A voz do cooperativismo brasileiro frente aos Três Poderes, instituições e sociedade.
A voz do cooperativismo brasileiro frente aos Três Poderes, instituições e sociedade.
O eixo RepresentaCoop reúne uma série de soluções voltadas para o trabalho de representação política e institucional desempenhado pelo Sistema OCB. Desde programas de educação política para o cooperativismo até uma atuação constante junto aos três poderes e a organizações internacionais, este eixo coloca o cooperativismo no centro do debate político brasileiro e concentra todas as ações e iniciativas desempenhadas pela OCB em defesa dos interesses das cooperativas. Conheça as soluções oferecidas pelo eixo RepresentaCoop:
Agenda Institucional do Cooperativismo

Aqui, você vai encontrar as principais informações sobre a pauta prioritária do movimento cooperativista junto aos Três Poderes, ficar por dentro dos projetos de lei que impactam o nosso movimento, acompanhar a tramitação de cada um deles e ter acesso a agenda completa de reuniões e eventos que a OCB participa em defesa do cooperativismo.
Você também pode conhecer os membros que compõem a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e a sua importante atuação no Congresso Nacional, além dos fóruns e conselhos do Poder Executivo que a OCB participa.
Educação Política

O Programa de Educação Política da OCB possui uma ampla abordagem temática e disponibiliza conteúdos em diversos formatos, como cartilhas, vídeos e cursos com foco na qualificação dos representantes do Sistema OCB no relacionamento institucional e político. O objetivo é ampliar a consciência política dos cooperados para incentivar a participação cidadã no desenvolvimento comunitário e na representatividade do movimento junto ao Poder Público.
Atuação Internacional

O trabalho de representação internacional envolve a atuação em nível global para defender os interesses das cooperativas brasileiras e promover o cooperativismo no cenário internacional. A atuação é dividida em quatro linhas de ação: assessoria, cooperação, parcerias e representação internacionais.
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Destaques
17/07/2025
Cooperativas ajudam a reduzir desigualdades com trabalho, renda e inclusão
Todos os dias, o coop transforma a vida de milhares de pessoas, no Brasil e no mundo. Ao fazer isso, contribuímos com um dos mais importantes objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles (ODS 10). Entre as muitas histórias que podemos contar sobre o assunto, uma se destaca por ter dado oportunidade a um dos públicos mais vulneráveis da nossa sociedade: pessoas em situação de rua. Tudo começou em 2020, logo no início da pandemia de Covid-19. As ruas ficaram vazias e quem lá vivia ficou ainda mais exposto não só ao vírus, mas à fome e ao desamparo. Preocupada com a situação, a Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte passou a produzir lanches para levar para essa população. Sete deles foram inclusive contratados para produzir o alimento e, com isso, passaram a receber uma renda fixa todo mês. O valor, apesar de pequeno, foi suficiente para lhes devolver a dignidade e acendeu neles o desejo de mudar de vida. Com o fim da crise sanitária, já conscientes da importância de trabalhar para garantir o próprio sustento, eles decidiram empreender. Com o apoio do Sistema Ocemg — entidade de representação do coop mineiras —, eles montaram a primeira do estado formada por pessoas em situação de rua: a Cooperativa de Trabalho Solidário Sabor do Canto, “Na minha vida, tudo mudou depois da cooperativa”, disse, emocionada, Fabiana Cristina Fernandes, presidente da Sabor do Canto. “Meus filhos estão mais próximos de mim, e pude dar a eles coisas que nunca tive. Hoje, eles têm uma cama para dormir, uma televisão em casa... Tudo isso foi possível com o dinheiro da cooperativa. Antes, a gente dormia em colchão no chão, até em papelão. Hoje, graças a Deus, temos uma cama." CIDADANIA Ao criar oportunidades de trabalho e renda para quem mais precisa, as cooperativas têm facilitado a entrada de pessoas em situação de vulnerabilidade no mercado formal, ajudando a construir uma sociedade mais justa e inclusiva. Hoje, todos os cooperados da Sabor do Canto têm uma casa para morar e uma renda fixa mensal superior a um salário-mínimo para se manter. Eles continuam trabalhando com a produção de alimentos, mas diversificaram a produção. “No