnica do Sistema OCB, Feulga Abreu dos Reis, representou a instituição no painel Financiamento climático: como acessar recursos para adaptação e sustentabilidade. O painel teve como foco um dos principais gargalos para a concretização da agenda climática: o acesso a recursos financeiros para viabilizar projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O objetivo foi apresentar soluções práticas, instrumentos de financiamento e casos de sucesso que sirvam de inspiração para empresas, cooperativas, governos e organizações da sociedade civil.
Feulga Reis destacou o papel estratégico das cooperativas como agentes facilitadores do acesso ao financiamento climático, sobretudo para pequenos negócios em diferentes territórios do Brasil. Segundo ela, o modelo cooperativista, por sua capilaridade e compromisso com o desenvolvimento sustentável, tem potencial para conectar produtores e empreendedores às oportunidades disponíveis. “Participar deste congresso é uma oportunidade valiosa para reforçarmos o papel do cooperativismo na agenda climática global. As cooperativas são protagonistas na construção de uma economia mais justa, inclusiva e sustentável. Este espaço é essencial para mostrar como a cooperação transforma territórios e promove o bem comum”, afirmou.
A analista também reforçou alguns números do cooperativismo que expressam sua representatividade no repasse de recursos para os micro, pequenos e médios empreendedores no Brasil. “Somos os maiores financiadores do Brasil para esse grupo, com 17% da carteira, segundo dados do Banco Central. Também somos o principal repassador de recursos do BNDES, com destaque para as linhas do Fundo Clima, Pronaf e Pronaf Biotecnologia. A proximidade e o interesse das cooperativas com as comunidades as transformam em uma alternativa importante para os desafios da sustentabilidade”, complementou.
Além da representante do Sistema OCB, a discussão contou com a presença de especialistas do setor, como Kátia Silene (Maia Consultoria), Alexandre Batista (Climate Finance Hub) e Felipe Vignoli (Impacta Finanças Sustentáveis), que abordaram temas como fundos internacionais, linhas de crédito verdes, incentivos fiscais, títulos verdes, créditos de carbono e blended finance (ferramentas úteis). Os painelistas esclareceram critérios de elegibilidade e como estruturar propostas eficazes para aumentar as chances de captação.
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08/05/2025
ESG
Sistema OCB participa de lançamento da Coop na COP no Pará
Evento reforçou como o modelo de negócios impacta a sociedade e promove crescimento sustentável
O Sistema OCB marcou presença em evento promovido pelo Sistema OCB/PA para o lançamento da campanha COOP na COP. A iniciativa convidou a imprensa paraense para inserir o modelo de negócios no centro das discussões sobre mudanças climáticas globais, além de evidenciar o papel essencial das cooperativas na preservação ambiental e no desenvolvimento econômico sustentável. A partir de temáticas sobre jornalismo e sustentabilidade, o lançamento da campanha COOP na COP e do Portal Coop na COP se consolidou como um marco em prol do fortalecimento da comunicação cooperativista no Pará.
Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, ressaltou o papel do movimento como motor da bioeconomia e do desenvolvimento social. Ele enfatizou a importância da imprensa paraense na divulgação das iniciativas do setor. “Queremos, cada vez mais, estreitar laços entre os jornalistas e as cooperativas locais para ampliar a visibilidade das ações do cooperativismo”, disse.
Samara Araújo, gerente de Comunicação do Sistema OCBA gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB, Samara Araujo, apresentou aos participantes a campanha SomosCoop, que possui o objetivo de aumentar o reconhecimento do movimento no Brasil. Ela destacou que, apesar das cooperativas estarem presentes no dia a dia da população, na produção de alimentos, no acesso ao crédito e em serviços essenciais, o setor ainda enfrenta desafios para ser amplamente reconhecido. “A campanha busca mudar essa realidade e demonstrar como o modelo de negócios transforma vidas e impulsiona o desenvolvimento sustentável”, explicou.
As ações planejadas pelo Sistema OCB para o Ano Internacional das Cooperativas e para o COOP na COP30 também foram apresentadas pela gerente.
Para enriquecer o debate, a jornalista Mari Palma foi convidada para abordar reflexões sobre autenticidade e os desafios do jornalismo digital. Com uma carreira marcada pela inovação e pela proximidade com o público, ela compartilhou sua visão sobre a construção de uma comunicação confiável e relevante em um cenário de constantes mudanças no consumo de informação.
Mari ressaltou a importância do jornalismo em momentos decisivos, como a COP30, e o papel essencial dos profissionais de comunicação na disseminação de informações sobre o cooperativismo. “Para mim, o jornalismo faz diferença na vida das pessoas e tem um propósito muito forte. Por isso, participar deste evento foi especial, principalmente ao conversar com colegas jornalistas, que serão responsáveis por levar essa mensagem adiante. Estamos diante de um momento crucial aqui em Belém, com a COP30, e foi fundamental apresentar o cooperativismo como uma pauta relevante nesse contexto”, afirmou.
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02/04/2025
ESG
GT ESGCoop aprofunda projeto sobre indicadores para o Ramo Crédito
Encontro tratou sobre desenvolvimento específico para o segmento
O Grupo de Trabalho (GT) ESGCoop realizou sua oitava reunião, nesta terça-feira (25), com um olhar direcionado à definição de indicadores específicos para as cooperativas de crédito. O encontro contou com a participação de representantes das Organizações Estaduais (OCEs) do Sistema OCB e de cooperativas de crédito, confederações, centrais e algumas singulares. Foi um debate rico e intenso, realizado por 30 especialistas do setor.
A discussão sobre os indicadores ESG para o cooperativismo teve início em 2024, com o objetivo de estabelecer um conjunto de métricas universais para mensurar o impacto das cooperativas brasileiras na sustentabilidade e responsabilidade social. Em novembro do ano passado, o grupo consolidou 56 indicadores gerais que atendem a todo o setor cooperativo e permitem uma avaliação mais robusta da evolução das cooperativas em temas ligados aos pilares ESG.
Simone Montandon, coordenadora de Inteligência Analítica do Sistema OCB, explicou que o foco é desenvolver indicadores específicos para cada ramo do cooperativismo, começando pelo Crédito. “Ao longo de 2025, outros ramos também passarão pelo mesmo processo de discussão e aperfeiçoamento. Em junho, será a vez do Ramo Saúde; em setembro, do Agro; e em novembro, do Transporte e Infraestrutura”, afirmou.
A iniciativa está alinhada ao Programa ESGCoop, que através de um conjunto de diagnóstico e soluções se torna ferramenta estratégica que visa fortalecer e mensurar as boas práticas de governança e sustentabilidade dentro das cooperativas. “Esse processo nos permitirá não apenas apoiar na identificação e aprimoramento das iniciativas ESG das cooperativas, mas também demonstrar, com dados concretos, o impacto positivo do cooperativismo na sociedade e no meio ambiente”, destacou Simone.
Com esse debate estruturado e a definição de indicadores claros, o Sistema OCB segue, de acordo com Simone, com foco no fortalecimento da sua atuação na promoção da sustentabilidade dentro do cooperativismo, com a garantia de que as cooperativas brasileiras estejam preparadas para os desafios futuros e contribuam ainda mais para o desenvolvimento socioeconômico do país.
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27/03/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
SABER COOPERAR
17/07/2025
Cooperativas ajudam a reduzir desigualdades com trabalho, renda e inclusão
Todos os dias, o coop transforma a vida de milhares de pessoas, no Brasil e no mundo. Ao fazer isso, contribuímos com um dos mais importantes objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles (ODS 10). Entre as muitas histórias que podemos contar sobre o assunto, uma se destaca por ter dado oportunidade a um dos públicos mais vulneráveis da nossa sociedade: pessoas em situação de rua.
Tudo começou em 2020, logo no início da pandemia de Covid-19. As ruas ficaram vazias e quem lá vivia ficou ainda mais exposto não só ao vírus, mas à fome e ao desamparo. Preocupada com a situação, a Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte passou a produzir lanches para levar para essa população. Sete deles foram inclusive contratados para produzir o alimento e, com isso, passaram a receber uma renda fixa todo mês. O valor, apesar de pequeno, foi suficiente para lhes devolver a dignidade e acendeu neles o desejo de mudar de vida.
Com o fim da crise sanitária, já conscientes da importância de trabalhar para garantir o próprio sustento, eles decidiram empreender. Com o apoio do Sistema Ocemg — entidade de representação do coop mineiras —, eles montaram a primeira do estado formada por pessoas em situação de rua: a Cooperativa de Trabalho Solidário Sabor do Canto,
“Na minha vida, tudo mudou depois da cooperativa”, disse, emocionada, Fabiana Cristina Fernandes, presidente da Sabor do Canto. “Meus filhos estão mais próximos de mim, e pude dar a eles coisas que nunca tive. Hoje, eles têm uma cama para dormir, uma televisão em casa... Tudo isso foi possível com o dinheiro da cooperativa. Antes, a gente dormia em colchão no chão, até em papelão. Hoje, graças a Deus, temos uma cama."
CIDADANIA
Ao criar oportunidades de trabalho e renda para quem mais precisa, as cooperativas têm facilitado a entrada de pessoas em situação de vulnerabilidade no mercado formal, ajudando a construir uma sociedade mais justa e inclusiva. Hoje, todos os cooperados da Sabor do Canto têm uma casa para morar e uma renda fixa mensal superior a um salário-mínimo para se manter. Eles continuam trabalhando com a produção de alimentos, mas diversificaram a produção.
“No começo, a gente produzia lanches para pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente nos Centros Pop da capital mineira, que compravam diretamente da cooperativa”, recorda Fabiana. “Recentemente, o contrato com a Prefeitura acabou e passamos a oferecer serviços de coffee break, catering e kit lanches”.
A Sabor do Canto também comercializa biscoitos de leite ninho e queijadinha à granel em uma lojinha no Mercado Novo, um reduto da cultura mineira no coração de Belo Horizonte. Mais recentemente, entrou para uma plataforma de delivery onde vende marmitas e sanduíches.
“Quando nos tornamos uma cooperativa, passamos a ser mais respeitados”, constata Silas César de Oliveira, um dos cooperados. “Antes, éramos vistos apenas como pessoas que vinham da rua, sem grandes perspectivas. Hoje, somos pessoas com documentos, coisa que não tínhamos antes, e já fizemos até cursos profissionalizantes. A verdade é que somos empreendedores, e as pessoas começaram a nos enxergar de uma forma diferente. Isso fez toda a diferença na nossa autoestima e nas portas que se abriram para nós.”
Vale destacar: além dos benefícios diretos para os cooperados, uma pesquisas realizada pelo Sistema OCB em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) comprova: a presença de uma cooperativa melhora os indicadores sociais e econômicos das cidades onde elas atuam, com mais emprego e renda e fortalecimento dos negócios locais.
De acordo com o estudo, municípios com cooperativas registram um incremento médio de R$ 5,1 mil no Produto Interno Bruto (PIB) por habitante, 18% a mais que a média nacional. Além disso, há 28,4 empregos a mais por 10 mil habitantes nessas cidades.
PROSPERIDADE NO CAMPO
Em Carnaubal, no interior do Ceará, a Cooperativa Agropecuária dos Agricultores Familiares da Região Norte do Ceará (Coopenort) tem ajudado a transformar uma das áreas mais pobres do estado com o lema “Cooperando para crescer”. Criada em 2019, a coop é referência em produção sustentável e impacto social, com resultados que unem segurança alimentar, inclusão produtiva e redução de desigualdades.
Juntos, os 54 agricultores familiares cooperados produzem e comercializam frutas, verduras e hortaliças frescas, além de polpa de frutas. Os produtos chegam a 80 cidades do Ceará e do Piauí, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região. Em quatro anos, os números são expressivos: o faturamento da Coopenort passou de R$ 465 mil em 2020 para R$ 12,6 bilhões em 2024, refletindo a eficiência da gestão e planejamento estratégico.
“Hoje o sistema cooperativista é o único modelo de negócio que consegue equiparar os pequenos com os grandes, tudo isso com base na união de forças de pessoas que querem empreender, evoluir e competir com os grandes comerciantes e produtores. Este é o modelo de trabalho do futuro, com pessoas que querem mudar de vida e se unem em prol desse objetivo”, destaca o diretor presidente da Coopenort, Daniel Sousa.
Para garantir suporte aos produtores, a cooperativa comercializa adubos e irrigadores e oferece assistência técnica especializada – da escolha das sementes ao manejo do solo. Com base nos princípios ESG, de sustentabilidade ambiental, social e governança, a Coopenort também realiza projetos para a comunidade, ampliando os benefícios para além dos cooperados. Entre as iniciativas, estão palestras sobre educação ambiental em escolas da região e ações de reflorestamento. “Trabalhamos juntos para semear esperança e colher prosperidade, isso é cooperativismo”, resume Sousa.
