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Desde 1º de janeiro o cooperativismo brasileiro passou a contar com sete ramos. Até o fim do ano passado, eram 13 ramos. A reclassificação – que não afeta em nada a rotina das mais de 6,8 mil cooperativas do país, foi anunciada em abril do ano passado e visa ampliar o alcance das ações de representação das cooperativas, por parte da OCB, no âmbito dos Três Poderes. (Veja como ficou
). E, nesta sexta-feira (24/1), dando continuidade às ações de implementação dessa nova nomenclatura, a OCB realizou uma reunião com os coordenadores dos antigos ramos Trabalho, Educacional, Mineral e Turismo e Lazer, agora aglutinados como Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços, para discutir uma proposta de governança. O novo ramo concentra a maior alteração em sua composição e, nesse sentido, para garantir o atendimento e representatividade de todos os segmentos envolvidos, a equipe técnica e os coordenadores estão construindo o modelo de funcionamento que será apresentado, em fevereiro, à diretoria da OCB.
). E, nesta sexta-feira (24/1), dando continuidade às ações de implementação dessa nova nomenclatura, a OCB realizou uma reunião com os coordenadores dos antigos ramos Trabalho, Educacional, Mineral e Turismo e Lazer, agora aglutinados como Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços, para discutir uma proposta de governança. O novo ramo concentra a maior alteração em sua composição e, nesse sentido, para garantir o atendimento e representatividade de todos os segmentos envolvidos, a equipe técnica e os coordenadores estão construindo o modelo de funcionamento que será apresentado, em fevereiro, à diretoria da OCB.
Quando se fala em geração de trabalho, emprego e renda, o cooperativismo é, sem dúvidas, uma das melhores ferramentas para isso. De norte a sul do país, o movimento já chega a mais de 15 milhões de brasileiros envolvidos com esse modelo de negócios.
E para medir o impacto positivo da atuação delas na economia do país, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) acaba de lançar o portal Sou.Coop, uma plataforma que unifica todas as informações do setor, em tempo real e de maneira eficaz. SUCESSO E para garantir o sucesso da plataforma, as cooperativas devem atualizar seus dados no sistema. Para isso, basta acessar o site
e clicar na aba Registro e Cadastro. O prazo vai do dia 3 de fevereiro ao dia 8 de maio. Assim que concluírem a atualização, as cooperativas também passarão a ter acesso a uma série de produtos e serviços focados em inovação e melhoria tanto da gestão quanto da governança. REPRESENTAÇÃO O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, explicou que a atualização dos dados vai subsidiar a atuação da entidade, voltada à representação e à defesa dos interesses das cooperativas junto aos Três Poderes e a organismos internacionais. “Quanto mais reais forem as informações das cooperativas no nosso sistema, maior será o alcance do retorno dos serviços e produtos que oferecemos ao movimento, para desenvolvê-lo com sustentabilidade. Nosso foco é o crescimento das cooperativas do país”, enfatiza Márcio Freitas. ANUÁRIO Além de subsidiar o trabalho da OCB, as informações farão parte do Anuário do Cooperativismo Brasileiro – 2020, previsto para ser divulgado em meados deste ano. AJUDA? A OCB tem sede em Brasília e escritórios em todo o país. Por isso, na hora de atualizar os dados, se a cooperativa tiver dúvidas, pode entrar em contato com a unidade do seu estado ou, ainda, mandar e-mail para:

“Um ponto fundamental na construção do planejamento estratégico de uma cooperativa, é o engajamento dos cooperados, que devem opinar, avaliar e legitimar as decisões dos gestores”, afirma o consultor e sócio da Symnetics, Seung Hyun Lee. Segundo ele, as características do cooperativismo tornam o planejamento uma tarefa desafiante, pois os cooperados são, ao mesmo tempo, donos, fornecedores e, muitas vezes, clientes da cooperativa. “As decisões são mais complicadas. A única forma de garantir que estão sendo feitas as melhores escolhas, dentro de ambientes complexos, é por meio da racionalidade, da lógica”, enfatiza. O consultor atua no desenvolvimento de planejamento e gestão estratégica, inovação e transformações de organizações empresariais e financeiras e, nos últimos anos, tem trabalhado junto a cooperativas dos ramos crédito, saúde e agropecuária. Ele foi o entrevistado da edição de dezembro da revista Paraná Cooperativo
. No material ele destaca que “a cultura das cooperativas e suas características distintas, aliadas a um processo de gestão e governança, podem alavancar o crescimento do setor.” Confira! As características do cooperativismo tornam o planejamento uma ação mais complexa? De fato, o cooperativismo é um ambiente complexo para o planejamento, pois os cooperados são, ao mesmo tempo, donos, fornecedores e, muitas vezes, clientes da própria cooperativa. Numa empresa mercantil, onde há apenas um objetivo, que é o lucro, ainda assim existem interesses conflitantes. Imagine numa cooperativa. A estratégia pode ser resumida, conceitualmente, num plano no qual 20% de esforço vai gerar 80% de resultados. Mas, para isso, é preciso fazer escolhas e, num ambiente cooperativo, essa decisão é mais complicada. Porém, se as escolhas não forem feitas, não há estratégia. A cooperativa vai querer ser tudo para todos e, no final das contas, vai ser nada para ninguém. A única forma de garantir que estão sendo feitas as melhores escolhas, dentro de ambientes complexos, é por meio da racionalidade, da lógica. O que a gente pode discutir é o que tem lógica e o que não tem. Para desenvolver uma lógica, precisamos de dados, que vão nos direcionar para o caminho adequado. Dessa maneira, é possível chegar a uma convergência entre as pessoas. Um ponto fundamental na construção do planejamento estratégico de uma cooperativa, é o engajamento dos cooperados, que devem opinar, avaliar e legitimar as decisões dos gestores. De quanto tempo deve ser o horizonte do planejamento? O planejamento da Castrolanda, por exemplo, tem um horizonte de cinco anos. É um prazo bom. Se for menos tempo, percebemos apenas o momento e não conseguimos nos preparar para o futuro. Se for muito a longo prazo, a previsibilidade se dilui, pois tudo muda rapidamente. O agribusiness sempre foi um negócio perene, no entanto, esta realidade está em transformação, e tudo está se modificando de forma acelerada. Nos últimos anos, a economia patinou, e o único setor que avançou foi o agronegócio. Há muito potencial ainda no Brasil, porque todos precisam de alimentos, o que confere consistência a esse mercado, condição que atrai investimentos. Quase todos os elos da cadeia da agropecuária já estão consolidados, mas existem alguns setores fragmentados, a exemplo do segmento de distribuição de