começo, a gente produzia lanches para pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente nos Centros Pop da capital mineira, que compravam diretamente da cooperativa”, recorda Fabiana. “Recentemente, o contrato com a Prefeitura acabou e passamos a oferecer serviços de coffee break, catering e kit lanches”. A Sabor do Canto também comercializa biscoitos de leite ninho e queijadinha à granel em uma lojinha no Mercado Novo, um reduto da cultura mineira no coração de Belo Horizonte. Mais recentemente, entrou para uma plataforma de delivery onde vende marmitas e sanduíches. “Quando nos tornamos uma cooperativa, passamos a ser mais respeitados”, constata Silas César de Oliveira, um dos cooperados. “Antes, éramos vistos apenas como pessoas que vinham da rua, sem grandes perspectivas. Hoje, somos pessoas com documentos, coisa que não tínhamos antes, e já fizemos até cursos profissionalizantes. A verdade é que somos empreendedores, e as pessoas começaram a nos enxergar de uma forma diferente. Isso fez toda a diferença na nossa autoestima e nas portas que se abriram para nós.” Vale destacar: além dos benefícios diretos para os cooperados, uma pesquisas realizada pelo Sistema OCB em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) comprova: a presença de uma cooperativa melhora os indicadores sociais e econômicos das cidades onde elas atuam, com mais emprego e renda e fortalecimento dos negócios locais. De acordo com o estudo, municípios com cooperativas registram um incremento médio de R$ 5,1 mil no Produto Interno Bruto (PIB) por habitante, 18% a mais que a média nacional. Além disso, há 28,4 empregos a mais por 10 mil habitantes nessas cidades. PROSPERIDADE NO CAMPO Em Carnaubal, no interior do Ceará, a Cooperativa Agropecuária dos Agricultores Familiares da Região Norte do Ceará (Coopenort) tem ajudado a transformar uma das áreas mais pobres do estado com o lema “Cooperando para crescer”. Criada em 2019, a coop é referência em produção sustentável e impacto social, com resultados que unem segurança alimentar, inclusão produtiva e redução de desigualdades. Juntos, os 54 agricultores familiares cooperados produzem e comercializam frutas, verduras e hortaliças frescas, além de polpa de frutas. Os produtos chegam a 80 cidades do Ceará e do Piauí, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região. Em quatro anos, os números são expressivos: o faturamento da Coopenort passou de R$ 465 mil em 2020 para R$ 12,6 bilhões em 2024, refletindo a eficiência da gestão e planejamento estratégico. “Hoje o sistema cooperativista é o único modelo de negócio que consegue equiparar os pequenos com os grandes, tudo isso com base na união de forças de pessoas que querem empreender, evoluir e competir com os grandes comerciantes e produtores. Este é o modelo de trabalho do futuro, com pessoas que querem mudar de vida e se unem em prol desse objetivo”, destaca o diretor presidente da Coopenort, Daniel Sousa. Para garantir suporte aos produtores, a cooperativa comercializa adubos e irrigadores e oferece assistência técnica especializada – da escolha das sementes ao manejo do solo. Com base nos princípios ESG, de sustentabilidade ambiental, social e governança, a Coopenort também realiza projetos para a comunidade, ampliando os benefícios para além dos cooperados. Entre as iniciativas, estão palestras sobre educação ambiental em escolas da região e ações de reflorestamento. “Trabalhamos juntos para semear esperança e colher prosperidade, isso é cooperativismo”, resume Sousa.
14/07/2025
Escuta ativa é chave para fortalecer a comunicação com cooperados, diz especialista
Em tempos de comunicação acelerada e atenção dividida entre múltiplas plataformas, como as cooperativas podem se conectar com seus cooperados? Doutora em Estudos da Linguagem e com mais de 20 anos de experiência nas áreas de planejamento, comunicação e relacionamento com o público, a professora Thais Jerônimo afirma que a resposta está na escuta ativa.
“É preciso entender o que o cooperado espera da cooperativa, mapear os perfis de cada um, e isso se faz com escuta ativa e interesse genuíno. Não há fórmulas únicas para experiências memoráveis, há pessoas com expectativas que precisam ser ouvidas”, afirmou a especialista em palestra da trilha Comunicação Institucional – Reputação Positiva da Marca, realizada durante a Semana de Competitividade 2025, promovida pelo Sistema OCB.