SABER COOPERAR
14/07/2025
Escuta ativa é chave para fortalecer a comunicação com cooperados, diz especialista
Em tempos de comunicação acelerada e atenção dividida entre múltiplas plataformas, como as cooperativas podem se conectar com seus cooperados? Doutora em Estudos da Linguagem e com mais de 20 anos de experiência nas áreas de planejamento, comunicação e relacionamento com o público, a professora Thais Jerônimo afirma que a resposta está na escuta ativa.
“É preciso entender o que o cooperado espera da cooperativa, mapear os perfis de cada um, e isso se faz com escuta ativa e interesse genuíno. Não há fórmulas únicas para experiências memoráveis, há pessoas com expectativas que precisam ser ouvidas”, afirmou a especialista em palestra da trilha Comunicação Institucional – Reputação Positiva da Marca, realizada durante a Semana de Competitividade 2025, promovida pelo Sistema OCB.
Segundo Thais Jerônimo, criar uma experiência positiva para o cooperado vai além de oferecer bons produtos e serviços. É preciso olhar cada um com interesse e atenção, entender suas necessidades e criar conexões verdadeiras em cada ponto de contato.
Em entrevista ao Sistema OCB, a especialista – que atua desde 2006 com cooperativas de várias partes do país – destacou que a comunicação cooperativista precisa ser intencional, estratégica e integrada. Segundo ela, a missão envolve todas as áreas, não só a diretoria ou setores específicos, com foco em conhecer o cooperado, sua jornada e suas expectativas.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Quando a gente fala em criar experiências memoráveis para o cooperado, por onde essa jornada começa na prática? Qual o papel da comunicação nesse processo?
Thaís Jerônimo: Eu não acredito em fórmulas para criar experiências memoráveis. O que sempre defendo é que as pessoas têm expectativas únicas, logo, precisamos ouvi-las para entender realmente quais são essas expectativas com relação à cooperativa. Se eu tenho diferentes perfis de cooperados, antes de qualquer coisa, preciso conhecer esses cooperados, entender o que eles esperam da cooperativa para, daí sim, pensar em experiências. A comunicação vai perpassar tudo isso. Começa nesse movimento de ouvir o cooperado, entender a expectativa dele e, a partir daí, a pensar em ações que envolvam canais, veículos de comunicação e, claro, também ações de relacionamento.
Toda a cooperativa tem uma história para contar, mas como transformar essa histórias em conexão real com o cooperado?
Quando a gente fala de história, de memória, isso tem muito a ver com a própria cultura organizacional. E o cooperativismo é um campo muito vasto para trabalhar isso, só que é preciso entender o seguinte: aqueles cooperados que são fundadores, que participaram da história, a experiência deles e a vivência deles com relação a isso vai ser muito mais inspiradora. Por que? Porque eles viveram aquilo. Uma das experiências que eu gosto muito de utilizar é incentivar a conexão desses cooperados que são parte da história viva da cooperativa, trazendo isso em momentos de integração de novos cooperados, para exemplificar como esse processo é vivo.
Então, tenho diferentes gerações coexistindo na cooperativa, com os mais velhos apresentando os princípios cooperativistas para que a geração Z, a geração Alfa, realmente entendam o quanto o cooperativismo é um modelo de negócio que realmente dá certo e que tem que ter sustentabilidade, continuidade.
Em um cenário de tantos canais e formatos, como escolher a melhor forma de conversar com o cooperado e manter esse diálogo vivo e próximo?
A principal resposta é: pergunte ao cooperado. Não fique tentando olhar o que todos os outros estão fazendo. Pergunte para o seu cooperado. Porque, às vezes, uma iniciativa que deu muito certo na cooperativa A, B ou C funciona para aquele segmento, naquela realidade, naquela localização geográfica. Faça pesquisa. A regra de ouro da comunicação sempre vai ser essa: pergunte para o público para entender realmente qual é a preferência dele.
Ao longo da sua jornada com cooperativas, qual case chamou sua atenção no relacionamento com os cooperados?
Tem um case bem específico de memória cooperativista. O segmento de saúde é muito conhecido e o Brasil tem o maior sistema cooperativista de trabalho médico do mundo, que é o Sistema Unimed. Eles têm números muito impressionantes e os médicos fundadores têm uma história de quase 60 anos. Eu estava em uma das cooperativas da Unimed no Rio Grande do Sul, e os fundadores que estão vivos – alguns ainda atuando na medicina – foram convidados para contar qual era a principal memória que eles tinham de quando a cooperativa foi criada. E aí foi, realmente, uma lição, uma aula de cooperativismo poder ouvir aqueles fundadores, aqueles cooperados contando suas histórias, se emocionando com o que hoje aquela Unimed representa, tanto para aquela cidade quanto para os cooperados que estão lá dentro. É um exemplo fantástico de como se conectar com os cooperados, para poder, inclusive, passar o bastão para as próximas gerações.
SABER COOPERAR
Do campo à TI: cooperativas promovem desenvolvimento com inclusão e inovação
Um tapete branco, até onde a vista alcança. Essa é a visão que se tem dos campos de algodão que embelezam e enriquecem Mato Grosso. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado é o principal produtor de algodão do país, com 6,39 milhões de toneladas na safra de 2023/2024. E onde há desenvolvimento e prosperidade, o cooperativismo está presente.
Em Campo Verde, 130 quilômetros (km) distante da capital Cuiabá, um grupo de produtores da região se uniu em 2001 para criar a Cooperfibra. Com mais de 20 anos de história, conta hoje com 208 cooperados e uma produção anual de 407 mil toneladas de algodão. A trajetória da cooperativa foi contada em um episódio da terceira temporada da série SomosCoop na Estrada.
Em 2011, foi a vez de 30 cooperados se reunirem para escrever um novo capítulo dessa história e agregar mais valor ao produto cultivado, criando uma nova cooperativa, a Agrofibra Fios (fundada como Cooperfibra Fios), responsável pela fiação do algodão. Em vez de enviar o produto in natura para fiações em Santa Catarina, Paraná ou São Paulo, o tratamento passou a ser feito pela nova cooperativa - independente da Cooperfibra, mas parceira dos produtores.
“Com a expertise técnica das equipes que vieram da indústria, transformamos esse algodão em um fio de qualidade, que concorre com outras fiações do Brasil”, explica Antonio Marcos Nascimento, gerente industrial da cooperativa.
Atualmente a Agrofibra Fios comercializa cerca de 1,4 mil toneladas de fios para o mercado interno. A produção deve saltar para 2,4 mil toneladas em breve, uma vez que a planta industrial está passando por uma etapa de expansão, com a compra de novos maquinários. Cerca de 200 empregados trabalham na fábrica, que absorve aproximadamente 15% do algodão plantado pela Cooperfibra.
A história da Agrofibra é um exemplo de como as cooperativas trabalham diariamente para contribuir com o desenvolvimento do Brasil, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 9, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com o olhar voltado para a indústria, inovação e infraestrutura, a meta pretende promover a industrialização inclusiva e sustentável e, até 2030, aumentar significativamente a participação da indústria no setor de emprego e no Produto Interno Bruto (PIB).
No caso do algodão cooperativo mato-grossense, o impacto da industrialização vai muito além dos benefícios para os cooperados, com reflexos na economia local e no crescimento da cadeia produtiva têxtil no estado. “Há um potencial muito grande para esse mercado aqui na região. Por exemplo, hoje mandamos o nosso fio para as malharias do Sul do país, que depois revendem para confecções aqui do Centro-Oeste. Goiânia, por exemplo, é um grande pólo de fabricação de roupas. Se você instala uma malharia aqui, verticaliza a produção e reduz muitos custos”, analisa o gestor da Agrofibra Fios.
Inovação e inclusão
Lançados em 2015 pela ONU, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda global com metas a serem alcançadas até 2030. São 17 objetivos interligados que visam erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir paz e prosperidade para todos. No ODS 9, a inovação aparece como um tema importante, e da capital do país vem mais um exemplo da contribuição do coop.
Brasília é a sede da maior cooperativa de profissionais de Tecnologia da Informação (TI) do Brasil, a Coopersystem, fundada em 1998. Com 420 cooperados, a coop promove a inovação por meio da gestão participativa. Em 2020, durante a pandemia, a Coopersystem executou um projeto que resultou em um apoio essencial para cooperativas de todo o país durante o difícil período de isolamento social. Na época, eles lançaram – e ofereceram sem custos em parceria com o Sistema OCB – uma plataforma que permitia a realização de assembleias e reuniões on-line, chamada Curia.
“Nos tornamos especialistas em conduzir assembleias de qualquer ramo. Porque a gente fornecia o software e acompanhava as reuniões para auxiliar as cooperativas nos momentos de votações. Na ferramenta de videoconferência, também oferecíamos suporte para liberar microfones, organizar a fila virtual, etc. Tivemos casos em que a presença de cooperados triplicou ou quadruplicou em assembleias virtuais”, lembra o coordenador de Relacionamento e Negócios da coop, Hugo Felinto.
Cerca de 250 cooperativas fazem ou fizeram uso da plataforma. Hoje, o Curia é um produto comercializado pela CooperSystem, inclusive para outros modelos de negócio para além do cooperativismo.
Mesmo com o fim da pandemia, muitas cooperativas seguem usando a plataforma, que permite ampliar a participação e aprimorar o registro de presença, votação, entre outros recursos. “Com o Curia e outras soluções desenvolvidas por nós, conseguimos promover a inclusão digital em coops em que os cooperados mal sabiam usar o celular, não tinham computador. A gente trouxe para o mundo digital uma quantidade grande de pessoas que não estavam familiarizadas com a tecnologia”, aponta Elza Cançado, sócia-fundadora da Coopersystem e Diretora de Relacionamento e Negócios.
26/06/2025
SABER COOPERAR
Cooperativas promovem trabalho decente e desenvolvimento sustentável pelo Brasil
Em uma das paisagens mais emblemáticas do Nordeste, uma cooperativa tem navegado as águas do Rio São Francisco para apresentar as belezas naturais da região de forma sustentável a visitantes do Brasil e do mundo. Com foco em turismo regional e educação ambiental, a Cooperativa de Trabalho de Turismo de Água Branca (EntreSerras) reúne profissionais de Alagoas, Bahia e Sergipe e tem demonstrado, na prática, como o cooperativismo impacta comunidades com geração de trabalho decente e desenvolvimento local.
Criada há três anos, a cooperativa já se tornou referência no sertão alagoano. Os 20 cooperados oferecem serviços como trilhas, passeios guiados, vivências culturais, gastronomia sertaneja e atividades de educação ambiental para turistas que buscam contato com a natureza e a cultura local de forma sustentável.
“Criamos oportunidades de trabalho para cooperados que valorizam os saberes locais, geram renda e estimulam o desenvolvimento econômico sem degradar o meio ambiente. Valorizamos práticas justas, inclusão social e protagonismo comunitário, promovendo a diversificação da economia na região onde atuamos, fortalecendo o turismo nos seus mais diversos eixos”, destaca o presidente e fundador da EntreSerras, Edício José Santos.
A coop tem garantido renda digna para guias e condutores locais, artesãos e profissionais das áreas de hotelaria e transporte. Um diferencial do ecoturismo praticado pela EntreSerras é a inclusão de comunidades tradicionais em seus roteiros, como quilombos e aldeias indígenas. “Ao apresentar suas histórias, culturas, saberes e modos de vida aos visitantes, essas comunidades também produzem renda, fortalecem sua identidade e ampliam as oportunidades econômicas locais”, explica Santos.
Além de contribuir para o turismo na região, as ações e projetos desenvolvidos pela EntreSerras no sertão alagoano estão alinhadas à conservação do bioma Caatinga. Durante os passeios, os guias cooperativos orientam os visitantes sobre práticas de mínimo impacto ambiental e promovem ações de educação ambiental em parceria com escolas da região, que incluem atividades como mutirões de limpeza em trilhas e áreas naturais.
A EntreSerras também utiliza materiais biodegradáveis e reutilizáveis em suas atividades, incentiva a compra e o uso de produtos da agricultura familiar local e valoriza a cultura sertaneja, quilombola e indígena em apresentações culturais, gastronomia típica e vivências comunitárias.
A atuação da coop alagoana é um dos diversos exemplos de alinhamento do cooperativismo brasileiro ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8, da Organização das Nações Unidas (ONU) – Trabalho decente e crescimento econômico. A meta global visa promover o crescimento econômico inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos até 2030.
“Para nós, cooperativistas, o trabalho decente significa oferecer condições justas, dignas e seguras para todos os que fazem parte da cooperativa, fortalecendo não só a geração de renda, mas também o desenvolvimento pessoal e coletivo”, destaca o presidente da Entresserras.