insumos. É provável que movimentos de consolidação ocorram no curto prazo. O planejamento precisa considerar todos os aspectos que podem impactar os negócios. Como considerar aspectos de inovação no plano de ações de uma cooperativa? A inovação é tida como uma busca incerta e volátil por resultados, algo distinto da racionalidade exigida pelo planejamento? Realmente, a inovação disruptiva vai de encontro à lógica do planejamento. A cultura da inovação tende a gerar dispersão, e não racionalidade. Mas é preciso separar o contexto. Existe uma diferença muito grande entre uma instituição já estabelecida e uma startup. Uma startup não tem nada a perder, vai atirar para todos os lados, aquilo que acertar vai pegar e abraçar, esse é o objetivo e está valendo. Porém, a cada 50 startups criadas, quantas sobrevivem? Menos de 10%. Uma instituição já estabelecida, uma cooperativa consolidada, não pode se dar ao luxo de atirar para todos os lados e perder dinheiro nos negócios. Tem que ter muito cuidado e saber o que pode afetá-la e quando. Por exemplo, falam da carne vegetal, que pode ter um impacto em toda a cadeia produtiva da pecuária de corte. Mas quando é que esse produto vai virar um padrão? Com certeza não será no curto prazo, ainda há muito a ser feito. Mas a cooperativa deve se preocupar com isso? Deve, mas há outras coisas mais urgentes que isso. O processo de consolidação das revendas, por exemplo, que trará impactos muito mais imediatos. Tem que captar todos esses sinais e pensar no que realmente é impactante num horizonte de cinco anos. O restante é ruído. Em relação à inovação, em algumas coisas é interessante apostar algumas fichas. Principalmente em tecnologia, as cooperativas devem avaliar a necessidade de acompanhar, estar presente e entender esse universo em transformação, participando de projetos-pilotos. Como manter um empreendimento competitivo em cenários de volatilidade? Em primeiro lugar, não ficar só produzindo commodities. Numa cadeia em que todos estão se consolidando, quem não se consolida vai virar o elo mais fraco. Na área de insumos agrícolas, por exemplo, três players detêm 60% do mercado; na indústria de alimentos, 10 marcas respondem por 50% do mercado. O mesmo ocorre no setor de supermercados, cada vez mais consolidados. Se todos se consolidam e sua empresa fica parada, a situação torna-se complicada, porque a briga é com gigantes. Antigamente, de cada 100 reais obtidos pela venda de alimentos, R$ 8,40 iam para o produtor agrícola. Hoje, esse valor é R$ 6,50. As margens estão cada vez menores. Por isso, é preciso fazer algo diferente, ou consolida, ou agrega valor. É um movimento inevitável. Talvez algumas cooperativas se juntem, pois empreendimentos pequenos terão dificuldades para se manter competitivos. Produtores individuais terão que avançar na industrialização, se quiserem sobreviver. Ao mesmo tempo, estão acontecendo mudanças de hábitos de consumo. Os consumidores mais jovens são cada vez menos fiéis a marcas. Nos últimos 30 anos, as grandes marcas ganharam muito marketshare. Porém, elas estão agora perdendo força. Há um consumo mais racional, uma atenção ao custo/benefício, o que explica o posicionamento crescente das marcas de supermercados, que oferecem produtos com qualidade semelhante aos produtos líderes, mas com preços em média 20% mais baratos. Além disso, há o controle de distribuição, nas mãos das marcas líderes e dos supermercados. Para superar essas barreiras nas gôndolas, é preciso oferecer uma proposta de valor consistente, ou então atuar em nichos de mercado. São vários movimentos que já estão acontecendo. Tem que acompanhar o mercado, para ver que caminhos trilhar. Seguindo no caminho errado, não adianta ter uma operação maravilhosa, um produto excepcional, pois o prejuízo é certo. Quer ler mais? Acesse por aqui
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Diagnóstico do Sescoop verifica quão alinhada sua cooperativa está aos valores, aos princípios e à legislação cooperativista A identidade cooperativista depende da maneira como enxergamos o mundo e conduzimos os nossos negócios. Cooperativa raiz é aquela íntegra, transparente, sustentável e compromissada com o desenvolvimento de toda a comunidade; aquela formada por pessoas que se unem voluntariamente em torno de um objetivo comum, focada não no lucro, mas na geração e no compartilhamento de emprego e renda. Sua organização não é assim? Então ela não se enquadra no modelo cooperativista. Desde 2012, as cooperativas brasileiras conseguem verificar quão alinhadas estão aos valores, aos princípios e à legislação do nosso movimento. Para tanto, basta solicitar uma avaliação de identidade na unidade estadual do Sescoop mais próxima. O diagnóstico é realizado a partir de um questionário de 65 itens, preenchido por técnicos do Sescoop. “Essa análise é muito importante para enxergarmos o nível de conformidade de uma cooperativa ao nosso movimento. Além disso, permite medir o grau de transparência e de segurança jurídica dessas entidades”, explica a coordenadora do Núcleo de Gestão de Cooperativas do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do estado de São Paulo (Sescoop/SP), Andréa Pinheiro. Vale destacar: as cooperativas que recebem avaliação abaixo da média nesse índice recebem apoio do Sescoop para melhorar sua performance. “Fechado o diagnóstico, elas elaboram um plano de melhorias, em parceria com uma unidade estadual. Nossos analistas e consultores estão à disposição para ajudar tanto na produção quanto na implementação dessas ações”, conta Andréa. Também é essencial destacar que uma cooperativa com segurança jurídica é aquela que cumpre à risca toda a legislação trabalhista, ambiental, societária e relacionada a seu ramo de atuação. Por isso, não corre o risco de ser legalmente penalizada por seus atos. Hoje, uma organização cooperativa só é considerada juridicamente segura quando atinge os 100% do Índice Geral de Conformidade Cooperativista — indicador que leva em conta a legislação, questões societárias, princípios e boas práticas do setor. COMO FUNCIONA? Sempre atentas ao desenvolvimento das nossas cooperativas, as unidades estaduais do Sescoop às vezes realizam trabalhos setoriais relacionados ao Diagnóstico Identidade. Em 2018, por exemplo, a Sescoop/SP fez um trabalho nesse sentido junto a cooperativas do ramo educacional, no segmento pais de alunos. “Para os dirigentes das cooperativas que participaram, o diagnóstico foi essencial para enxergar como estavam trabalhando e ajudou a reorganizar a cooperativa baseando-se em alguns pilares, entre eles questões legais, contábeis e tributárias”, lembra a coordenadora do Núcleo de Gestão de Cooperativas da Sescoop/SP. Uma das entidades avaliadas na ocasião foi a Escola Coopep, mantida pela Cooperativa Educacional de Piracicaba, no interior de São Paulo. Segundo