Segundo Thais Jerônimo, criar uma experiência positiva para o cooperado vai além de oferecer bons produtos e serviços. É preciso olhar cada um com interesse e atenção, entender suas necessidades e criar conexões verdadeiras em cada ponto de contato.
Em entrevista ao Sistema OCB, a especialista – que atua desde 2006 com cooperativas de várias partes do país – destacou que a comunicação cooperativista precisa ser intencional, estratégica e integrada. Segundo ela, a missão envolve todas as áreas, não só a diretoria ou setores específicos, com foco em conhecer o cooperado, sua jornada e suas expectativas.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Quando a gente fala em criar experiências memoráveis para o cooperado, por onde essa jornada começa na prática? Qual o papel da comunicação nesse processo?
Thaís Jerônimo: Eu não acredito em fórmulas para criar experiências memoráveis. O que sempre defendo é que as pessoas têm expectativas únicas, logo, precisamos ouvi-las para entender realmente quais são essas expectativas com relação à cooperativa. Se eu tenho diferentes perfis de cooperados, antes de qualquer coisa, preciso conhecer esses cooperados, entender o que eles esperam da cooperativa para, daí sim, pensar em experiências. A comunicação vai perpassar tudo isso. Começa nesse movimento de ouvir o cooperado, entender a expectativa dele e, a partir daí, a pensar em ações que envolvam canais, veículos de comunicação e, claro, também ações de relacionamento.
Toda a cooperativa tem uma história para contar, mas como transformar essa histórias em conexão real com o cooperado?
Quando a gente fala de história, de memória, isso tem muito a ver com a própria cultura organizacional. E o cooperativismo é um campo muito vasto para trabalhar isso, só que é preciso entender o seguinte: aqueles cooperados que são fundadores, que participaram da história, a experiência deles e a vivência deles com relação a isso vai ser muito mais inspiradora. Por que? Porque eles viveram aquilo. Uma das experiências que eu gosto muito de utilizar é incentivar a conexão desses cooperados que são parte da história viva da cooperativa, trazendo isso em momentos de integração de novos cooperados, para exemplificar como esse processo é vivo.
Então, tenho diferentes gerações coexistindo na cooperativa, com os mais velhos apresentando os princípios cooperativistas para que a geração Z, a geração Alfa, realmente entendam o quanto o cooperativismo é um modelo de negócio que realmente dá certo e que tem que ter sustentabilidade, continuidade.
Em um cenário de tantos canais e formatos, como escolher a melhor forma de conversar com o cooperado e manter esse diálogo vivo e próximo?
A principal resposta é: pergunte ao cooperado. Não fique tentando olhar o que todos os outros estão fazendo. Pergunte para o seu cooperado. Porque, às vezes, uma iniciativa que deu muito certo na cooperativa A, B ou C funciona para aquele segmento, naquela realidade, naquela localização geográfica. Faça pesquisa. A regra de ouro da comunicação sempre vai ser essa: pergunte para o público para entender realmente qual é a preferência dele.
Ao longo da sua jornada com cooperativas, qual case chamou sua atenção no relacionamento com os cooperados?
Tem um case bem específico de memória cooperativista. O segmento de saúde é muito conhecido e o Brasil tem o maior sistema cooperativista de trabalho médico do mundo, que é o Sistema Unimed. Eles têm números muito impressionantes e os médicos fundadores têm uma história de quase 60 anos. Eu estava em uma das cooperativas da Unimed no Rio Grande do Sul, e os fundadores que estão vivos – alguns ainda atuando na medicina – foram convidados para contar qual era a principal memória que eles tinham de quando a cooperativa foi criada. E aí foi, realmente, uma lição, uma aula de cooperativismo poder ouvir aqueles fundadores, aqueles cooperados contando suas histórias, se emocionando com o que hoje aquela Unimed representa, tanto para aquela cidade quanto para os cooperados que estão lá dentro. É um exemplo fantástico de como se conectar com os cooperados, para poder, inclusive, passar o bastão para as próximas gerações.