Mais trabalho para jovens e mulheres
No Sul do país, a Cooperativa Agroindustrial C.Vale – uma das maiores geradoras de empregos do Paraná – tem investido na qualificação e inclusão produtiva de jovens e mulheres para ampliar seu impacto para o desenvolvimento econômico e social da região.
Com mais de 60 anos no mercado, a coop reúne 29 mil produtores agropecuários do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, além do Paraguai. Com atuação em diversas frentes – da produção de sementes à rede de supermercados – a C.Vale tem foco na agroindustrialização de insumos como soja, milho, trigo, mandioca, peixes, frango e suínos. Em 2024, esse trabalho gerou R$21,98 bilhões em resultados para a cooperativa, com impacto direto na economia local.
“A agroindustrialização que a C.Vale colocou em prática, a partir de 1997, resultou em aumento da renda e, como consequência, vem contribuindo para manter famílias no campo. A geração de tributos incrementa a arrecadação dos municípios e a circulação de renda suaviza as dificuldades que surgem quando ocorrem quebras de safra”, detalha o gerente do Departamento Jurídico da C.Vale, Joberson de Lima.
Com 15 mil funcionários, a cooperativa paranaense mantém uma universidade corporativa para capacitar seus profissionais e tem programas específicos para a qualificação de jovens e mulheres, com cursos, treinamentos, seminários e ações inclusivas.
“No caso das mulheres, já temos um trabalho consolidado de estímulo à participação feminina em todas as atividades da cooperativa, não apenas na área operacional. Queremos que elas sejam parte ativa também na gestão e liderança dos negócios”, destaca Lima.
Para o público jovem, um dos focos da C.Vale é a formação para a sucessão familiar, questão diretamente ligada à continuidade dos negócios no campo. “Procuramos mostrar a importância do diálogo aberto entre pais e filhos. As famílias devem envolver os filhos nas atividades desde cedo, fazer com que eles se sintam corresponsáveis pelos destinos da propriedade”, destaca o gerente.
Tradição e desenvolvimento
Apoiar pequenos produtores e fortalecer negócios em comunidades afastadas dos grandes centros também são estratégias das cooperativas para impulsionar o desenvolvimento sustentável onde atuam. Esse foi o caminho escolhido pelo Sicoob Credivale, uma cooperativa de crédito de Minas Gerais, para fortalecer a economia do Vale do Jequitinhonha, no nordeste do estado.
A coop teve um papel fundamental no projeto de desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Queijo Cabacinha, que beneficia diretamente 34 famílias e tem fortalecido um dos produtos mais tradicionais da região.
Em parceria com o Sistema Ocemg, o Sicoob Credivale ajudou os produtores do queijo a se organizarem em uma associação, o que possibilitou a realização de compras coletivas de insumos, redução de custos e o acesso a novos mercados com a participação em feiras de negócios.
De acordo com o coordenador de Cidadania e Sustentabilidade da cooperativa, Guilherme Oliveira, antes do projeto, os produtores do queijo cabacinha trabalhavam isoladamente. A maioria não possuía embalagem nem rótulo e muitos desconheciam conceitos como marca coletiva e Indicação Geográfica (IG), que aumentam o valor agregado dos queijos.
“Hoje existe conectividade entre os produtores, a maioria já utiliza as redes sociais para divulgar o queijo. O turismo começou a se desenvolver na região, com o produtor recebendo turistas e oferecendo refeições”, afirmou o gerente. Pelo impacto social e econômico no Vale do Jequitinhonha, o projeto do Sicoob Credivale foi reconhecido com o troféu Bronze na categoria Coop Cidadã do Prêmio Somos Coop Melhores do Ano 2024.
Com 30 mil cooperados, a cooperativa de crédito mineira também desenvolve outras iniciativas de desenvolvimento local com impactos que vão muito além do acesso ao crédito, como educação financeira e empreendedora, qualificação profissional, valorização do comércio local e ações sociais.
“O Sicoob Credivale procura protagonizar e participar de programas e projetos que buscam capacitar e profissionalizar pessoas, buscando sempre entender a vocação de cada região, contribuindo com a formação de mão-de-obra local e com a promoção de empreendedorismo regional. Além disso, é ator relevante em feiras, workshops, leilões e eventos de negócio em todos os seus municípios de atuação”, resume Oliveira.
Números
As cooperativas brasileiras geram 550.611 empregos diretos, número que vem crescendo continuamente ano após ano, segundo dados do Anuário do Cooperativismo 2024.
Em 2023, as coops brasileiras pagaram R$ 31 bilhões em salários e encargos a seus profissionais, um aumento de 27% em relação ao ano anterior.
Além das oportunidades de trabalho diretas, a atuação das cooperativas favorece o incremento na arrecadação de impostos, a geração de outros empregos, a educação e a transformação social das comunidades.
16/06/2025
SABER COOPERAR
Com água e saneamento, cooperativas melhoram qualidade de vida em pequenas comunidades
Imagine morar à beira de grandes rios da Amazônia e não ter água de qualidade na torneira de casa? Realidade de muitos ribeirinhos, esse também era o cenário dos moradores da comunidade de Santo Ezequiel Moreno, na cidade de Portel (PA), em pleno Arquipélago do Marajó. Com a participação de uma cooperativa de produtores de açaí, a história começou a mudar com a implantação de uma tecnologia social que já garantiu saneamento básico para cerca de 200 famílias da região.
Desenvolvido pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) com recursos do Fundo Amazônia, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Fundação Banco do Brasil, o projeto Sanear Marajó Socioambiental tem mudado a paisagem local com itens que parecem básicos para a maioria dos brasileiros, mas de grande impacto para quem vive em meio à floresta: banheiros e caixas d'água.
Cada família recebe uma estrutura equipada com vaso sanitário, chuveiro, pia e fossa biodigestora; um sistema de captação da água da chuva e um conjunto de pia com filtros para garantir consumo de água limpa e de qualidade. Entre os beneficiados, estão as famílias dos 48 cooperados da Cooperativa Agroextrativista e Pecuária da Comunidade de Santo Ezequiel Moreno (Coopiaçá), que contribuiu com parte de logística e infraestrutura para o projeto se tornar realidade.
Criada para fortalecer a cadeia produtiva do açaí, a Coopiaçá também atua na agricultura familiar, garantindo trabalho e renda para os cooperados, fortalecendo a economia local e promovendo o desenvolvimento sustentável em uma das regiões mais vulneráveis do país.
Além dos módulos individuais para cada família, a comunidade dos cooperados da Coopiaçá também recebeu uma infraestrutura coletiva, com um sistema de captação de água de poço artesiano profundo, tratamento, armazenamento e distribuição.
Com as melhorias, os cooperados passaram a ter acesso à água limpa e segura para consumir e utilizar nas lavouras e, ao mesmo tempo, evitam a contaminação dos rios que são quintais de suas casas. “O projeto Sanear tem sido muito importante para a comunidade porque foca na questão ambiental. Antes, por exemplo, não tínhamos fossa séptica adequada, agora podemos fazer nossa parte para não poluir as águas”, destaca o presidente da Coopiaçá, Teofro Lacerda.
Em 2024, a atuação da cooperativa no projeto Sanear Marajó foi reconhecida no Prêmio SomosCoop Melhores do Ano com o segundo lugar na categoria Desenvolvimento Ambiental.
A participação da Coopiaçá na iniciativa socioambiental é um dos exemplos de como as cooperativas brasileiras estão comprometidas com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos até 2030.
Em várias partes do Brasil, cooperativas de diversos segmentos desenvolvem iniciativas de preservação e uso sustentável das águas. As ações incluem mapeamento e conservação de nascentes, recuperação de rios degradados, uso racional dos recursos hídricos na produção agropecuária e educação ambiental. Com foco na sustentabilidade e no desenvolvimento econômico e social das comunidades em que atua, o cooperativismo tem trazido soluções para os problemas reais vividos pelas pessoas.
Da Amazônia ao agreste
No interior de Sergipe, no município de Lagartos, uma iniciativa da Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Rural Centro Sul Sergipe (Cercos) tem garantido água potável para consumo humano e sistemas de irrigação desde 2019.
Mas o que uma cooperativa de energia elétrica tem a ver com fornecimento de água? De acordo com o presidente da Cercos, Aroldo Costa Monteiro, tudo começou quando um cooperado, durante uma assembleia geral, levantou a possibilidade de usar os recursos das sobras da cooperativa para escavar e revitalizar poços artesianos no povoado de Colônia Treze.
“O objetivo inicial era gerar emprego e melhorar a renda dos trabalhadores da comunidade. Logo depois, definimos a meta de levar água potável a quem ainda não tinha abastecimento em casa, e assim nasceu o projeto dos poços artesianos, um dos mais importantes executados pela Cercos até hoje”, detalhou o presidente.
Um poço artesiano é uma estrutura de captação de água subterrânea construída por meio de perfuração no solo até alcançar os aquíferos (reservas subterrâneas). Considerada uma solução econômica, de qualidade e longa vida útil, a instalação de poços artesianos é uma das estratégias mais utilizadas para enfrentar a escassez hídrica em algumas regiões do Nordeste.
Em Sergipe, sete poços foram perfurados ou revitalizados pelo projeto cooperativista e já beneficiaram 362 famílias das comunidades de Açu Velho, Luiz Freire, Taboca, Piçarreira e Açuzinho. A água chega diretamente às casas das famílias e também a chafarizes comunitários, garantindo a irrigação de lavouras da agricultura familiar.
Um novo poço está sendo concluído e deve atender a mais 90 famílias da região, segundo Monteiro. “Essa água representa saúde, dignidade e melhoria de renda para os que utilizam o recurso para irrigação”, destaca Monteiro. Em 2022, o projeto da Cercos venceu o Prêmio Somos Coop Melhores do Ano na categoria Coop Cidadã.
O projeto dos poços artesianos é apenas uma das iniciativas da Cercos para melhorar a qualidade de vida no agreste sergipano. Fundada em 1976, a coop reúne mais de 5 mil cooperados e atende a uma população de 25 mil habitantes, de forte tradição cooperativista.
“Nosso povoado nasceu graças ao cooperativismo. Foi a Cooperativa Mista de Agricultores da Colônia Treze quem fundou nossa comunidade, por volta de 1960, e hoje a Cercos continua esse legado de manter o cooperativismo vivo aqui”, lembra Monteiro.
Atualmente, a cooperativa é um dos maiores empreendimentos da comunidade, gera 55 empregos diretos e injeta R$ 3,5 milhões por ano na economia local, demonstrando, na prática, o papel do cooperativismo para o desenvolvimento sustentável.
16/05/2025
SABER COOPERAR
Relatório de Sustentabilidade
Por que sua cooperativa deve elaborar um relatório de sustentabilidade?
05/05/2025
SABER COOPERAR
Cooperativas promovem inclusão econômica de mulheres com trabalho e oportunidades
As cooperativas constroem um mundo melhor para muitas mulheres. Com um modelo de negócios justo e democrático, elas promovem a igualdade de gênero por meio da inclusão produtiva de mulheres, fomentando sua independência financeira, autonomia e desenvolvimento.
Ao desempenhar esses papéis, as coops têm contribuído significativamente para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, meta traçada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas” até 2030.
“É fundamental lembrar que a igualdade de gênero não é só uma questão de justiça social, mas também de desenvolvimento e prosperidade. Quando as mulheres têm igualdade de oportunidades, toda a sociedade se beneficia”, destacou a presidente do Comitê de Igualdade de Gênero da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Xiomara Nuñez de Céspedes, em mensagem no Dia Internacional das Mulheres.
Segundo ela, quando as mulheres conquistam sua independência econômica, reinvestem os ganhos em suas famílias e comunidades, multiplicando o impacto das cooperativas para o progresso econômico e social.
Em um informe global sobre como as coops contribuem para o ODS 5, o Comitê para a Promoção e Avanço das Cooperativas (Copac) também destaca que o cooperativismo tem apoiado mulheres em todo o mundo a romper barreiras que impedem seu empoderamento social e econômico. Além de criar oportunidades econômicas, as cooperativas garantem ambientes de trabalho seguros e dignos para as mulheres, e promovem a criação de redes de confiança por meio do apoio mútuo e ação coletiva.
“Essas redes criam espaços para que as mulheres, especialmente as mais expostas à exclusão social ou econômica, possam se organizar e lutar por seus direitos. Através das experiências compartilhadas e da solidariedade, as cooperativas ajudam as mulheres a ampliar sua voz, tanto em suas comunidades quanto em âmbitos institucionais”, aponta o comitê.