Joana Machado, presidente da organização, o diagnóstico recebido levou a mudanças administrativas e de gestão. “O relatório das recomendações vem nos ajudando a implementar melhorias na escola. Antes, a cooperativa e a escola eram administradas por um único cargo de confiança, o mesmo para o administrativo da cooperativa e o pedagógico da escola; agora nosso organograma é dividido em dois cargos de confiança: uma gerência administrativa exclusiva da cooperativa e um outro, que é a direção pedagógica para a escola”, compara. De acordo com Joana, essa mudança foi o primeiro passo para uma reorganização da cooperativa e levou à adoção de outras boas práticas cooperativistas. “A unidade estadual do Sescoop nos orientou na organização do quadro social, um trabalho que nunca tinha sido feito na cooperativa, apesar de ela já ter 26 anos. Ela também nos ajudou a reestruturar os contratos que regem os serviços e o rateio das despesas entre os cooperados e a cooperativa”, acrescenta. Em 2019, a Coopep dará continuidade ao processo de diagnóstico, desta vez com o foco na adequação e conformidade de questões ligadas a tributos e práticas fiscais, segundo a diretora. “Já tivemos um primeiro encontro esse ano com o Sescoop e a continuidade do trabalho começa agora, no segundo semestre”, disse a presidente da cooperativa, que hoje possui cerca de 240 alunos matriculados na educação infantil e no ensino fundamental. AVALIAÇÃO EM CICLOS O desejo da Coopep de continuar passando por ciclos de avaliação no eixo identidade está alinhada à visão estratégica do Sescoop. “Somente assim, por meio de um acompanhamento permanente do eixo identidade, a gestão da cooperativa poderá ser continuamente aperfeiçoada”, explica Andréa Pinheiro, coordenadora do Núcleo de Gestão de Cooperativas da Sescoop/SP. Na avaliação da gestora, a realização de ciclos periódicos do Diagnóstico Identidade ajuda a ampliar a competitividade cooperativista no mercado e, ao mesmo tempo, aumenta a satisfação dos cooperados com os resultados da organização, “Como a gestão é democrática e os cooperados são donos e usuários, quanto mais consciente e responsável for essa gestão, mais eficiente será a cooperativa, cabendo a eles o dever de traçar as políticas, definir suas diretrizes, tomar as decisões e manter permanente controle”, pondera. Ainda de acordo com Andréa, os indicadores elencados para o Diagnóstico Identidade foram tão bem detalhados que hoje fazem mais do que verificar a conformidade de cooperativas já existentes. “A ferramenta funciona como um roteiro detalhado do que observar na hora de fundar e/ou registrar uma nova cooperativa. Tanto no que diz respeito à legislação quanto aos princípios cooperativistas”, completa. (Fonte: Revista Saber Cooperar)
A Cooperativa Mineral São Domingos (Cooming) reuniu no dia 10 de janeiro, seus cooperados em assembleia geral ordinária, e contou com o apoio e assessoria do Sistema OCB-AP.
Na pauta foram discutidas a reforma estatutária, admissão de cooperados, desligamento, eliminação e exclusão de cooperados, prestação de contas do exercício 2019, recomposição da diretora com eleição de um novo tesoureiro, e eleição e posse do novo conselho fiscal.
O Sistema OCB-AP estava representado pelo analista de Cooperativismo e Monitoramento, Marcelo Sarmento; e o técnico em Operações Marildo Souto. Os colaboradores da OCB-AP assessoraram o procedimento assemblear, de forma com que fosse seguido o que determina a lei 5764/71 e o estatuto da Cooperativa.
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💡✍🏼O Sistema OCB-AP celebrou convênio com uma rede de laboratórios por meio da ECO DIAGNÓSTICOS, e já está disponível uma série de EXAMES e CONSULTAS com descontos, definidos da seguinte forma: 1) Exames laboratoriais - 20%; 2) Exames especializados - 10%; 3) Consultas médicas - 15%; 4) Alta complexidade - 10%. Lembramos que estes percentuais são descontos mínimos iniciais podendo ser maiores. Os benefícios são extendidos a colaboradores, dependentes e familiares. A representante, Sra Rosilene Matos, está a disposição para divulgação nos eventos das cooperativas e parcerias diretas com as cooperativas para atividades de promoção da saúde dos cooperados. Mais informações diretamente na sede do Sistema OCB-AP. #Cooperativa #SistemaOCBAP #Cooperativismo #Convênio #Saúde
Nos dias 13 e 14 de dezembro, comunidades ribeirinhas de Macapá até a Foz do Rio Macacoari, concluiram o Protocolo Comunitário denominado BEIRA AMAZONAS. Cerca de 500 famílias estiveram envolvidas, com mais 70 produtores certificados cooperados da Cooperativa AMAZONBAI sediada no Bailique.
Diversos parceiros participaram do encontro de fechamento do processo que foi realizado em 1 ano. Entre eles UEAP, SPU, OCB-AP, RURAP.
O trabalho é coordenado pela Oficina Escola de Lutheria da Amazônia-OELA, Instituto TERROA e o IMAFLORA, instituto responsável pela certificação FSC nos açaizais do Amapá.
Um comitê gestor formado por um representante de cada comunidade articula políticas públicas para região.
O sistema OCB-AP esteve presente pelo presidente Gilcimar Pureza, que falou dos espaços de comercialização disponíveis e dos projetos do sistema, como a Escola de Negócios Rurais que será implantada em 2020 e dos serviços disponíveis pelo SESCOOP-AP ao novo grupo de cooperados da AMAZONBAI.
O encontro foi realizado na comunidade BACABA na região ribeirinha de Macapá calha norte do Rio Amazonas.
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💡O Sistema OCB-AP realizou na última sexta e sábado, a Oficina de Contabilidade para as cooperativas participantes da UNIDADE DE NEGÓCIOS COMPARTILHADA.
Na oportunidade, os facilitadores Leoney Miranda e Gustavo Bernardo trouxeram diversas informações relacionadas a contabilidade das cooperativas. A unidade tende a fortalecer as cooperativas e o formato de vendas de seus produtos, por meio da organização e profissionalização.
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Segue para sanção o Projeto de Lei (PL) 6341/2019, que trata do “Pacote Anticrime”, aprovado pelo Plenário do Senado Federal nesta quarta-feira (11/12). Foi retirado do texto dispositivo que destinava 25% dos recursos do Sescoop para o combate ao crime organizado.
O projeto, que inicialmente retirava 25% dos recursos dos Serviços Sociais Autônomos e Serviços Nacionais de Aprendizagem (que inclui o Sescoop) para o combate ao crime organizado, teve sua tramitação iniciada em 2018, na Câmara dos Deputados, onde tramitou como PL 10.372/2018 foi apresentado pelos líderes e elaborado por uma comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
ATUAÇÃO
A OCB trabalhou pela supressão do dispositivo na Comissão Especial, que não chegou a ser instalada em 2018 e teria como relator o deputado Junji Abe (SP), integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e defensor do Sescoop.