26/06/2025
Do campo à TI: cooperativas promovem desenvolvimento com inclusão e inovação
Um tapete branco, até onde a vista alcança. Essa é a visão que se tem dos campos de algodão que embelezam e enriquecem Mato Grosso. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado é o principal produtor de algodão do país, com 6,39 milhões de toneladas na safra de 2023/2024. E onde há desenvolvimento e prosperidade, o cooperativismo está presente.
Em Campo Verde, 130 quilômetros (km) distante da capital Cuiabá, um grupo de produtores da região se uniu em 2001 para criar a Cooperfibra. Com mais de 20 anos de história, conta hoje com 208 cooperados e uma produção anual de 407 mil toneladas de algodão. A trajetória da cooperativa foi contada em um episódio da terceira temporada da série SomosCoop na Estrada.
Em 2011, foi a vez de 30 cooperados se reunirem para escrever um novo capítulo dessa história e agregar mais valor ao produto cultivado, criando uma nova cooperativa, a Agrofibra Fios (fundada como Cooperfibra Fios), responsável pela fiação do algodão. Em vez de enviar o produto in natura para fiações em Santa Catarina, Paraná ou São Paulo, o tratamento passou a ser feito pela nova cooperativa - independente da Cooperfibra, mas parceira dos produtores.
“Com a expertise técnica das equipes que vieram da indústria, transformamos esse algodão em um fio de qualidade, que concorre com outras fiações do Brasil”, explica Antonio Marcos Nascimento, gerente industrial da cooperativa.
Atualmente a Agrofibra Fios comercializa cerca de 1,4 mil toneladas de fios para o mercado interno. A produção deve saltar para 2,4 mil toneladas em breve, uma vez que a planta industrial está passando por uma etapa de expansão, com a compra de novos maquinários. Cerca de 200 empregados trabalham na fábrica, que absorve aproximadamente 15% do algodão plantado pela Cooperfibra.
A história da Agrofibra é um exemplo de como as cooperativas trabalham diariamente para contribuir com o desenvolvimento do Brasil, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 9, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com o olhar voltado para a indústria, inovação e infraestrutura, a meta pretende promover a industrialização inclusiva e sustentável e, até 2030, aumentar significativamente a participação da indústria no setor de emprego e no Produto Interno Bruto (PIB).
No caso do algodão cooperativo mato-grossense, o impacto da industrialização vai muito além dos benefícios para os cooperados, com reflexos na economia local e no crescimento da cadeia produtiva têxtil no estado. “Há um potencial muito grande para esse mercado aqui na região. Por exemplo, hoje mandamos o nosso fio para as malharias do Sul do país, que depois revendem para confecções aqui do Centro-Oeste. Goiânia, por exemplo, é um grande pólo de fabricação de roupas. Se você instala uma malharia aqui, verticaliza a produção e reduz muitos custos”, analisa o gestor da Agrofibra Fios.
Inovação e inclusão
Lançados em 2015 pela ONU, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda global com metas a serem alcançadas até 2030. São 17 objetivos interligados que visam erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir paz e prosperidade para todos. No ODS 9, a inovação aparece como um tema importante, e da capital do país vem mais um exemplo da contribuição do coop.
Brasília é a sede da maior cooperativa de profissionais de Tecnologia da Informação (TI) do Brasil, a Coopersystem, fundada em 1998. Com 420 cooperados, a coop promove a inovação por meio da gestão participativa. Em 2020, durante a pandemia, a Coopersystem executou um projeto que resultou em um apoio essencial para cooperativas de todo o país durante o difícil período de isolamento social. Na época, eles lançaram – e ofereceram sem custos em parceria com o Sistema OCB – uma plataforma que permitia a realização de assembleias e reuniões on-line, chamada Curia.
“Nos tornamos especialistas em conduzir assembleias de qualquer ramo. Porque a gente fornecia o software e acompanhava as reuniões para auxiliar as cooperativas nos momentos de votações. Na ferramenta de videoconferência, também oferecíamos suporte para liberar microfones, organizar a fila virtual, etc. Tivemos casos em que a presença de cooperados triplicou ou quadruplicou em assembleias virtuais”, lembra o coordenador de Relacionamento e Negócios da coop, Hugo Felinto.
Cerca de 250 cooperativas fazem ou fizeram uso da plataforma. Hoje, o Curia é um produto comercializado pela CooperSystem, inclusive para outros modelos de negócio para além do cooperativismo.