No cooperativismo brasileiro, 9 milhões de mulheres representam 41% dos cooperados. Elas são maioria na força de trabalho das cooperativas, com 52% de representação entre os empregados do setor, e contribuem para o coop em todos os ramos. Entre as lideranças das cooperativas, as mulheres ocupam 23% dos cargos de alta gestão, percentual que vem crescendo desde 2020, segundo dados do Anuário Coop 2024.
“O cooperativismo tem feito a diferença na vida de mulheres em todas as regiões do país, tanto nas cidades como nas regiões rurais. Organizadas em cooperativas, elas conquistam renda digna, autonomia financeira e poder de decisão. O cooperativismo também é uma janela de oportunidade para o equilíbrio entre trabalho e família, com redução da vulnerabilidade social e oportunidades de capacitação e crescimento profissional”, destaca a gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta.
Flores paraibanas
Na pequena Pilões (PB), a 140 quilômetros de João Pessoa, a Cooperativa dos Floricultores do Estado da Paraíba (Cofep) foi o primeiro empreendimento a cultivar flores em estufa do estado. Majoritariamente feminina, a coop tem 34 associados, sendo 28 mulheres e cinco homens.
Há mais de 20 anos, a Cofep comercializa crisântemos de corte produzidos em estufa. Planta milenar de origem asiática, o crisântemo simboliza força, longevidade e felicidade, além de ser um sinal de boa sorte em muitas culturas orientais.
Para a cooperativa de mulheres paraibanas, a flor tem garantido trabalho e renda e ampliado os horizontes do pequeno município de 7 mil habitantes. Além das espécies ornamentais, as cooperadas produzem variedades comestíveis, contribuindo para o reconhecimento de Pilões como “Cidade das Flores”. A produção é vendida na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
A presidente da Cofep, Maria Helena Lourenço, destaca o papel da cooperativa para a independência financeira de mulheres na região. “Como a cooperativa fica localizada na zona rural, muitas mulheres da comunidade trabalham lá mesmo na Cofep e não precisam se deslocar para a cidade para trabalhar, garantindo emprego e renda para a comunidade”.
Além de contribuir para inclusão produtiva das mulheres de Pilões, a cooperativa também é uma aliada das cooperadas contra a violência doméstica. “A Cofep está sempre unida e incentivando as mulheres a denunciar a violência, ajudando as que mais precisam. A cooperativa trouxe esperança para a comunidade, principalmente para as mulheres que não tinham renda e só dependiam dos maridos”, conta a gestora.
Segundo ela, a atuação da cooperativa foi fundamental para reduzir os registros de violência doméstica entre as cooperadas, tanto pela independência financeira quanto pela informação sobre seus direitos. “Sempre nos reunimos para discutir esse tema na Cofep e defendemos que a mulher deve denunciar e nunca se calar diante de uma violência”, ressaltou Maria Helena.
A cooperativa já recebeu prêmios como o Mulher Empreendedora (Sebrae), Voz Mulher (Banco Mundial), Inovação Tecnológica (Finep), além de outros reconhecimentos regionais, nacionais e internacionais.
Em um novo passo para ampliar os negócios, a Cofep abriu suas portas para receber turistas interessados na produção de flores da região do Brejo Paraibano. A visita faz parte do projeto Rota das Flores, que tem atraído viajantes da Paraíba e de outras partes do país, segundo Maria Helena.
“Além da experiência de conhecer nossa produção nas estufas, também oferecemos degustação de flores comestíveis. As pessoas têm gostado muito, o que é bom para a cooperativa e para as famílias produtoras”, comemora a presidente da Cofep.
Bordando oportunidades
No Cerrado brasileiro, em Goiás, mulheres de todas as idades estão tecendo um novo caminho de superação e autonomia, por meio do bordado, na Bordana Cooperativa. São 14 anos de união, partilha e amizade feminina no ambiente de trabalho. Dos 30 cooperados, 28 são mulheres.
A coop foi reconhecida como uma das 100 unidades artesanais mais competitivas do Brasil pelo Sebrae, em 2018 e 2022, e produz peças bordadas à mão inspiradas no bioma Cerrado, como almofadas, bolsas, jogos americanos, guardanapos e quadros decorativos.
A Bordana tem origem na vontade de transformar o bordado em uma ferramenta de inclusão social e econômica, especialmente para mulheres que muitas vezes enfrentam dificuldades no mercado de trabalho tradicional. “São mães, avós e mulheres com diferentes trajetórias, que encontram na cooperativa um espaço de socialização, autonomia financeira, criatividade e sororidade. A cooperativa oferece um ambiente acolhedor e flexível, permitindo que as cooperadas conciliem o trabalho com suas responsabilidades familiares”, explica a fundadora e presidente da coop, Celma Grace.
A Bordana tem um significado ainda mais especial para Celma, pois foi criada em homenagem à sua filha caçula, Ana, que faleceu aos 10 anos e sonhava em ser estilista. Contando com um grupo diverso, com associadas que vão da faixa etária de 22 a 84 anos de idade, a coop tem sido mais do que uma fonte de renda para as associadas. Ela representa um lugar de acolhimento.
“É um espaço de cura, onde as pessoas se apoiam mutuamente, compartilham experiências e constroem laços de amizade. A cooperativa promove rodas de conversas semanais, encontros, oficinas e eventos que fortalecem o senso de comunidade e o bem-estar das cooperadas. As mulheres compartilham experiências, dificuldades e conquistas, criando uma rede de apoio que vai além do bordado. Aqui, o diálogo e a escuta ativa fazem parte da rotina e muitas cooperadas encontram na Bordana um refúgio emocional e uma nova motivação para seguir em frente”, lista a gestora.
A coop conquistou uma posição competitiva no mercado de artesanato ao longo dos anos, avançando em características como inovação, criatividade e compromisso com a sustentabilidade. A Bordana também assumiu o compromisso de que a arte do bordado seja acessível a mais mulheres, e criou um núcleo de formação que capacita novas bordadeiras.
Tanta dedicação tem gerado frutos para as associadas, com prêmios, participação em eventos nacionais e, principalmente, retorno financeiro justo e proporcional ao trabalho de cada uma, garantindo autonomia e dignidade. “O modelo cooperativista permite a distribuição dos resultados de forma equilibrada, promovendo a inclusão social e econômica para muitas mulheres que antes não tinham essa oportunidade”, destaca Celma Grace.
Além da inclusão econômica, a Bordana também garante representatividade às bordadeiras goianas em eventos e capacitações sobre temas como direitos das mulheres, liderança feminina e empreendedorismo social. A coop é engajada ativamente em movimentos que promovem a igualdade de gênero, o empoderamento feminino e o desenvolvimento sustentável e participa dos Comitês Elas pelo Coop e de Economia Solidária do Sistema OCB/Goiás, do Centro Popular da Mulher/GO e do Fórum de Participação Social do Governo Federal, fortalecendo sua atuação em defesa dos direitos das mulheres.
Cada peça bordada representa uma história de transformação e empoderamento feminino. A Bordana prova que cooperativismo, arte e impacto social podem caminhar juntos para mudar vidas”, ressalta a presidente.
Para a ampliar a participação de mulheres no cooperativismo, especialmente em cargos de liderança, o Sistema OCB criou, em 2020, o Comitê Nacional de Mulheres Elas pelo Coop, uma rede de intercooperação em que representantes de todo o país buscam a construção coletiva de projetos e propostas que contribuam para um coop mais diverso e democrático. Além do grupo nacional, também há comitês Elas pelo Coop estaduais e o Sistema OCB estimula a criação dos colegiados nas cooperativas.
Para apoiar as cooperativas a colocar em prática as iniciativas de inclusão feminina, o Sistema OCB disponibiliza o Manual de Implementação de Comitês de Mulheres nas Cooperativas, com o passo a passo para estruturar a criação dos grupos em cada coop, do planejamento à formação continuada das participantes.
Além disso, para incentivar as coops brasileiras a incorporar políticas de inclusão e valorização das mulheres em seus planejamentos estratégicos, o Sistema OCB disponibiliza o Guia de Implantação de Estratégias em Inclusão, Diversidade e Equidade.
29/04/2025
SABER COOPERAR
Cooperativas de seguros chegam a setor estratégico com inclusão e transparência
A criação do ramo Seguros abre para as cooperativas brasileiras um mercado promissor, que movimentou R$ 435 bilhões em receitas em 2024, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). A porta de entrada do cooperativismo nesse segmento foi a Lei Complementar nº 213/2025, uma conquista histórica que teve a participação direta do Sistema OCB.
Sancionada em janeiro, a lei garante que as cooperativas operem em todos os segmentos de seguros privados – exceto capitalização aberta e repartição de capitais de cobertura – ampliando o acesso ao serviço para milhões de brasileiros que ainda não o possuem. Até agora, as coops podiam atuar apenas nos seguros agrícolas, de saúde e de acidentes de trabalho.
Desde 2012, quando a ampliação da participação das cooperativas no mercado de seguros entrou na pauta do Congresso Nacional, a área de Relações Institucionais do Sistema OCB atuou junto à Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), teve reuniões estratégicas com a Susep e o Ministério da Fazenda, além de outras frentes de diálogo, para garantir uma legislação favorável ao coop. O resultado é uma regulamentação em conformidade com as diretrizes do Sistema Nacional de Seguros Privados, mas sem perder de vista a essência do modelo cooperativista.
“Esse é um momento histórico para o cooperativismo brasileiro. A Lei Complementar 213/2025 coloca o Brasil em novo patamar legal e regulatório no setor de seguros, em conformidade com as melhores experiências internacionais. O cooperativismo fortalecerá sua presença nas comunidades, ampliará seu portfólio de produtos e serviços, reterá mais recursos e riquezas dentro do sistema, ampliará as experiências intercooperativas e reforçará a sua imagem junto à sociedade brasileira”, destaca o coordenador de Ramos do Sistema OCB, Hugo Andrade.
A lei inaugura uma nova fase para o cooperativismo e para milhões de brasileiros que terão acesso a seguros mais acessíveis e com a marca cooperativista da inclusão, participação democrática e efetiva dos cooperados.
Segundo pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e Instituto Datafolha realizada em setembro de 2024, 54% dos brasileiros têm a intenção de contratar um seguro e/ou previdência privada num futuro próximo, o que mostra o tamanho do mercado potencial para as cooperativas.
“As cooperativas de seguros possuem características únicas que beneficiarão diretamente os usuários. Os segurados podem esperar serviços justos e transparentes, produtos personalizados, proximidade, diversos canais de distribuição, participação na gestão e na distribuição dos resultados e apoio irrestrito a eles nos momentos mais difíceis, como doenças e perdas patrimoniais”, afirma Andrade.
Outro dado relevante, divulgado pela Susep no 11º Relatório de Análise e Acompanhamento dos Mercados Supervisionados, é a alta concentração do setor, com 34% do mercado operado por cinco grandes seguradoras.
Uma realidade que a chegada das cooperativas de seguros pode ajudar a mudar, com a ampliação da concorrência, democratização dos serviços e o desenvolvimento de todo o setor, alinhando o Brasil a uma realidade consolidada em diversos países.
Coops de seguros no mercado global
Em diferentes partes do mundo, o modelo cooperativista tem se mostrado uma alternativa eficaz para ampliar o acesso a seguros, impulsionando a inclusão financeira e gerando impactos sociais positivos.
De acordo com o relatório The Global Mutual Market Share 2024, publicado pela International Cooperative and Mutual Insurance Federation (ICMIF), o setor de seguros cooperativos e mutualistas representa 26,3% do mercado global do setor. As coops de seguros atendem a 889 milhões de cooperados segurados, geram 1,2 milhão de empregos e USD 1,41 trilhão em receitas anuais, segundo dados de 2022.
Em 14 países, a participação das coops no mercado de seguros ultrapassa um terço. Nos Estados Unidos e na Alemanha, o percentual é de cerca de 40%; e na França, nos Países Baixos e na Finlândia as cooperativas são maioria no segmento, com 54,8%, 59% e 61% de participação, respectivamente.
O setor cooperativo de seguros tem apresentado crescimento nos últimos anos e a tendência é seguir em expansão. Na América Latina, segundo o relatório do ICMIF, as seguradoras cooperativas e mútuas da região atingiram um recorde de USD 20 bilhões em receitas em 2022, com 32 milhões de segurados e 47 mil empregos diretos. Com o novo ramo Seguros, o coop brasileiro ganhará destaque nesse mapa.
O exemplo da Seguros Unimed mostra o futuro de bons resultados que está por vir. Criada em 1989, a cooperativa tem 6,5 milhões de segurados nos segmentos de saúde, odontologia, vida, previdência e ramos elementares (como seguros patrimoniais e de responsabilidade civil médica). Com presença em todo o país, a seguradora S.A. do Sistema Unimed se destaca por preços competitivos, atenção às demandas locais e impacto social nas comunidades onde atua.