Posteriormente o PL 882/2019, enviado pelo Poder Executivo, de autoria do ministro da Justiça, Sergio Moro, foi apensado ao PL 10372/2018, sendo criado Grupo de Trabalho, relatado pelo deputado Capitão Augusto (SP) que é integrante da diretoria da Frencoop, para debater o tema.
A OCB, em conjunto com as confederações patronais e com parlamentares que reconhecem a o trabalho realizado pelo Sistema S, atuaram para conscientizar os integrantes do Grupo sobre a importância de garantir que não haja desequilíbrio de recursos do Sescoop e das demais entidades, voltados a formação, treinamento e desenvolvimento do cooperativismo.
RETIRADO
Após intensa atuação, o dispositivo que retirava 25% dos recursos dos Sescoop e demais entidades foi retirado do parecer final. Posteriormente também suprimido do parecer apresentado pelo deputado Lafayette de Andrada (MG) no Plenário da Câmara dos Deputados. No Senado o projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pelo Plenário, com parecer do senador Marcos do Val (ES), também integrante da Frencoop, que acatou a retirada definitiva do texto dos dispositivos que tratavam dos Serviços Sociais Autônomos, garantindo assim que 25% dos recursos do Sescoop continuem sendo aplicados no desenvolvimento das cooperativas Brasileiras.
PEC DA REGRA DE OURO
Na semana passada (4/12), a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/2018, que trata da Regra de Ouro. O parecer aprovado, do deputado João Roma (BA), integrante da Frencoop, foi pela admissibilidade da PEC 438, ressalvados os dispositivos que permitiam a retirada de 10 % dos recursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem quando fosse apurado déficit nas contas públicas, e mais 15% se apurado o déficit no segundo ano consecutivo.
Dessa forma, os dispositivos que autorizavam ao todo o corte de 25% de recursos do Sistema S foram retirados do projeto original, que segue para análise da Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Foi um intenso trabalho de conscientização dos parlamentares da comissão sobre as ações realizadas pelo Sescoop em prol das sociedades cooperativas, que tem demonstrado importância histórica na inclusão social e redução das desigualdades do país.12
Agora é lei! As empresas não terão mais de pagar os 10% de multa sobre o valor do FGTS do empregado nos casos de dispensa sem justa causa. É que a Lei nº 13.932,2019, proveniente da MPV 889/2019, que trata da extinção do percentual foi sancionada nesta quarta-feira (11/12).
A OCB se posicionou favorável à extinção, visto que a contribuição social, com o passar dos anos, se tornou indevida, pois foi instituída para que a União obtivesse recursos para o pagamento de correção monetária das contas vinculadas do FGTS, com origem nos expurgos inflacionários dos Planos Verão e Collor. Contudo, esse cenário deixou de existir, pois já houve o reequilíbrio das referidas contas vinculadas.
Para a entidade, com a perda de finalidade do tributo, a extinção da contribuição irá desonerar os empregadores e a categoria econômica das cooperativas.
O ano de 2019 está chegando ao fim e, apesar dos desafios político-econômicos do país, as cooperativas têm muito a comemorar. A atuação conjunta da OCB, da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), com o apoio e entendimento dos ministérios e autarquias federais, garantiu, por exemplo, que as coops de crédito passassem a captar depósitos de poupança rural e, ainda, que os agricultores familiares de coops agropecuárias não detentoras de DAP Jurídica pudessem comercializar sua matéria-prima no âmbito do Selo Combustível Social.
E para avaliar e celebrar essas e outras conquistas, as diretorias da OCB e da Frencoop e representantes do governo federal se reuniram na noite desta quarta-feira, em Brasília. O evento contou com as presenças da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do secretário Executivo da Pasta, Marcos Montes, do secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, do diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Souza, além de representantes de vários outros ministérios.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca a importância desse momento de avaliação para uma atuação cada vez mais focada nas demandas das cooperativas. “Quanto mais a gente ouve a nossa base, mais é possível trabalhar em prol do desenvolvimento das cooperativas do país. É por isso que a OCB tem realizado eventos e promovido debates que estimulem a participação das coops nesse processo de eleger as prioridades do setor. Um grande exemplo disso é o Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que realizamos em maio deste ano e que além de pautar diversas necessidades, apontou caminhos para atender o setor”, explica o cooperativista.
DESTAQUES
Durante o evento, a OCB exibiu um vídeo
contendo os principais avanços do setor em 2019. Confira abaixo os destaques deste ano: DAP/PRONAF: O Ministério da Agricultura ampliou para dois anos o prazo de validade das Declarações de Aptidão do Programa Nacional da Agricultura Familiar e atualizou a forma de cálculo de concessão da DAP ampliando o acesso para as coops agro. PRESENÇA IMPORTANTE: O último dia do 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, evento que contou com mais de 1,4 mil lideranças cooperativistas, contou com a presença do Ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Uma demonstração da importância das cooperativas para o desenvolvimento do país. DEMANDAS: Ainda no 14º CBC, foi lançada a Agenda Institucional do Cooperativismo 2019 e ocorreu a posse da nova diretoria da Frencoop para esta legislatura. O evento contou com a presença de autoridades dos três poderes da República. UNIÃO: A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esteve presente na OCB para um encontro com os parlamentares da Frencoop e diversas cooperativas. Mais um exemplo do trabalho conjunto entre o governo e a OCB em prol das cooperativas brasileiras. CÂMARA DOS DEPUTADOS: Em dois eventos realizados na Câmara dos Deputados, no primeiro e no segundo semestre, os parlamentares, servidores e visitantes puderam conhecer um pouco mais os produtos e o modelo de negócios cooperativista. Milhares de pessoas que foram ao nosso espaço tiveram a oportunidade de experimentar o café de cooperativas de diversas localidades do país. CRÉDITO RURAL: Uma decisão do Conselho Monetário Nacional permitiu que as cooperativas singulares de crédito possam captar depósitos de poupança rural. A medida amplia as fontes de recursos para o crédito rural com o aproveitamento da capilaridade do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. AGENDA BC#: O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, esteve na OCB para o lançamento da Agenda BC#. É o cooperativismo de crédito sendo reconhecido como parte importante do sistema financeiro do país. PLANO SAFRA 2019-2020: Após construção conjunta entre o Governo Federal, o Sistema OCB e diversas outras entidades do setor agropecuário foi lançado no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2019/2020. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi convidado a discursar na ocasião em um claro sinal de valorização da participação das cooperativas no programa. 50 ANOS: A OCB completou 50 anos de trabalho pela valorização e reconhecimento das cooperativas brasileiras. Para homenagear a instituição, foi realizada uma sessão solene no plenário do Senado Federal a pedido do deputado Evair de Melo e do senador Luís Carlos Heinze, presidente e vice-presidente da Frencoop, respectivamente. BRASIL + COOPERATIVO: Inspirado no documento criado pela OCB com as prioridades do cooperativismo para o novo governo, o Ministério da Agricultura lançou o Programa Brasil Mais Cooperativo que oferece assistência especializada e formação técnica como forma de incentivar e apoiar o cooperativismo e o associativismo rural. COMBUSTÍVEL SOCIAL: Os agricultores familiares de cooperativas agropecuárias não detentoras de DAP Jurídica passaram a poder comercializar sua matéria-prima no âmbito do Selo Combustível Social, de acordo com portaria publicada pelo Ministério da Agricultura. A medida auxilia a inclusão produtiva e social dos agricultores familiares fornecedores de matéria-prima para a produção de biodiesel. IOF-CÂMBIO: O pleito tributário das cooperativas exportadoras foi atendido após forte atuação da OCB. A Receita Federal do Brasil revisou o entendimento sobre câmbio exportação e reconheceu a aplicação da alíquota zerada do Imposto sobre Operações Financeiras mesmo quando os recursos forem mantidos no exterior. TRANSPORTE DE CARGAS: A OCB foi incluída como ator-chave pelo Ministério de Infraestrutura na discussão sobre soluções para o transporte autônomo de cargas e o tabelamento do frete. O cooperativismo foi colocado pelo governo como uma das soluções para garantir um mercado mais saudável para demandantes e ofertantes do serviço no país. REGISTRO: Após atuação da OCB, a MP 881/2019 sobre Liberdade Econômica incluiu em seu texto a simplificação e desburocratização do registro de cooperativas. Para que a medida seja efetiva, a OCB está trabalhando em conjunto com o Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração do Ministério da Economia para elaboração dos documentos padronizados. PLANO AGRONORDESTE: As cooperativas agropecuárias do nordeste do país têm motivos para comemorar. A OCB foi incluída no Comitê Central de Coordenação do Plano de Ação para o Nordeste que tem como objetivo a criação de soluções para os entraves que comprometem a competitividade do setor produtivo nos estados dessa região. CAR: A OCB foi um dos atores-chave para a aprovação da MP 884/2019 que instituiu o Cadastro Ambiental Rural (CAR) permanente. A matéria é importante para o país já que consolida a possibilidade de o novo Código Florestal cumprir todo o ciclo de monitoramento e regularização dos imóveis rurais levando em conta a preservação e recuperação ambiental. REFORMA DA PREVIDÊNCIA: A emenda constitucional 103/2019 contou com total atenção da OCB enquanto estava tramitando no Congresso Nacional. Contribuímos na discussão da alíquota de CSLL diferenciada para cooperativas de crédito, na imunidade tributária das exportações, no Funrural, entre outros pontos. PRONAF: Uma demanda antiga da OCB também foi resolvida neste ano de 2019. A atualização das normas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar possibilitou a elevação do limite individual para pessoa física e para associado de cooperativa em financiamentos da linha de crédito de industrialização para a agroindústria familiar de R$ 12 mil para R$ 45 mil. CENSO AGRO 2017: A OCB participou ativamente do planejamento e entregas do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que levantou informações importantíssimas sobre os produtores rurais brasileiros associados às cooperativas agropecuárias. VENDA CASADA: A OCB participou da assinatura de um acordo de cooperação técnica entre os ministérios da Agricultura e da Justiça para combater à venda casada na tomada de crédito agrícola. O acordo visa estimular o produtor a denunciar instituições que promovam a venda casada de produtos e serviços financeiros como condição para contratação do crédito rural. LAVRA GARIMPEIRA: Com o reconhecimento do esforço de nossas cooperativas minerais, a OCB foi convidada pelo Ministério de Minas e Energia para participar do grupo de trabalho criado para a discutir o regime de exploração mineral de Permissão de Lavra Garimpeira. REFORMA TRIBUTÁRIA: A OCB tem trabalhado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para garantir que o Ato Cooperativo e as especificidades de cada setor sejam contempladas na Reforma Tributária. Realizamos uma reunião na OCB com deputados e senadores, inclusive o presidente da comissão especial e o relator da proposta na Câmara, para que eles pudessem ouvir das próprias cooperativas as demandas do setor. CASA CIVIL: Mais uma boa notícia para as cooperativas de crédito e agro! A OCB se reuniu com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para tratar da situação do repasse dos Fundos Constitucionais e da Solução de Consulta Cosit nº 11/2017 que está impactando fortemente as cooperativas que têm como atividade o modelo de integração vertical. CONECTIVIDADE NO CAMPO: A atuação OCB garantiu ao cooperativismo um posto no Conselho Superior da Câmara Agro 4.0 que será a entidade responsável pela elaboração, aprimoramento e execução de políticas públicas voltadas a conectividade no campo. INFRAESTRUTURA: Neste ano também foi concluído o processo de enquadramento das cooperativas como permissionárias de distribuição de serviços públicos. A atuação da OCB foi fundamental para a conclusão deste processo que confere segurança jurídica e mecanismos de proteção a continuidade da atividade de nossas cooperativas do setor. RENOVAÇÃO NA ANEEL: A OCB e a Infracoop trabalharam junto com a ANEEL para apoiar as cooperativas que levam energia para seus cooperados a renovarem suas autorizações. Este é um processo importantíssimo para conferir segurança jurídica na atuação das cooperativas. FOTOS - Confira as fotos do evento aqui.