Mesmo com o fim da pandemia, muitas cooperativas seguem usando a plataforma, que permite ampliar a participação e aprimorar o registro de presença, votação, entre outros recursos. “Com o Curia e outras soluções desenvolvidas por nós, conseguimos promover a inclusão digital em coops em que os cooperados mal sabiam usar o celular, não tinham computador. A gente trouxe para o mundo digital uma quantidade grande de pessoas que não estavam familiarizadas com a tecnologia”, aponta Elza Cançado, sócia-fundadora da Coopersystem e Diretora de Relacionamento e Negócios.
18/06/2025
Cooperativas ganham destaque na Naturaltech 2025
Maior feira de alimentos naturais da América Latina reuniu 800 expositores e 1,7 mil marcas
O cooperativismo brasileiro marcou presença na 19ª edição da Naturaltech & Bio Brazil Fair, realizada entre os dias 11 e 14 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Considerada a maior feira de alimentos naturais, orgânicos e saudáveis da América Latina, a Naturaltech reuniu mais de 800 expositores e 1,7 mil marcas, com expectativa de atrair mais de 50 mil visitantes ao longo do evento.
Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB participou da Naturaltech com o estande institucional SomosCoop – Cooperativas do Brasil, reforçando o compromisso com a promoção de negócios, visibilidade de marca e acesso a mercados estratégicos. A ação foi coordenada pela área de Negócios da entidade, que busca fortalecer a presença cooperativista em segmentos promissores da economia.
“O cooperativismo tem muito a contribuir com o mercado de produtos naturais, e eventos como esse são fundamentais para mostrar a qualidade, a diversidade e o potencial comercial das nossas cooperativas. A Naturaltech é um espaço estratégico para ampliar conexões, gerar negócios e promover a marca cooperativista no cenário nacional e internacional”, destacou Jean Fernandes, analista da Coordenação de Negócios do Sistema OCB.
Participaram da feira 12 cooperativas de diferentes estados brasileiros (BA, ES, MG, PA, PR, RS, SC e SP), com produtos que vão de cafés especiais a sucos, vinhos, espumantes, doces, queijos, mel e frutas nativas. O estande recebeu grande fluxo de consumidores, distribuidores, redes varejistas e representantes de food service, com destaque para negociações com grandes players como Sam's Club, Outback e rede Zeferino.
A engenheira de alimentos Leidiane Vieira, da Cooperlad (BA), destacou a importância da participação na Naturaltech. “Foi uma oportunidade grandiosa para nós. Fizemos contatos com compradores, apresentamos amostras de polpas de frutas e projetamos a criação de um centro de distribuição em São Paulo. Isso representa mais trabalho, renda e desenvolvimento para nossos cooperados”.
Carlos Lima, presidente da CONAP (MG), celebrou os resultados obtidos durante a feira. “Tivemos a chance de dialogar com redes varejistas, exportadores e consumidores que valorizam um produto diferenciado. Essa interação direta reforça a importância de investir na apresentação, na padronização e na expansão da presença dos nossos produtos no mercado nacional e internacional”, declarou.
Para Eliane Lopes, da Cooperativa Vinícola Nova Aliança (RS), a Naturaltech foi estratégica. “Levamos nossa missão junto com nossos produtos. Estabelecemos contatos com distribuidores e exportadores, recebemos feedback positivo e saímos com importantes insights para o desenvolvimento de novos produtos”.
Já Giulia Castellani, do setor comercial da CAISP (SP), reforçou o impacto institucional da presença no evento. “Participar de uma feira dessa magnitude fortalece nossa marca e nos conecta com consumidores, varejistas e potenciais parceiros. O apoio da OCB tem sido essencial para nosso posicionamento no mercado”.
A participação também foi comemorada por Alysson Kaiper, da Sanjo (SC). “Tivemos a visita de clientes estratégicos e potenciais novos parceiros. A estrutura e o suporte da OCB nos permitiram mostrar a força da nossa cooperativa. Esperamos estar nas próximas edições”, salientou.
As cooperativas participantes foram: Cafesul, Amazoncoop, Cocamar, Witmarsum, Nova Aliança, CCGL, Vinícola Aurora, Sanjo, Coopafasb Caisp, Conap e Cooperlad.
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