Próximos passos
Após a sanção da lei e oficialização do ramo Seguros, a etapa agora é a edição das normas complementares pela Susep e pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Esta fase incluirá a definição de regras específicas para a autorização e funcionamento das cooperativas de seguros, critérios para a constituição das sociedades cooperativas de seguros, diretrizes para a formação de reservas técnicas, capital mínimo e solvência, além de normas contábeis e de prestação de informações.
“Criamos um grupo de trabalho e estamos acompanhando tecnicamente a Susep na construção normativa para buscar assegurar que as regras respeitem a identidade jurídica, operacional e de governança do cooperativismo. Também temos trabalhado na articulação para criação de modelos cooperativos viáveis, mobilizando sistemas cooperativos diversos e buscando fortalecer a intercooperação”, explica Hugo Andrade.
A expectativa do Sistema OCB é que a regulamentação das cooperativas seguradoras seja realizada até o final de 2025, e as primeiras coops do ramo autorizadas a operar no primeiro semestre de 2026. Até lá, a instituição trabalha em conjunto com as Organizações Estaduais na estruturação de negócios e antecipação de requisitos técnicos, como modelos de governança e estrutura de capital.
Futuro e desafios do setor
Além do enorme potencial financeiro, as cooperativas brasileiras de seguros entrarão no mercado em meio a desafios que devem promover profundas transformações no segmento nos próximos anos. Em seu relatório Tech Trends 2025, um guia sobre tendências tecnológicas, a futurista Amy Webb destaca as mudanças que a Inteligência Artificial (IA) e o aquecimento global irão provocar nos negócios das seguradoras.
Ao mesmo tempo que a IA tem ajudado o setor a agilizar processos de análise de riscos, detecção de fraude e gestão de sinistros, o uso dessa ferramenta, segundo a futurista, exigirá atenção redobrada quanto à transparência, ética e responsabilidade sobre os resultados gerados por algoritmos.
Em relação às mudanças climáticas, o setor de seguros já enfrenta uma crise devido a eventos climáticos extremos que resultaram em US$ 320 bilhões em perdas globais em 2024. A estimativa é que apenas os incêndios florestais que atingiram Los Angeles, nos Estados Unidos, em janeiro deste ano, geraram perdas de US$ 250 bilhões para as seguradoras.
E a previsão, segundo o relatório de Amy Webb, é que o cenário se agrave, com aumento de 40% a 50% nos prejuízos relacionados ao clima para as seguradoras. Na tentativa de reduzir esse impacto, o setor tem investido em modelos baseados em IA para prever perdas futuras e ajudar na precificação, considerando projeções climáticas de longo prazo.
Outro ponto de atenção, de acordo com a futurista, é o novo cenário de golpes e fraudes em seguros, que se tornaram mais sofisticados com a digitalização, e exigem respostas tecnológicas à altura. Segundo Amy Webb, empresas já têm usado a IA generativa para detectar padrões suspeitos e prevenir ataques fraudulentos em tempo real.
29/04/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
LGPD
26/06/2025
Videomonitoramento e proteção de dados
A presença de câmeras de segurança tem sido cada vez mais frequente em todos os lugares, inclusive nas cooperativas, que, evidentemente, se preocupam com a segurança de seus ambientes.
LGPD
29/05/2025
Agentes de Tratamento de Pequeno Porte
Todas as organizações, sem exceção, devem cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
LGPD
Gestão de terceiros e LGPD
A proteção de dados pessoais não se limita apenas ao ambiente interno da cooperativa.
18/04/2025
LGPD
Cuidados com Dispositivos Móveis
Os dispositivos móveis estão cada vez mais presentes em nossas rotinas de trabalho. Hoje, nossos celulares são ferramentas indispensáveis, essenciais para contato com cooperados, clientes, colaboradores e parceiros.Mas temos de lembrar que os dispositivos móveis estão expostos a ameaças de segurança que podem comprometer dados pessoais e informações confidenciais. Não é à toa que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) fala muito em segurança, embora não nos diga quais medidas tomar para alcançá-la.Confira algumas das boas práticas em segurança de dispositivos móveis.
1. Mantenha Tudo Atualizado
Tanto o sistema operacional quanto os aplicativos devem ser mantidos atualizados. Atualizações não só adicionam novos recursos, mas também corrigem falhas de segurança. Sempre que uma vulnerabilidade é descoberta, os desenvolvedores correm para lançar uma atualização que a corrija. Se você deixa as atualizações do seu dispositivo em segundo plano, o seu dispositivo pode ser comprometido.
2. Bloqueio de tela
Além das ameaças que vem por meio da internet, também temos de pensar na segurança física do seu dispositivo. Isso começa no bloqueio de tela. Use algum método de bloqueio, de preferência uma senha. Essa é a sua primeira linha de defesa contra acessos não autorizados, especialmente em caso de perda ou roubo do dispositivo. Importante! Configure seu dispositivo para que ele seja automaticamente bloqueado após um período de inatividade.
3. Instale Apenas Aplicativos Oficiais
Evite colocar seu dispositivo em risco com aplicativos de fontes duvidosas. É recomendado baixar apps apenas das lojas oficiais (Google Play Store ou App Store). Se o dispositivo for corporativo, sempre consulte a equipe de TI antes de instalar novos aplicativos.
4. Remova Aplicativos Não Utilizados
Cada aplicativo instalado em seu dispositivo pode trazer consigo riscos e vulnerabilidades próprias. Muitos aplicativos pedem permissões excessivas ou não são mais atualizados, o que aumenta a superfície de ataque do seu dispositivo. Por isso, remova aplicativos que você não usa.
5. Cuidado com Redes Wi-Fi Públicas
Usar redes públicas de Wi-Fi, por exemplo, em restaurantes ou cafeterias, aumenta os riscos de segurança do seu dispositivo. Pessoas com acesso à mesma rede que você tem maior chance de interceptar informações e de comprometer o seu aparelho. Caso não tenha acesso a uma rede confiável, priorize o acesso à internet por dados móveis e evite ao máximo usar redes públicas.
6. Rastreamento de Dispositivo
Ative funções de localização remota em seu dispositivo. Ferramentas como "Encontrar Meu iPhone" (para iOS) ou "Encontre Meu Dispositivo" (para Android) permitem rastrear seu celular e bloquear o acesso em caso de roubo ou perda. Assim, mesmo que o dispositivo seja perdido, você terá a chance de proteger suas informações à distância.
7. Antivírus
A instalação de um antivírus no seu dispositivo móvel é recomendada para a proteção contra malwares. Ele oferece uma camada extra de segurança, especialmente quando você baixa aplicativos ou navega na internet. A proteção adicional pode prevenir ataques e manter seu aparelho mais seguro.
Não esqueça
A segurança dos dispositivos móveis da sua cooperativa depende das suas ações. Se você adotar as práticas indicadas acima, você diminuirá dramaticamente os riscos.Gostou do tema? Nos acompanhe e fique por dentro das melhores práticas em Segurança da Informação.
24/03/2025
LGPD
Avança a fiscalização do uso de dados pessoais no Brasil
O tratamento de dados pessoais, apesar de essencial para as atividades de qualquer cooperativa, é um risco crescente. As ações de fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) têm se intensificado, e as organizações que não cumprirem com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estão sujeitas a multas expressivas e sanções administrativas. Confira os recentes movimentos da ANPD:
1️⃣ Coleta da Íris
Uma empresa estrangeira chamada Tools for Humanity têm coletado imagens da íris de brasileiros, em troca de compensações financeiras. A ANPD determinou a suspensão dessas compensações pela entrega das imagens, visto que o incentivo financeiro pode ser prejudicial ao livre consentimento. Ocorre que o consentimento para o tratamento de dados pessoais deve ser dado livremente, e não em troca de vantagem financeira. Agravando a situação, a íris é um dado biométrico, considerado dado pessoal sensível pela LGPD, de modo que seu tratamento exige cuidados adicionais.
Saiba mais clicando aqui.
Para as cooperativas, essa ação da ANPD reforça a necessidade de cuidados específicos quando o tratamento de dados pessoais se justifica no consentimento. Há formas específicas de coletar o consentimento, que pode ser revogado a qualquer momento. Além disso, as cooperativas devem estar atentas que o tratamento de dados pessoais sensíveis exige cuidados redobrados e análises detalhadas dos riscos envolvidos no seu tratamento.
2️⃣ Redes de Farmácia
Em outro caso, a ANPD concluiu a fiscalização de redes de farmácias e exigiu ajustes como, por exemplo, facilitar o acesso dos titulares a informações sobre o tratamento dos seus dados. As farmácias também deverão entregar diversos documentos à Autoridade. Por ter identificado irregularidades, a ANPD também instaurou processo administrativo sancionador a fim de investigar a possibilidade de venda de perfis de consumo a partir do histórico de compras nas farmácias.
Saiba mais clicando aqui.
Para as cooperativas, fica a lição de que dados pessoais devem ser tratados sempre com transparência e a partir de objetivos legítimos. Documentar as operações de tratamento de dados pessoais e adotar medidas efetivas de transparência é essencial para que a cooperativa se mantenha em conformidade com a lei.
3️⃣ Reconhecimento facial em estádios
A ANPD também está fiscalizando o uso de sistemas de reconhecimento facial por 23 clubes de futebol, que usam a tecnologia para a venda de ingressos e controle de entrada nos estádios. O reconhecimento facial depende do cadastro da biometria facial, que é um dado pessoal sensível. Por isso, seu tratamento exige uma série de cuidados especiais.
Saiba mais clicando aqui.
As cooperativas também usam dados pessoais sensíveis. Mesmo que a biometria não seja utilizada, informações de saúde, etnia ou eventual filiação sindical são dados pessoais sensíveis, e o tratamento deve ser realizado a partir de fundamentos legais específicos.
Vamos com calma!
Se a sua cooperativa tem dúvidas, não se preocupe. Cada uma dessas iniciativas da ANPD envolve novas tecnologias e complexidades. Além disso, aplicar a legislação de proteção de dados pessoais no contexto dessas tecnologias requer uma cautela ainda maior.
O importante é saber que a ANPD está vigilante em relação às organizações que utilizam dados pessoais, incluindo as cooperativas. Acompanhe nossas publicações para manter sua organização informada e preparada.
26/02/2025
LGPD
A importância do programa de conformidade com a LGPD nas cooperativas
A proteção de dados pessoais e a segurança das informações são cada vez mais relevantes diante do aumento de fraudes digitais. Com cada vez mais serviços e transações acontecendo no ambiente digital, garantir a privacidade e segurança das informações passou a ser uma necessidade estratégica para as cooperativas e para todo o tipo de organização.
Não é à toa que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), em parceria com as autoridades de proteção de dados da França (CNIL) e da Coreia do Sul (PIPC), elaborou um mangá educativo para conscientizar jovens sobre a importância da proteção de dados. O material, disponível aqui, mostra como boas práticas podem evitar riscos no ambiente digital. Além disso, o SERPRO lançou uma HQ educativa, que aborda privacidade e segurança da informação de forma acessível e lúdica. Saiba mais clicando neste link.
O que isso significa para as cooperativas?
Cooperativas lidam com grande volume de dados pessoais, incluindo informações cadastrais e financeiras, além de dados pessoais sensíveis de seus colaboradores, cooperados e diversas informações confidenciais. Além de empregar todos os meios para proteger os dados pessoais, as cooperativas também precisam mostrar à ANPD, que seguem a LGPD e que adotam uma série de controles de privacidade e de segurança.
Um programa de conformidade com a LGPD permite:
✅ Reduzir riscos de fraudes, vazamentos e uso indevido de dados;
✅ Fortalecer a confiança dos cooperados e clientes;
✅ Demonstrar conformidade, a fim de prevenir sanções administrativas e processos judiciais.
Como funciona um Programa de Conformidade com a LGPD?
A implementação de um programa eficaz é um trabalho complexo, e envolve uma série de medidas multidisciplinares que afetam toda a cooperativa. Abaixo, algumas das tarefas mais importantes que compõem o Programa de Conformidade:
1️⃣ Mapeamento de dados: Identificação de todas as atividades da cooperativa que envolvem dados pessoais, incluindo sua coleta, uso e armazenamento.
2️⃣ Nomeação de um Encarregado de Proteção de Dados (DPO): Responsável pela coordenação do Programa de Conformidade, sendo sua nomeação uma imposição da Lei.
3️⃣ Definição de políticas internas: Elaboração de diversas Políticas e Normas Internas para adequar a conduta dos envolvidos à Lei, de forma que deverão seguir diversas regras sobre privacidade e segurança no seu dia a dia.