contendo os principais avanços do setor em 2019. Confira abaixo os destaques deste ano: DAP/PRONAF: O Ministério da Agricultura ampliou para dois anos o prazo de validade das Declarações de Aptidão do Programa Nacional da Agricultura Familiar e atualizou a forma de cálculo de concessão da DAP ampliando o acesso para as coops agro. PRESENÇA IMPORTANTE: O último dia do 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, evento que contou com mais de 1,4 mil lideranças cooperativistas, contou com a presença do Ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Uma demonstração da importância das cooperativas para o desenvolvimento do país. DEMANDAS: Ainda no 14º CBC, foi lançada a Agenda Institucional do Cooperativismo 2019 e ocorreu a posse da nova diretoria da Frencoop para esta legislatura. O evento contou com a presença de autoridades dos três poderes da República. UNIÃO: A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esteve presente na OCB para um encontro com os parlamentares da Frencoop e diversas cooperativas. Mais um exemplo do trabalho conjunto entre o governo e a OCB em prol das cooperativas brasileiras. CÂMARA DOS DEPUTADOS: Em dois eventos realizados na Câmara dos Deputados, no primeiro e no segundo semestre, os parlamentares, servidores e visitantes puderam conhecer um pouco mais os produtos e o modelo de negócios cooperativista. Milhares de pessoas que foram ao nosso espaço tiveram a oportunidade de experimentar o café de cooperativas de diversas localidades do país. CRÉDITO RURAL: Uma decisão do Conselho Monetário Nacional permitiu que as cooperativas singulares de crédito possam captar depósitos de poupança rural. A medida amplia as fontes de recursos para o crédito rural com o aproveitamento da capilaridade do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. AGENDA BC#: O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, esteve na OCB para o lançamento da Agenda BC#. É o cooperativismo de crédito sendo reconhecido como parte importante do sistema financeiro do país. PLANO SAFRA 2019-2020: Após construção conjunta entre o Governo Federal, o Sistema OCB e diversas outras entidades do setor agropecuário foi lançado no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2019/2020. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi convidado a discursar na ocasião em um claro sinal de valorização da participação das cooperativas no programa. 50 ANOS: A OCB completou 50 anos de trabalho pela valorização e reconhecimento das cooperativas brasileiras. Para homenagear a instituição, foi realizada uma sessão solene no plenário do Senado Federal a pedido do deputado Evair de Melo e do senador Luís Carlos Heinze, presidente e vice-presidente da Frencoop, respectivamente. BRASIL + COOPERATIVO: Inspirado no documento criado pela OCB com as prioridades do cooperativismo para o novo governo, o Ministério da Agricultura lançou o Programa Brasil Mais Cooperativo que oferece assistência especializada e formação técnica como forma de incentivar e apoiar o cooperativismo e o associativismo rural. COMBUSTÍVEL SOCIAL: Os agricultores familiares de cooperativas agropecuárias não detentoras de DAP Jurídica passaram a poder comercializar sua matéria-prima no âmbito do Selo Combustível Social, de acordo com portaria publicada pelo Ministério da Agricultura. A medida auxilia a inclusão produtiva e social dos agricultores familiares fornecedores de matéria-prima para a produção de biodiesel. IOF-CÂMBIO: O pleito tributário das cooperativas exportadoras foi atendido após forte atuação da OCB. A Receita Federal do Brasil revisou o entendimento sobre câmbio exportação e reconheceu a aplicação da alíquota zerada do Imposto sobre Operações Financeiras mesmo quando os recursos forem mantidos no exterior. TRANSPORTE DE CARGAS: A OCB foi incluída como ator-chave pelo Ministério de Infraestrutura na discussão sobre soluções para o transporte autônomo de cargas e o tabelamento do frete. O cooperativismo foi colocado pelo governo como uma das soluções para garantir um mercado mais saudável para demandantes e ofertantes do serviço no país. REGISTRO: Após atuação da OCB, a MP 881/2019 sobre Liberdade Econômica incluiu em seu texto a simplificação e desburocratização do registro de cooperativas. Para que a medida seja efetiva, a OCB está trabalhando em conjunto com o Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração do Ministério da Economia para elaboração dos documentos padronizados. PLANO AGRONORDESTE: As cooperativas agropecuárias do nordeste do país têm motivos para comemorar. A OCB foi incluída no Comitê Central de Coordenação do Plano de Ação para o Nordeste que tem como objetivo a criação de soluções para os entraves que comprometem a competitividade do setor produtivo nos estados dessa região. CAR: A OCB foi um dos atores-chave para a aprovação da MP 884/2019 que instituiu o Cadastro Ambiental Rural (CAR) permanente. A matéria é importante para o país já que consolida a possibilidade de o novo Código Florestal cumprir todo o ciclo de monitoramento e regularização dos imóveis rurais levando em conta a preservação e recuperação ambiental. REFORMA DA PREVIDÊNCIA: A emenda constitucional 103/2019 contou com total atenção da OCB enquanto estava tramitando no Congresso Nacional. Contribuímos na discussão da alíquota de CSLL diferenciada para cooperativas de crédito, na imunidade tributária das exportações, no Funrural, entre outros pontos. PRONAF: Uma demanda antiga da OCB também foi resolvida neste ano de 2019. A atualização das normas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar possibilitou a elevação do limite individual para pessoa física e para associado de cooperativa em financiamentos da linha de crédito de industrialização para a agroindústria familiar de R$ 12 mil para R$ 45 mil. CENSO AGRO 2017: A OCB participou ativamente do planejamento e entregas do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que levantou informações importantíssimas sobre os produtores rurais brasileiros associados às cooperativas agropecuárias. VENDA CASADA: A OCB participou da assinatura de um acordo de cooperação técnica entre os ministérios da Agricultura e da Justiça para combater à venda casada na tomada de crédito agrícola. O acordo visa estimular o produtor a denunciar instituições que promovam a venda casada de produtos e serviços financeiros como condição para contratação do crédito rural. LAVRA GARIMPEIRA: Com o reconhecimento do esforço de nossas cooperativas minerais, a OCB foi convidada pelo Ministério de Minas e Energia para participar do grupo de trabalho criado para a discutir o regime de exploração mineral de Permissão de Lavra Garimpeira. REFORMA TRIBUTÁRIA: A OCB tem trabalhado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para garantir que o Ato Cooperativo e as especificidades de cada setor sejam contempladas na Reforma Tributária. Realizamos uma reunião na OCB com deputados e senadores, inclusive o presidente da comissão especial e o relator da proposta na Câmara, para que eles pudessem ouvir das próprias cooperativas as demandas do setor. CASA CIVIL: Mais uma boa notícia para as cooperativas de crédito e agro! A OCB se reuniu com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para tratar da situação do repasse dos Fundos Constitucionais e da Solução de Consulta Cosit nº 11/2017 que está impactando fortemente as cooperativas que têm como atividade o modelo de integração vertical. CONECTIVIDADE NO CAMPO: A atuação OCB garantiu ao cooperativismo um posto no Conselho Superior da Câmara Agro 4.0 que será a entidade responsável pela elaboração, aprimoramento e execução de políticas públicas voltadas a conectividade no campo. INFRAESTRUTURA: Neste ano também foi concluído o processo de enquadramento das cooperativas como permissionárias de distribuição de serviços públicos. A atuação da OCB foi fundamental para a conclusão deste processo que confere segurança jurídica e mecanismos de proteção a continuidade da atividade de nossas cooperativas do setor. RENOVAÇÃO NA ANEEL: A OCB e a Infracoop trabalharam junto com a ANEEL para apoiar as cooperativas que levam energia para seus cooperados a renovarem suas autorizações. Este é um processo importantíssimo para conferir segurança jurídica na atuação das cooperativas. FOTOS - Confira as fotos do evento aqui.

