Presente em todos os elos da cadeia produtiva, o cooperativismo agropecuário brasileiro reúne produtores rurais em cooperativas espalhadas por todo o país, contribuindo de forma decisiva para o fortalecimento do setor. Essa atuação garante uma ampla rede de cooperação, com acesso a insumos, tecnologias inovadoras, assistência técnica, estrutura de armazenagem, agregação de valor à produção e apoio à comercialização.
As cooperativas agropecuárias brasileiras são importantes impulsionadoras do progresso socioeconômico, promovendo o desenvolvimento regional e contribuindo para a prosperidade nacional por meio da geração de renda e empregos, representando assim, um pilar essencial da força da economia brasileira. Além disso, é sinônimo de eficiência, entrega e resultados concretos, qualidades que se expressam através de indicadores sociais e econômicos desses negócios coletivos, presentes em todas as regiões do país.
Segmentação
do Ramo Agropecuário
A atuação econômica do cooperativismo agropecuário é dividida em sete segmentos em que as cooperativas estão presentes, sendo importante ressaltar que o comparecimento de uma cooperativa em um mercado não é necessariamente exclusivo, podendo atuar em mais de um elo do agronegócio.
Distribuição das cooperativas nos segmentos
Indicadores Financeiros
O agronegócio brasileiro desempenha um papel essencial na economia nacional, representando mais de um quarto do PIB, de acordo com dados do CEPEA-Esalq/USP. Nesse contexto, as cooperativas agropecuárias têm participação significativa, sendo responsáveis por uma parcela expressiva desse valor gerado e contribuindo de forma relevante para a prosperidade do país.
As cooperativas agropecuárias são fomentadoras do desenvolvimento regional, promovendo mudança de realidade por onde passam, característica que se manifesta por meio dos
R$ 30,22 bilhões gerados em sobras em 2024. Esse retorno, que é o diferencial do modelo de negócio cooperativista, distribui valor às famílias dos cooperados, potencializando a economia local, ampliando a qualidade de vida e o investimento regional.
Em 2024, os indicadores financeiros do cooperativismo agropecuário são mais uma prova da relevância do Ramo para o país:
Indicadores financeiros do cooperativismo agropecuário
Em 2024, os resultados alcançados pelas cooperativas agropecuárias também voltam para a sociedade na forma de mais desenvolvimento e qualidade de vida.
R$ 12,13 bilhões
investidos em salários e
benefícios aos seus funcionários
Intercooperar gera Negócios
Intercooperação vai além de ser um dos sete princípios do cooperativismo, também é uma fonte de geração de negócios focada no fortalecimento das cadeias envolvidas e não na competição econômica. Essa estratégia de mercado acontece entre cooperativas, que podem ou não pertencer ao mesmo setor, estabelecendo parcerias e promovendo negociações que fortalecem o movimento cooperativista. Essas iniciativas colaborativas de cooperação e intercooperação podem ser fortes propulsoras da prosperidade conjunta.
Em 2024, os indicadores financeiros do cooperativismo agropecuário são mais uma prova da relevância do Ramo para o país:
62%
das Cooperativas Agropecuárias fizeram negócios com
Cooperativas de Crédito
7%
das Cooperativas Agropecuárias adquiriram produtos de
Cooperativas de Trabalho
12%
das Cooperativas Agropecuárias utilizaram serviços de
Cooperativas de Transporte
23%
das Cooperativas Agropecuárias utilizaram planos de saúde de
Cooperativas de Saúde
Dados
complementares
A participação do agronegócio brasileiro na economia nacional fechou em 23,5% (2024), com um montante de R$ 2,73 trilhões de presença no produto interno bruto brasileiro, o que representou uma alta de 1,81% em relação ao ano anterior (CEPEA-Esalq/USP). Com esse cenário, é visível que o setor vem evoluindo constantemente, buscando excelência na gestão, produção, industrialização e comercialização afim de se manter na dianteira da economia com responsabilidade e constância.
Participação do agronegócio no PIB brasileiro:
R$ 35,3 bilhões
aplicação de crédito rural contabilizadas pelo Bacen/Sicor nas cooperativas agropecuárias brasileiras em 2024.