4️⃣ Treinamento da equipe: Conscientização sobre proteção de dados e segurança, com a adoção de boas práticas internacionalmente reconhecidas para conservar a privacidade dos titulares dos dados usados pela cooperativa.
5️⃣ Criação de canais de atendimento: Meios de comunicação específicos, nos termos da LGPD, para que os titulares dos dados pessoais possam exercer seus direitos.
6️⃣ Medidas de privacidade e segurança: Tecnologias e práticas para prevenir incidentes de segurança e manter a confidencialidade das informações críticas para a cooperativa.
Saiba mais:
Em Como se adequar à LGPD? As cooperativas têm à disposição um modelo de projeto de adequação à LGPD dividido em 05 (cinco) etapas.
Não se esqueça!
Adequar-se à LGPD vai além do cumprimento legal – é um diferencial para as cooperativas. Um Programa de Conformidade eficaz minimiza riscos, fortalece a transparência e garante privacidade e segurança.
Quer saber mais? Nos acompanhe e fique sempre por dentro das informações mais relevantes sobre proteção de dados pessoais e segurança da informação.
06/02/2025
LGPD
A ANPD começou a fiscalizar 20 grandes empresas
A ANPD começou a fiscalizar 20 grandes empresas que não cumpriram as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
07/01/2025
LGPD
O uso de senhas fortes
A gestão de senhas é um desafio comum e recorrente. As cooperativas precisam provavelmente de acesso a inúmeros sistemas, cada um exigindo uma senha diferente. Lembrar-se de todas elas e manter a sua confidencialidade pode ser uma tarefa árdua, especialmente quando elas seguem padrões complexos.
Apesar dessas dificuldades, manter em segurança as senhas de acesso utilizadas é fundamental. Acontece que o ambiente digital é constantemente ameaçado por organizações criminosas e indivíduos mal-intencionados, que estão sempre renovando as suas técnicas para acessar os dados pessoais e informações relevantes das cooperativas. Se a sua cooperativa pensa que nunca será alvo de um ataque cibernético, lhe convidamos a refletir sobre este ponto. Dados pessoais e informações comerciais têm grande valor, e são negociadas por somas consideráveis em mercados paralelos.
Como se prevenir?
Com tantas ameaças, é essencial que as cooperativas revejam periodicamente as suas práticas na escolha e gestão de senhas. As boas práticas recomendadas há alguns anos podem já não ser mais suficientes atualmente. Abaixo, estão algumas das mais importantes orientações atualizadas, em acordo com as recentes boas práticas internacionais:
Opte por senhas longas
Em vez de focar em senhas excessivamente complexas com números e caracteres especiais, recomenda-se priorizar o comprimento. Uma prática moderna é utilizar uma frase inteira, que faça sentido apenas para o usuário.
Quanto maior a senha, maior a segurança. Idealmente, as senhas devem ter, no mínimo, 15 caracteres. Pode parecer excessivo, mas uma senha longa é muito mais fácil de lembrar do que uma senha complexa.
Adapte-se às limitações dos sistemas
Alguns sistemas podem não aceitar senhas muito longas. Nesse caso, ainda vale a recomendação tradicional: inclua uma combinação de números, caracteres especiais e letras maiúsculas e minúsculas para aumentar a segurança.
Habilite o duplo fator de autenticação (2FA)
Sempre que possível, ative o duplo fator de autenticação. Esta funcionalidade adiciona uma camada extra de segurança, exigindo um segundo método de verificação além da senha, como um código gerado por aplicativos como o Microsoft Authenticator.
Também é possível a utilização de reconhecimento da face ou da digital. Entretanto, estes métodos exigem uma atenção especial das cooperativas e o envolvimento dos Encarregados pelo tratamento de dados pessoais é de extrema importância.
Evite trocas desnecessárias
Há pouco tempo, era recomendada a troca periódica de senhas. Hoje, notou-se que mudar de senha acaba incentivando práticas muito perigosas, como o armazenamento das credenciais em planilhas de acesso amplo, o que deve ser evitado.
Assim, as novas recomendações rejeitam a alteração programada de senhas. O foco deve se dar em senhas seguras, especialmente no seu comprimento. Reserve a troca de senhas para situações específicas, como o desligamento de um colaborador que conta com acesso a sistemas críticos.
Utilize um gerenciador de senhas
Para simplificar a gestão de diversas senhas, considere o uso de um gerenciador de senhas. Eles armazenam todas as senhas em um local especial e muito seguro. Essas ferramentas podem até preencher automaticamente as suas credenciais nas telas de acesso a sistemas.
No entanto, é crucial que a senha de acesso ao gerenciador seja extremamente forte e que o duplo fator de autenticação também seja habilitado para proteger o acesso. Alguns exemplos de gerenciadores disponíveis no mercado incluem LastPass, 1Password e Proton Pass.
Nunca reutilize senhas
Vazamentos de credenciais são relativamente comuns. Quando uma das suas senhas é comprometida em um incidente de segurança de determinada plataforma ou sistema, agentes maliciosos irão verificar se você reaproveitou essa senha em algum outro sistema.
Por isso, o uso da mesma senha em mais de um sistema deve ser evitado e desestimulado pelas cooperativas.
Atenção!
Colaboradores, cooperados e clientes das cooperativas devem ser conscientizados acerca dos riscos do uso de senhas com 7 caracteres ou menos, independentemente da complexidade. Tecnologias avançadas já permitem a quebra de segurança de senhas tão curtas com relativa facilidade.
Não se esqueça...
A segurança da informação é uma responsabilidade coletiva. A colaboração de todos é essencial para garantir a integridade do ambiente digital das cooperativas.
12/12/2024
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EVENTOS
25/07/2025
Design Thinking inspira cooperativas de saúde em oficina
Workshop mostrou como tirar ideias do papel e transformar inovação em solução real
Foi com post-its coloridos, provocações criativas e muitos insights que profissionais da Unimed Maringá participaram do workshop Do Post-it à Prática: Como Tirar Ideias do Papel com Design Thinking, promovido nesta sexta (25), com a participação de Hellen Beck de Souza e Eduardo Sampaio, analistas de Inovação do Sistema OCB. A atividade teve como objetivo apresentar o Design Thinking como uma metodologia acessível e eficaz para resolver problemas reais dentro do cooperativismo, especialmente na área da saúde.
Durante a oficina, Hellen conduziu os participantes por uma jornada dinâmica e interativa, partindo da desconstrução dos mitos sobre criatividade até a aplicação prática das etapas do Design Thinking: imergir, definir, idear, prototipar, testar e implementar. “Não é sobre ter uma grande ideia num estalo. A inovação que faz diferença mesmo vem da escuta, da vivência com as pessoas e da vontade genuína de resolver os problemas certos. O Design Thinking ajuda a pensar diferente justamente porque começa pelas perguntas, não pelas respostas”, destacou.
Logo no início, um “quebra-gelo” inusitado ajudou a engajar o grupo: cada pessoa deveria responder qual botão mágico apertaria se pudesse mudar algo no mundo. A proposta, além de divertida, mostrou que o desafio está em organizar, testar e transformar essas ideias em algo que faça sentido para quem vai usá-las.
A metodologia apresentada é baseada em colocar o ser humano no centro da solução, e se mostrou especialmente útil para contextos como o da saúde, em que entender profundamente as dores e necessidades dos pacientes, médicos e colaboradores é essencial. “Um dos maiores erros das organizações é correr para oferecer soluções antes mesmo de entender o problema. Isso é comum, acontece o tempo todo. E o resultado, muitas vezes, são projetos bonitos, caros… e inúteis. Com Design Thinking, a gente aprende a desacelerar no começo para ganhar velocidade depois, com mais acerto”, explicou Hellen.
Ao longo da oficina, os participantes conheceram e testaram ferramentas como , brainstorming estruturado (crazy eights), 5 por quês, Canvas de Visão do Projeto, entre outras. Também refletiram sobre a importância de estimular repertórios diversos para expandir a criatividade e desafiar os caminhos mais óbvios. “Se você só consome os mesmos conteúdos, conversa com as mesmas pessoas e resolve tudo do mesmo jeito, é claro que a sua primeira ideia vai ser previsível. Criatividade não é mágica, é construção”, provocou a analista.
Um dos pontos altos do encontro foi a atividade prática de ideação, na qual os participantes foram instigados a pensar soluções para desafios reais enfrentados na cooperativa. A diversidade de olhares gerou propostas inovadoras e mostrou que, com a metodologia certa, qualquer equipe pode gerar boas soluções — mesmo sem ser “especialista” em inovação. “O mais importante é que os participantes entenderam que inovação não é coisa de outro mundo. Ela começa com empatia e disposição para escutar. E ganha corpo quando você experimenta, testa e ajusta. A gente não precisa esperar uma ideia perfeita: o caminho é começar pequeno e aprender no processo”, concluiu Hellen.
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EVENTOS
25/07/2025
Amazônia: vivências marcam quarto dia da Imersão Pré-COP30
Delegação mergulha em experiências com povos indígenas, cooperativas mirins e produtores de café
O quarto dia da Imersão Pré-COP30, nesta quinta-feira (24), revelou aos participantes a força transformadora do cooperativismo em territórios amazônicos. A jornada teve início com uma caminhada pela floresta no Cacoal Selva Park, seguido por visitas a experiências de base comunitária no interior de Rondônia. Entre sabores, histórias e aprendizados, lideranças nacionais e internacionais conheceram exemplos concretos de sustentabilidade, inclusão social e protagonismo juvenil promovidos por cooperativas locais.
Pela manhã, a delegação seguiu para a zona rural de Cacoal, onde visitou o Café Don Bento, uma propriedade modelo no cultivo de cafés especiais na região. Ali, os participantes tiveram contato com indígenas produtores e ouviram sobre o resgate de práticas produtivas sustentáveis associadas à preservação ambiental e à valorização cultural da Amazônia. Os produtores são associados ao Sicoob Credip e contaram com o apoio da cooperativa para desenvolver sua produção.
No mesmo espaço aconteceu a apresentação da Cooperativa Mirim Coop Line Fourteen, formada por estudantes da Escola Municipal Doutor João de Deus Ciplinis, da Linha 14, em Divinópolis (RO). A cooperativa também foi criada com apoio do Sicoob Credip e tem como objeto de aprendizagem a produção e comercialização de alfajores.
O gestor da escola, Cleudo Pinheiro da Silva, explicou que a iniciativa gerou um impacto profundo nos estudantes. “A Cooperativa Mirim é um sucesso dentro da escola. Já vemos mudanças concretas no comportamento das crianças, que aprendem sobre organização, oratória e convivência democrática. Tudo isso só é possível graças ao apoio do Sicoob Credip, que nos orienta com profissionais capacitados e nos ajuda a formar cidadãos conscientes desde cedo”, afirmou.
A vice-presidente da Cooperativa Mirim, Jocylene Mapidanam Surui, compartilhou a rotina da turma. “Nos reunimos, discutimos ideias e tomamos decisões juntos. Produzimos alfajor, mas o mais importante é aprender a escutar e respeitar as opiniões dos colegas. Também recebemos cursos, como o de oratória, e isso está nos ajudando muito”, contou com orgulho.
Além de inspirar pelo protagonismo jovem, a visita também apresentou resultados concretos de desenvolvimento territorial por meio da cafeicultura sustentável. O destaque foi para o projeto Robustas Amazônicos, responsável pela conquista da primeira Identificação Geográfica (IG) do mundo para cafés canéforas sustentáveis — uma inovação com origem na floresta.
Segundo Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, o impacto da visita foi marcante: “Foi um dia lindo. Vimos crianças atuando como cooperados, agricultores se transformando em empreendedores e comunidades inteiras gerando renda com responsabilidade ambiental. Isso é o cooperativismo em sua essência: cuidar da terra, das pessoas e do futuro”, refletiu.
Conexão
Após a experiência com os jovens, o grupo da imersão partiu rumo ao município de Vilhena, onde participou da Sicoob Agroshow, uma feira organizada pelo Sicoob Credisul, que movimenta a economia local ao reunir produtores, pequenos comerciantes e expositores de toda a região. O evento também inclui programação técnica, rodadas de negócios e experiências gastronômicas com produtos típicos da Amazônia.
Durante o jantar realizado no parque Sicoob Sabor, os participantes da imersão puderam saborear pratos regionais e se integrar aos representantes locais em mais um momento de conexão e troca de vivências. O presidente do Sistema OCB em Rondônia, Salatiel Rodrigues, comemorou a oportunidade de mostrar a potência cooperativista do estado. “Estamos recebendo com orgulho essa delegação. Rondônia tem muito a mostrar: produzimos, preservamos e cuidamos das pessoas. O cooperativismo aqui é ferramenta de transformação social, econômica e ambiental. E, nesta imersão, mostramos que somos amazônidas cuidando da Amazônia”, destacou.