Temos um Patrono do Cooperativismo Brasileiro, o padre Theodor Amstad. Foi publicada nesta segunda-feira a Lei nº 13.926/2019, que concede oficialmente o título. A sugestão veio no texto de um projeto de lei de autoria do deputado federal Giovani Cherini (RS), integrante da Diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). E o relator da matéria no Senado Federal, foi o senador Lasier Martins (RS), que também faz parte da Frencoop. O título é um reconhecimento ao trabalho realizado por Amstad pelo desenvolvimento do movimento cooperativista brasileiro, em especial do Ramo Crédito. Foi ele quem fundou a primeira cooperativa de crédito do país, em 1902, no Rio Grande do Sul. Nascia a cooperativa Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, no município de Nova Petrópolis, que continua em funcionamento, só que com o nome de Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Pioneira da Serra Gaúcha, mais conhecida como Sicredi Pioneira. O padre Theodor Amstad nasceu em 1851, em Beckenried, na Suíça. Aos 34 anos, em 1885, veio para o Brasil, onde prestou assistência econômica, social e cultural aos colonos do estado, iniciando um processo de fundação de cooperativas e associações. Padre Theodor Amstad teve um papel importante na construção do cooperativismo no Brasil. Hoje, esse modelo de sistema colaborativo para produção e distribuição de riquezas se perpetua em áreas como da educação, saúde, agricultura, turismo, construção civil, transporte e na de finanças. SAIBA MAIS Amstad nasceu em 9 de novembro de 1851, em Beckenried, na Suíça, e chegou ao Brasil em 1885, período de grande imigração europeia no país. O padre se estabeleceu na região de Nova Petrópolis, há cerca de 100 km da capital Porto Alegre, e logo começou a prestar assistência econômica, social e cultural aos colonos alemães e italianos que viviam na região. Sempre comprometido com o desenvolvimento social e econômico das comunidades locais, que na época viviam basicamente da produção agrícola, Theodor criou a Bauernkasse, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, na comunidade de Linha Imperial em Nova Petrópolis, cidade que desde 2010 leva o título de Capital Nacional do Cooperativismo. A Bauernkasse seguiu o modelo “Raiffeisen”, surgido na Alemanha, em 1862, voltado aos agricultores mais pobres, que não tinham garantias a oferecer, mas que precisavam de recursos para desenvolverem suas produções. Esse modelo se espalhou pela Itália, França, Holanda, Áustria e Inglaterra e, no Brasil. PIONEIRISMO Segundo o coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Crédito na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Manfred Alfonso Dasenbrock, que é presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu) o pioneirismo do padre Theodor Amstad deu origem a um modelo de negócio que atualmente está presente em aproximadamente metade dos municípios brasileiros. “Graças a sua luta e visão de mundo mais justo e igualitário, hoje temos milhões de brasileiros em cooperativas de crédito que desenvolvem trabalhos de suma importância econômica e social. A história do Sicredi tem ligação direta com a trajetória de Theodor Amstad, foi ele quem nos ensinou a caminhar nos fez andar e nos deu a inspiração para continuarmos disseminando a cooperação entre as pessoas”, comenta Dasenbrock. DEDICAÇÃO Amstad morreu no dia 7 de novembro de 1938, na cidade de São Leopoldo (RS). O padre também ficou conhecido por percorrer mais de 100 mil quilômetros montado em uma mula para levar seu conhecimento e apoio às comunidades do interior do Rio Grande do Sul. Sua história é preservada fisicamente na comunidade Linha Imperial em Nova Petrópolis, onde fica o Memorial Padre Amstad. Cerca de três mil visitantes passam anualmente pelo local para conhecer um pouco mais da história do patrono do cooperativismo brasileiro. (Com informações do Sicredi)

Reconhecer, premiar e disseminar a força do cooperativismo no Amapá, esse foi o intuito do grande evento realizado pelo Sistema OCB-AP neste sábado, 07, que reuniu as cerimônias do Mérito Cooperativo 2019, e as Premiações do I Concurso Fotográfico Pelas Lentes do Cooperativismo, e o I Prêmio Cooperativismo em Foco. O Mérito Cooperativo 2019, homenageou as cooperativas e parceiros que contribuíram para a realização do Dia de Cooperar, realizado em 12 de outubro. Receberam o reconhecimento: o senador Suplente, Josiel Alcolumbre; o deputado Federal, André Abdon; o presidente da Câmara de Vereadores e prefeito em Exercício, vereador Marcelo Dias; o deputado Estadual, Jesus Pontes; o ex-deputado Federal e delegado da Polícia Federal, Marcos Reategui; o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, José Renato; e o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Richarlison Martins. Além das instituições EMBRAPA, CORPO DE BOMBEIROS, MARINHA DO BRASIL, FUNASA, SESI/SENAI, IEPA, CLUBE DO BODE e Escola Família do Carvão. “Poder somar com o trabalho da OCB-AP, e principalmente, alavancar o cooperativismo em nosso estado nos orgulha. O Sistema OCB-AP e todas as nossas cooperativas tem um grande parceiro, que é o Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e estamos aqui para fazer a diferença”, destacou o senador Suplente Josiel Alcolumbre. O Mérito também foi entregue as Cooperativas CAMAIPI, COOPERFLORA, BIO+AÇAÍ, COOPEMAC, COMARU e COOPERSIS. O I Concurso Fotográfico Pelas Lentes do Cooperativismo, teve como objetivo captar registros fotográficos com abordagem no dia a dia das cooperativas. Em 1º lugar ficou Bruna de Oliveira, da Cooperativa Mista dos Produtores e Extrativistas do Rio Iratapuru (COMARU) que fez um registro lindíssimo do momento em que a castanha era ralada para produção dos seus subprodutos. Ela recebeu uma câmera fotográfica como premiação. Em 2º lugar ficou Aldemir Pereira, que também é da COMARU, e foi representado por Bruna no evento. Ele fotografou o momento da separação das castanhas, para o seu devido empacotamento. Uma rotina comum nas cooperativas que trabalham com castanha. Já o 3º lugar ficou com José dos Santos, da Cooperativa de Trabalho dos Motoristas Tele-Taxistas do Estado do Amapá (COOPTAXI), que fotografou sua ferramente de trabalho, o táxi, com o fundo do nosso maior cartão postal, a Fortaleza de São de José de Macapá. Os 2º e 3º lugares receberam um smartphone. “Ter essa possibilidade de mostrar um pouco do nosso trabalho e da rotina, é extremamente gratificante, pois podemos assim compartilhar a essência das cooperativas e do cooperativismo”, agradeceu o taxista, José dos Santos. O I Prêmio de Jornalismo em Foco, teve a finalidade de reconhecer, estimular e prestigiar produtos jornalísticos que disseminam o modelo socioeconômico cooperativista. Foram premiadas quatro matérias, e os escolhidos ganharam, cada um, um smartphone. A jornalista Paula Monteiro, escreveu sobre o tema “Como as Cooperativas da Agricultura Familiar podem tirar as famílias da pobreza e estimular o desenvolvimento socioeconômico sustentável no Amapá”. Já o jornalista Edy Wilson Silva escreveu sobre o tema: “Cooperativismo no Amapá – Um caminho que deve ser trilhado por todos que buscam novos mercados”. A jornalista Rayane Penha escreveu sobre “Cooperativismo como uma reformulação das estruturas sociais e econômicas dos garimpos no Amapá”. O jornalista Manoel do Vale, escreveu sobre “Castanha do Brasil, castanheiros do Amapá e o cooperativismo amapaense”. “Encerramos 2019 com muitas conquistas, e principalmente, com a sensação de um ano muito produtivo e de fortalecimento das cooperativas. E isso só foi possível, em virtude das inúmeras parcerias, e do trabalho conjunto realizado com as instituições e todos aqueles que acreditam que o cooperativismo é sim, e sempre será a ponte que interligará ao crescimento econômico, a valorização das nossas comunidades, dos povos da floresta, e daqueles que carregam no sangue a força do trabalho. 