R$ 9,3 bilhões
foram aplicados na rubrica de custeio
foram aplicados na rubrica de custeio
R$ 4,1 bilhões
foram aplicados na rubrica de investimento
foram aplicados na rubrica de investimento
R$ 17,2 bilhões
foram aplicados na rubrica de industrialização
foram aplicados na rubrica de industrialização
R$ 4,7 bilhões
foram aplicados na rubrica de comercialização
foram aplicados na rubrica de comercialização
Desafios e
Oportunidades
O ano de 2024 foi bastante desafiador para o cooperativismo agropecuário brasileiro, muito em razão das incertezas macroeconômicas, geopolíticas e climáticas que geraram um ambiente de negócios volátil, exigindo ainda mais da gestão, governança e do quadro social destes negócios coletivos, visando manter o protagonismo e eficiência do cooperativismo.
Nesse sentido, as cooperativas agrícolas e pecuárias brasileiras se colocaram como um escudo para o seu quadro social, amenizando perdas, respaldando seus associados e permitindo a garantia de continuidade da sua atividade produtiva.
O cenário adverso, acentuado principalmente por desafios de natureza econômica, se refletiu no campo por meio do encarecimento dos principais insumos utilizados na atividade, inclusive do capital. Como resultado, o que se viu foram desafios para manter as margens dos produtores e suas cooperativas e elevação de preços para o consumidor. Outra questão de atenção em 2024, foi a elevação da taxa de juros em um cenário fiscal complexo, que resultou em incertezas sobre o financiamento da próxima safra.
Inserido nesse contexto de volatilidade, as cooperativas brasileiras combateram as adversidades por meio do trabalho duro, conjunto e organizado, garantindo estoques e fornecimento de insumos aos agricultores do cooperativismo. Assim como, maior poder de negociação na venda das produções e orientação técnica para o melhor uso do recursos produtivos, inclusive do capital.
Em meio ao setor agrícola e pecuário, o movimento cooperativista prosseguiu ainda mais forte com a combinação de geração de resultado econômico com o impacto social. Efeito positivo que se materializa através das sobras aos cooperados e empregos para as comunidades em que estão inseridos.
Além disso, por meio do uso ativo de seus valores, tais como intercooperação, diversificação, sustentabilidade e a capacidade de gerar prosperidade, o movimento segue agregando resultados positivos e significativos para a sociedade como um todo.
“O cooperativismo tem papel fundamental para vencer adversidades. Possuímos cerca de 1,2 mil cooperativas agrícolas, responsáveis por 53% da originação de grãos e fibras. Ou seja, somos pouco mais de 1 milhão de cooperados agrícolas, um quinto dos produtores rurais do Brasil, mas fazemos mais da metade da safra nacional. Em outras áreas é ainda mais relevante. Cerca de 80% da carne suína brasileira é produzida por cooperativas.” — Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.
Para o final do ciclo anterior e início do ano de 2025, as perspectivas de uma safra recorde, ressaltaram o papel crucial das cooperativas tanto para o atingimento dos níveis recordes de produção nacional, quanto como instrumento para melhoria dos aspectos de infraestrutura, logística e agregação de valor para os próximos ciclos de produção agrícola e pecuária no país.
As comercializações internacionais também colocaram, e seguem colocando, o cooperativismo no centro das atenções, principalmente quando o assunto é gerar divisas e ainda mais, promover o Brasil para mercados cada vez mais exigentes, não somente sob o ponto de vista do consumidor, mas também para um grupo de legislações nacionais e internacionais que regem o mercado e têm se tornado cada vez mais restritivas.
Por fim, o cooperativismo enquanto instrumento transformador das realidades e das nações continua fazendo a diferença para encontrarmos soluções e superarmos os desafios globais, tanto que essa significância expressiva foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), na declaração do ano de 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas.
Importante definição, que reforça que esse modelo de negócios coletivo como ferramenta indispensável para construção de um mundo melhor, inclusive para vencer a fome e a pobreza, através da promoção de segurança alimentar e geração de renda e emprego.
Sendo assim, o cooperativismo agropecuário segue fazendo o que faz de melhor, plantando oportunidade e desenvolvimento, e colhendo prosperidade para um mundo economicamente forte, socialmente equilibrado e ambientalmente correto para as gerações do presente e do amanhã.