A participação de jovens e povos indígenas nas atividades do dia chamou a atenção de lideranças internacionais. Para Jaime García Alba, diretor de estratégia e coordenador da iniciativa Amazônia Sempre no BID Invest, a vivência em Rondônia expandiu a compreensão sobre o papel das cooperativas. “O BID já trabalha com cooperativas de crédito no Brasil, mas aqui vimos algo muito maior. As cooperativas são o elo com as comunidades na floresta. São elas que conseguem promover inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento onde o sistema financeiro tradicional não chega. Isso muda tudo”, afirmou.
O quarto dia da Imersão Pré-COP30 reafirmou o papel das cooperativas como agentes de transformação nos territórios mais desafiadores do país. Com jovens aprendendo sobre economia solidária, agricultores inovando na produção sustentável e povos tradicionais sendo reconhecidos como protagonistas da bioeconomia, o cooperativismo se fortalece como caminho concreto para enfrentar as emergências climáticas com justiça social.
A imersão segue até essa sexta-feira (25). A delegação que participa da Imersão reúne representantes de órgãos estratégicos do governo brasileiro, organismos internacionais e entidades empresariais. Estão presentes os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), das Relações Exteriores (MRE), do Meio Ambiente (MMA) e da Secretaria-Geral da Presidência (SGPR). Também participa um um representante da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Entre os organismos internacionais estão a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA), o Centro Internacional de Comércio (ITC), o BID Invest e a Rede Brasil do Pacto Global. Completam a comitiva lideranças do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), da Agência Brasileira de Promoção a Exportações e Investimentos (ApexBrasil), do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e do Banco Central do Brasil (BCB), além de dirigentes e técnicos do Sistema OCB.
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EVENTOS
Imersão pré-COP30 inicia com visitas no Rio Grande do Sul
Evento destaca boas práticas e promove articulação para fortalecer o papel das cooperativas na agenda climática global
Começou nesta segunda-feira (21) a Imersão Pré-COP30, iniciativa do Sistema OCB que apresenta ao Brasil e ao mundo o potencial do cooperativismo para enfrentar desafios climáticos e sociais. Durante o dia, representantes de ministérios, organismos internacionais e entidades empresariais percorreram cidades do Rio Grande do Sul para conhecer exemplos concretos de sustentabilidade e inclusão promovidos pelas cooperativas.
A programação da imersão começou cedo, com traslado para o município de Água Santa, onde o grupo foi recebido pela Cooperativa Coasa. Fundada por agricultores familiares em 1994, a Coasa é referência em organização comunitária, o que agrega valor à produção local e fortalece a atividade coletiva. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto o trabalho desenvolvido com os 9 mil cooperados e os projetos que unem produtividade e respeito ao meio ambiente.
Para o presidente da Coasa, Orildo Germano Belegante, a visita foi uma oportunidade de mostrar o impacto do cooperativismo na vida das comunidades. “Aqui, acreditamos que cuidar do solo é cuidar do nosso futuro. Cada projeto ambiental que realizamos nasce da união dos nossos cooperados, pequenos agricultores que entendem a importância de produzir de forma sustentável”, destacou.
Em seguida, a delegação seguiu para a Cresol, instituição que atua em 19 estados brasileiros e é reconhecida por integrar práticas sustentáveis à oferta de serviçosfinanceiros. O presidente da Cresol Getúlio Vargas, Jandir José Soccol, reforçou o compromisso com o desenvolvimento sustentável. “Começamos pequenos, com agricultores familiares, sempre com a sustentabilidade em primeiro lugar. Cuidar do meio ambiente é um princípio que orienta cada uma das nossas decisões”, afirmou.
Para o gerente de Relações Institucionais do Sistema Ocergs, Tarcísio Minetto, o contato direto com as cooperativas é essencial para compreender o papel do setor na agenda ESG. “Essa experiência mostra como as cooperativas geram prosperidade e sustentabilidade. Vimos trabalhos incríveis com jovens, mulheres e comunidades inteiras, além do cuidado com o solo, que é o maior patrimônio que temos”, afirmou.
Durante a tarde, os participantes da imersão seguiram para Bento Gonçalves, onde visitaram a Vinícola Aurora, a maior cooperativa vitivinícola do Brasil. Com mais de 1,1 mil famílias cooperadas, a Aurora apresentou sua estratégia ESG e os compromissos assumidos com práticas ambientais, sociais e de governança. “Hoje temos 13 temas materiais e 20 compromissos dentro da nossa estratégia. Estamos finalizando o primeiro ciclo de monitoramento de indicadores e vamos lançar nosso relatório de sustentabilidade em breve”, contou Cassandra Marcon Giacomazzi, gerente de Sustentabilidade da cooperativa.
Para o coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, João Penna, a imersão é uma ferramenta estratégica para engajar atores-chave na pauta climática. “Estamos na terceira edição desse programa, que já trouxe resultados muito positivos. É uma forma de mobilizar representantes do governo e de organizações internacionais a reconhecerem o cooperativismo como um ator fundamental para enfrentar os desafios climáticos globais. Queremos garantir um espaço do setor na COP30 e ampliar o reconhecimento internacional do nosso modelo de negócios”, explicou.
Representando o Ministério das Relações Exteriores, o diplomata Hugo Freitas destacou o potencial das cooperativas brasileiras para o mercado externo. “As práticas ambientais e sociais que vimos aqui são fantásticas e valorizadas no exterior. É preciso pensar em como essas iniciativas podem ser reconhecidas globalmente e gerar retorno direto aos agricultores.”
Encerrando o dia, a Vinícola Aurora ofereceu um jantar aos convidados, promovendo um momento de integração e troca de experiências. Para a gerente de Desenvolvimento do Sistema OCB, Débora Ingrisano, o primeiro dia reforçou o papel transformador do cooperativismo: “Nossos parceiros estão encantados. Mostramos como o cooperativismo alia desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão social. É esse modelo que queremos levar ao palco da COP30, como um modelo de negócios capaz de enfrentar os desafios globais.”
A Imersão Pré-COP30 segue até 25 de julho e tem como objetivo fortalecer parcerias e ampliar o reconhecimento internacional das cooperativas brasileiras como agentes de transformação sustentável.
A delegação é formada por lideranças de diferentes setores, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), (MEMP), Banco Central do Brasil e agências das Nações Unidas, como a FAO e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (UNDESA). Também participam representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID Invest), Rede Brasil do Pacto Global, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), ApexBrasil, Embrapa, Centro Internacional de Comércio (ITC), Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal e da Secretaria-Geral da Presidência da República, além de dirigentes e técnicos do Sistema OCB.
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22/07/2025
EVENTOS
Sistema OCB leva inovação e estratégia a workshops em Alagoas
Eventos capacitaram cooperativas e colaboradores da OCE com técnicas para acessar editais e recursos
O Sistema OCB esteve presente em dois workshops inéditos sobre captação de recursos, promovidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Alagoas (Sescoop/AL) nos dias 10 e 11 de julho. Com foco em inovação e acesso a oportunidades de fomento, os eventos reuniram dirigentes, cooperados e colaboradores do sistema em Maceió e Arapiraca.
As capacitações foram conduzidas por consultores da ABGI, empresa referência em inovação e gestão estratégica de recursos, com o objetivo de apresentar caminhos práticos para transformar projetos em realidade. Além de técnicas para elaboração de propostas mais competitivas, os workshops trouxeram um panorama das principais fontes de financiamento disponíveis no Brasil e no exterior, incluindo editais públicos e privados.
O primeiro dia do evento, em Maceió, foi direcionado a colaboradores do Sescoop, preparando as equipes para atuar como multiplicadoras do conhecimento. Já no segundo dia, em Arapiraca, o workshop reuniu representantes de 14 cooperativas de diferentes regiões de Alagoas.
Um dos momentos mais aguardados foi a apresentação da plataforma Radar de Financiamento, disponível no Inovacoop, iniciativa do Sistema OCB que tem se consolidado como um hub de inovação e conhecimento para o setor cooperativista. A ferramenta reúne conteúdos técnicos, divulga editais e conecta cooperativas a oportunidades de fomento que podem alavancar projetos de alto impacto.
“O Radar de Financiamento foi criado para ser um ponto de encontro entre o cooperativismo e as oportunidades de fomento à inovação. É por meio dele que conseguimos facilitar a visibilidade e acesso a recursos disponíveis para coops, para que elas se posicionem de forma cada vez mais estratégica diante das demandas do mercado,” afirmou Hellen Beck de Souza, analista de Inovação do Sistema OCB.
Para Hellen, o Sistema OCB busca preparar as cooperativas para atuarem com visão de futuro. “Nosso compromisso é impulsionar a inovação no cooperativismo e falar sobre fontes de fomento é falar sobre viabilizar inovação. Capacitações como essa mostram que quando conectamos conhecimento com oportunidade, abrimos caminho para transformar boas ideias em projetos reais.”, acrescentou.
Estratégia e resultados
Os consultores da ABGI destacaram que muitas cooperativas ainda desconhecem o potencial dos mecanismos de fomento e, por isso, não conseguem avançar com projetos inovadores. “Um projeto certo, apresentado no momento adequado e com uma boa estrutura técnica tem grandes chances de ser aprovado. Nossa missão aqui foi mostrar como chegar a esse resultado”, explicou o consultor Vinicius Sales.
A programação também incluiu dinâmicas práticas, nas quais os participantes puderam simular a construção de propostas e analisar editais reais. A abordagem interativa foi elogiada por cooperados e dirigentes presentes, que destacaram a aplicabilidade imediata do conteúdo.
Cooperativismo fortalecido
Para o superintendente do Sescoop/AL, Adalberon Sá Júnior, o evento foi além de uma capacitação técnica: é um investimento no futuro do setor. “Estamos criando pontes entre as boas ideias das cooperativas e os recursos disponíveis para executá-las. Essa é uma ação que fortalece o sistema como um todo, com inovação, autonomia e protagonismo”, destacou.
“Fortalecer o cooperativismo é garantir que nossas cooperativas tenham acesso a caminhos concretos para inovar. Quando capacitamos para fontes de fomento, estamos dizendo que sim, é possível sonhar mais alto, com sustentabilidade, viabilidade e impacto real”, reforçou Hellen.
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15/07/2025
EVENTOS
Cooperativismo leva voz do Brasil a fórum sobre dados ambientais
Evento reuniu líderes globais para debater modelo de governança de dados mais inclusivo
O Sistema OCB marcou presença na 3ª Reunião de Alto Nível do Fórum de Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNSPBF), realizada entre os dias 8 e 10 de julho, em Frascati, na Itália. Representado por Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, o cooperativismo brasileiro apresentou suas contribuições para a construção de um modelo de governança de dados ambientais mais inclusivo e alinhado às realidades de países em desenvolvimento.
Com o tema Rumo à uma revolução da Big Data para o planeta: da incerteza à oportunidade, o encontro reuniu lideranças globais da ciência, política, negócios e tecnologia para debater os desafios e caminhos para tornar os dados ambientais um ativo estratégico na promoção de sustentabilidade, biodiversidade e justiça social.
Na ocasião, Débora participou do painel Caminhos para a Inclusão e Equidade, que discutiu modelos de governança e financiamento capazes de democratizar o acesso aos dados ambientais e promover a transição digital de forma justa. Em sua apresentação, ela ressaltou o papel das cooperativas em levar para cooperados de mais de 30 segmentos econômicos, espalhados em mais da metade das cidades brasileiras em um país continental, educação, avaliação de dados e soluções para a pauta ambiental, bem como social e de governança, dentro do Programa ESGCoop. “As cooperativas brasileiras do Ramo Agro são formadas, em média, por 800 cooperados, o que nos permite acessar uma grande base de produtores rurais, assim como diversos outros profissionais, e ampliar o acesso às soluções de desenvolvimento sustentável. Essa estrutura facilita a governança de dados, porque os cooperados têm uma relação próxima e de confiança com suas cooperativas, o que potencializa o engajamento e a qualidade das informações”, afirmou Débora.
Quando se fala em financiamento de projetos de dados, a força do cooperativismo também faz diferença. “O modelo cooperativista possibilita ganhos de escala com contratações conjuntas e otimização de recursos. Além disso, o Brasil estruturou o sistema cooperativista nacional como parte do Sistema S, o que permite arrecadar contribuições e financiar projetos coletivos em benefício de todo o setor”, completou.
Dados como vetor de transformação
Durante o fórum, especialistas destacaram a necessidade de criar padrões globais para coleta, interoperabilidade e uso de dados ambientais, de modo a garantir consistência e confiabilidade das informações. A ONU apresentou a proposta da Estratégia Global de Dados sobre o Meio Ambiente (GEDS, na sigla em inglês), que busca articular governos, empresas e sociedade civil em torno de cinco pilares: governança, qualidade de dados, interoperabilidade, acesso e capacitação.
Contribuição para a agenda global
O evento também trouxe ao centro do debate a importância de mecanismos financeiros para apoiar países e organizações na adoção de tecnologias e práticas de coleta e análise de dados. Representantes do setor financeiro discutiram como métricas ambientais mais robustas podem influenciar decisões de investimento e gestão de riscos, enquanto o setor tecnológico apresentou avanços no monitoramento de oceanos, terras e atmosfera.
Ao lado de instituições como a Comissão Europeia, o Banco Mundial e a Organização Internacional de Padronização (ISO), o Sistema OCB defendeu que as cooperativas são agentes fundamentais para viabilizar o monitoramento ambiental em grande escala, especialmente em contextos desafiadores.
“O cooperativismo tem se mostrado um aliado estratégico para atingir metas globais de clima e biodiversidade. Por meio de nossa rede, podemos ampliar a coleta e o uso de dados ambientais, além de promover uma transição digital que não deixe ninguém para trás”, concluiu Débora.
Próximos passos
Ao fim do fórum, a ONU consolidou as principais recomendações no documento Frascati Pathways, que servirá de base para a construção de políticas e parcerias em nível global. O Sistema OCB seguirá acompanhando os desdobramentos e reforça o compromisso de articular suas cooperativas para contribuir ativamente com a agenda de dados ambientais e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
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Dia Internacional do Cooperativismo 2025
14/07/2025
EVENTOS
Coops Day leva mensagem de união às ruas e redes do Brasil
Campanha celebrou o cooperativismo com ações urbanas, vídeos e influenciadores
As fachadas de prédios icônicos em cinco capitais brasileiras se transformaram em telas vivas no último sábado (05), espalhando uma mensagem de união e transformação. A ação marcou o Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) de 2025, com o mote Cooperativas constroem um mundo melhor, e encantou moradores de Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Belém e Porto Alegre.
Com projeções mapeadas inéditas, vídeos que ganharam as redes e o apoio de influenciadores locais, a iniciativa do Sistema OCB mobilizou milhares de pessoas para refletir sobre o papel do cooperativismo na construção de uma sociedade mais inclusiva, solidária e sustentável.
Propósito nas ruas
Em Brasília, o Museu Nacional da República foi o cenário de uma experiência visual que atraiu olhares curiosos e emocionados. “Hoje nossa cidade tá ainda mais iluminada!”, celebrou a influenciadora brasiliense @babilins em suas redes. Ela registrou o momento e reforçou a mensagem: “O @somoscoop trouxe uma projeção que celebra o Dia Internacional do Cooperativismo, um movimento que acredita que as cooperativas ajudam a construir um mundo onde ninguém fica de fora e ninguém é deixado para trás.”
Em Belo Horizonte, o recado também ganhou espaço na paisagem urbana, na esquina da Rua Bahia com a Avenida Álvares Cabral. Por lá, @walefmarques compartilhou o impacto da ação: “BH amanheceu com um recado importante: as cooperativas estão construindo um mundo melhor! Eu vi de pertinho e tá incrível! ”
Influenciadores e comunidades locais
Além das projeções, o engajamento digital potencializou o alcance da campanha do Coops Day. Em Salvador, o Elevador Lacerda recebeu a intervenção artística e foi destaque no perfil de @taysalais, que emocionou os seguidores: “Vocês sabem que eu sempre digo que estive rodeada de gente que acreditou na vida comigo, né? Isso tem muito a ver com o cooperativismo! Hoje, no Dia Internacional do Cooperativismo, nosso cartão-postal foi iluminado para espalhar essa mensagem de que o coletivo transforma.”
Em Belém, a criadora de conteúdo @isisvieirareal destacou o impacto da iniciativa no Edifício Luiz Miranda: “Além de deixar nossa cidade mais bonita, o @somoscoop veio com um baita lembrete: juntos, a gente vai mais longe, muda histórias e muda o mundo!”
Já em Porto Alegre, a página @dicasportoalegre convidou os seguidores a prestarem atenção na Borges de Medeiros: “Vocês viram algo diferente em Porto Alegre hoje? Estou falando de uma projeção que celebra o Dia Internacional do Cooperativismo. Esse modelo de negócio que ajuda a construir um mundo mais justo para todos.”
Para a gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB, Samara Araujo, o grande diferencial da campanha do Coops Day 2025 foi a combinação entre impacto visual e engajamento digital. “Buscamos mostrar que o cooperativismo é plural, diverso e conectado com a realidade de milhões de brasileiros. Com criatividade e propósito, podemos ir ainda mais longe”, destacou.
Mobilização global
Celebrado anualmente no primeiro sábado de julho, o Coops Day tem como objetivo unir e dar visibilidade às cooperativas no mundo inteiro. Em 2025, o lema internacional é Promovendo soluções inclusivas e sustentáveis por um mundo melhor. A ação brasileira se conecta a essa pauta global, reforçada pelo reconhecimento da Organização das Nações Unidas ao modelo cooperativista neste Ano Internacional das Cooperativas.
“O Coops Day é um convite à mobilização. É quando paramos para reconhecer nossas conquistas, mas também para reafirmar nosso compromisso com um país e um planeta melhores. Cooperar é mais do que um modelo econômico, é uma forma de transformar realidades”, ressaltou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Assista ao vídeo do Coops Day:
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07/07/2025
EVENTOS
Dia Internacional do Cooperativismo 2025
Ação nacional celebra o Coops Day com projeções em prédios icônicos e engajamento digital
Um mundo melhor pode significar muitas coisas. Para uns, é a garantia de dignidade e renda. Para outros, acesso à saúde, educação ou uma economia mais justa. Mas existe um ponto comum: todos querem viver em uma sociedade mais solidária, inclusiva e sustentável. Essa é justamente a proposta do cooperativismo — e, em 2025, essa mensagem ganhará as ruas (e as fachadas de prédios) de cidades brasileiras de forma inédita e inspiradora.
No próximo dia 5 de julho, o cooperativismo brasileiro tomará conta de cinco capitais do país com uma ação que promete emocionar e envolver. Para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day), o Sistema OCB realizará projeções mapeadas em edifícios emblemáticos de Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Belém e Porto Alegre. Com o mote Cooperativas constroem um mundo melhor, as imagens vão transformar a paisagem urbana e dar visibilidade a uma causa que une milhões de brasileiros em torno de um ideal coletivo.
A ação integra as celebrações do Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas em 2025. Um reconhecimento que chancela o modelo cooperativista como solução concreta para os grandes desafios contemporâneos: combater a desigualdade, enfrentar as mudanças climáticas e promover inclusão produtiva.
“Este ano, mais do que nunca, é uma oportunidade de mostrar ao mundo o papel transformador das cooperativas. Estamos falando de um modelo de negócios que combina eficiência econômica com justiça social. Um modelo que tem raízes locais, mas impacto global”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Projeções que contam histórias
Cada cidade foi escolhida estrategicamente para representar uma região do país.
Museu Nacional da República (Brasília/DF)
Elevador Lacerda (Salvador/BA)
Viaduto Otávio Rocha – Viaduto da Borges (Porto Alegre/RS)
Prédio na esquina da Rua Bahia com a Av. Álvares Cabral (Belo Horizonte/MG)
Edifício Luiz Miranda, na Rua dos Tamoios (Belém/PA)
Para amplificar ainda mais o alcance da campanha, influenciadores locais acompanharão cada exibição. Os nomes foram escolhidos por sua identificação com as comunidades locais: @babilins (Brasília), @turistabr (BH), @taysa (Salvador), @isisvieirareal (Belém) e @dicasportoalegre (Porto Alegre). Além disso, a embaixadora do Ano Internacional das Cooperativas, Glenda Kozlowski, também marcará presença com um vídeo especial em comemoração à data.
Mobilização nacional
Embora as projeções aconteçam em cinco cidades, a ação terá abrangência nacional. As Organizações Estaduais (OCEs) do Sistema OCB foram incentivadas a realizar projeções semelhantes em seus estados. A ideia é que o movimento ganhe corpo em todo o país, com ações simultâneas de visibilidade urbana e digital. Tocantins, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraíba, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais já confirmaram ações comemorativas.
Para além de uma data: uma transformação
O Coops Day é celebrado anualmente no primeiro sábado de julho. Desde 1923, a data marca um momento de união e reconhecimento das cooperativas ao redor do mundo. Em 1995, a ONU oficializou a comemoração global, em parceria com a Aliança Cooperativa Internacional (ACI). A cada ano, um tema é escolhido para nortear as celebrações. Em 2025, o lema internacional será Promovendo soluções inclusivas e sustentáveis por um mundo melhor.
Mas, para o Sistema OCB, a celebração vai além do simbolismo. “O Coops Day é um convite à mobilização. É quando paramos para reconhecer nossas conquistas, mas também para reafirmar nosso compromisso com um país e um planeta melhores. Cooperar é mais do que um modelo econômico, é uma forma de transformar realidades”, ressalta o presidente Márcio Lopes de Freitas.
A gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB, Samara Araujo, reforça que o grande diferencial da campanha está na combinação entre impacto visual, presença digital e engajamento comunitário. “O cooperativismo é plural, diverso e conectado com a realidade de milhões de brasileiros. Com essa ação, queremos mostrar que, com criatividade, cooperação e propósito, podemos ir ainda mais longe”, diz.
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EVENTOS
Cooperativismo brasileiro ganha força em debates globais no Reino Unido
Sistema OCB participa de reuniões do G20 e CM50 e articula cooperação internacional
Nesta quinta-feira (3), o Sistema OCB participou de uma série de reuniões estratégicas em Manchester, Reino Unido. A gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, e o coordenador de Relações Internacionais, João Penna, representaram a OCB em discussões com líderes das maiores cooperativas e mútuas do planeta e em um encontro sobre a presença do setor nos principais fóruns multilaterais, como o G20.
O dia começou com a participação do cooperativismo brasileiro na reunião do Grupo de Trabalho do G20 (GT G20). O grupo, criado em 2021 durante a presidência italiana do G20, atua para consolidar o cooperativismo como protagonista nas estratégias de desenvolvimento sustentável discutidas pelo bloco. “Compartilhamos experiências nacionais e regionais, mas o foco foi avançar no diálogo com a presidência sul-africana, que em 2025, liderará as negociações globais. Queremos garantir que o cooperativismo seja reconhecido como parte das soluções para os desafios sociais e econômicos contemporâneos”, destacou João Penna.
Além de apresentar as iniciativas do Sistema OCB, o encontro buscou identificar caminhos para ampliar a visibilidade do cooperativismo nas futuras presidências do G7 e do G20, respectivamente sob liderança da França e dos Estados Unidos, em 2026.
Articulação estratégica
No período da tarde, Fabíola e João participaram da reunião do Grupo de Cooperativas e Mútuas (CM50), que reúne os dirigentes das 50 maiores cooperativas e mútuas do mundo. Com cinco representantes brasileiros — incluindo Sicoob, Unimed e Coopercitrus — o grupo é responsável por coordenar uma atuação política internacional conjunta do setor.
“Participar do CM50 é uma oportunidade estratégica. As cooperativas aqui reunidas representam uma força econômica e social gigantesca. Nossa presença neste espaço permite que o Brasil leve suas pautas e também contribua com soluções concretas que já aplicamos no país”, afirmou Fabíola.
Durante o encontro, foi discutida a versão preliminar do Manifesto do CM50, documento que deverá servir de base para a participação do movimento cooperativista na 2ª Cúpula sobre Desenvolvimento Social das Nações Unidas, prevista para novembro, em Doha. O manifesto defende a inclusão do modelo cooperativista como alternativa para reduzir desigualdades e promover o crescimento sustentável.
Fabíola destacou ainda o papel do cooperativismo brasileiro na construção dessa narrativa global. “Estamos mostrando que o cooperativismo é mais do que um modelo econômico: é uma forma de organização social capaz de transformar realidades. Essa mensagem tem ressoado com força entre nossos pares internacionais”, pontuou.
O Sistema OCB também foi citado como exemplo de articulação institucional. A delegação brasileira é responsável por representar os seis membros nacionais da ACI e, durante as discussões, reafirmou o compromisso com temas como sustentabilidade, inclusão e inovação no movimento. “Há uma percepção muito positiva do cooperativismo brasileiro aqui fora. Nossa capacidade de propor e executar iniciativas, como o posicionamento conjunto para a COP30, eleva a credibilidade do Brasil nos espaços de decisão”, avaliou João.
Além de discutir pautas globais, o CM50 avançou na definição de estratégias para fortalecer o relacionamento do movimento com governos nacionais e organismos multilaterais, como a ONU e a União Europeia.
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