2020 vem aí e o trabalho continua, afinal, a nossa bandeira e o nosso propósito são incansáveis”, compartilhou o presidente do Sistema OCB-AP, Gilcimar Pureza. [gallery size="medium" ids="4157,4158,4159,4160,4161,4162,4163,4164,4165,4166,4167,4156" orderby="rand"]

No ano de 2005 cheguei a Vila de Santo Antônio, na margem do rio Uiratapuru, no sul do Amapá. Minha missão ali era a de documentar os três dias do seminário do plano de manejo daquela RDS – Reserva de Desenvolvimento Sustentável, evento promovido pelo WWF/Brasil que contou com a participação de ongs de peso, como o Mercado da Floresta e o Greenpease, além de setores do governo do estado ligados ao meio ambiente e ao desenvolvimento econômico. Quatorze anos depois, a vila ainda existe, mas a quinhentos metros daquela onde se realizou o seminário. A vila original foi a pique com as águas da barragem da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio do Uiratapuru. Reconstruída a 500 metros da original, a nova vila abriga em torno de 300 moradores que contam com posto de saúde, casas amplas e bem estruturadas, campo de futebol e a igreja. No ano de 2005, à época do seminário do plano de manejo da RDS do Uiratapuru, mais de uma dezena de ONGs, do Brasil e do exterior circulavam pelas trilhas que faziam a vez das ruas da pequena vila. O motivo de todo aquele interesse na vila de casebres de madeira num dos estados mais preservados da Amazônia, e com um dos menores PIBs do país, devia-se ao fato de que dali estava se materializando o que até então era considerado como quase utópico, o desenvolvimento sustentável de uma comunidade que apostou que entendeu que a preservação do ambiente em que viviam poderia muito bem se transformar num ativo econômico importante e/ou valor agregado ao preço final da hectolitro da castanha do Brasil ali colhida e beneficiada. Mas a luta daquela comunidade de extrativistas não foi fácil. Grande foi o esforço de mudar comportamentos e perspectivas de negócios dos coletores de castanha, que vendiam sua produção aos atravessadores, que, por sua vez, impunham os preços a serem pagos por cada hectolitro ou barrica de castanha colhida. Foi necessário um trabalho de catequização para que as pessoas entendessem que o melhor caminho a ser seguido não era outro se não o do cooperativismo. Na década de 1990, a Vila foi fundada e 1991, nasceu a Cooperativa Mista dos Produtores e Extrativistas do Rio Iratapuru (Comaru), que passou a beneficiar ali mesmo as castanhas e a produzir seus subprodutos, como o óleo e o biscoito, este último vendido às escolas da capital, Macapá, de Santo Antônio, o desafio imposto era o de eliminar a figura do atravessador para transformar os extrativistas protagonistas de sua própria história. No começo dos anos 2000, a Vila de São Francisco erguia sua fábrica de beneficiamento e produção de biscoitos de castanha, que também extraía o óleo da castanha que era vendido à Natura Cosméticos, primeiro grande cliente/parceiro dos extrativistas. Outro ponto importante na virada de mesa dos coletores, foi o fato deles perceberem que precisavam se instrumentalizar, adquirir conhecimento no âmbito da administração. Recentemente a OCB promoveu o I Concurso Fotográfico “Pelas lentes do cooperativismo amapaense”. O primeiro lugar do concurso saiu para a Cumaru, através do olhar da cooperada Bruna Oliveira Ferreira, que fotografou o processo de beneficiamento artesanal da castanha para a produção dos subprodutos. Bruna é mãe de Eudmar Viana, um dos primeiros jovens da Vila de São Francisco a deixar a floresta para ir à selva de pedra em busca de formação acadêmica para modernizar os processos e a administração dos negócios. “Recentemente minha irmã esteve na Unifap e UEAP fazendo palestra com exposição fotográfica do nosso trabalho”, declarou Eudmar que aproveitou para anunciar que “Estamos finalizando projeto para uma nova fábrica, mais moderna. A construção como no início de 2020”. O trabalho de formiguinha começado na Vila de Santo Antônio do Uiratapuru mostra o quanto o cooperativismo pode mudar as pessoas, e as estas a realidade onde vivem, para melhor. Autor: Manoel do Vale

Há séculos a extração mineral no Amapá é realizada. Inicialmente de forma artesanal por imigrantes em sua maioria das Guianas francesa e holandesa e posteriormente por grandes empresas de exploração mineral, nacionais e internacionais. O fato de desde sempre a atividade mineral ter sido realizada por pessoas de fora da nossa região, da nossa cultura e da conexão que temos com este lugar que é o nosso estado, o estado do Amapá, fez com que o foco sempre tenha sido progredir financeiramente através do minério, especificamente do ouro, sem nenhum planejamento social e econômico das comunidades já existentes ou das que viriam a serem fundadas pelos garimpeiros que nesta terra se firmaram. Hoje a atividade mineral no Amapá e no Brasil enfrenta o grande conflito da falta de conciliação com a as lutas pela preservação ambiental, o Amapá com um atenuante de possuir o título de estado mais preservado do país ao mesmo tempo em que tem em seu solo grandes riquezas minerais despertando em muitos o interesse pela exploração. Os dois lados sempre se enfrentando com os mesmos discursos e a gente segue sem possibilidades de solução. Do lado ambientalista temos a luta por preservar 70% do seu território institucionalizado como área protegida (Unidades de conservação e áreas indígenas), que se colocam ameaçadas pela atividade mineral, principalmente as que ocorrem ilegalmente. Do outro lado temos a atividade mineral que cita sempre a perda de desenvolvimento e crescimento econômico do estado. Não existe uma receita pronta que irá solucionar este conflito e dizer que um está certo e outro errado é tornar uma discussão tão complexa em algo raso. Se omitir do debate e fingir que as problemáticas não existem, beira a covardia. Pensar o cooperativismo nessas áreas pode vir não como uma solução imediata, mas como uma ação que dará início a debater essas complexidades da atividade que de forma efetiva beneficie social e economicamente essas localidades. A maior vantagem da atividade mineral artesanal se organizar enquanto cooperativa é sair da ilegalidade. Os garimpeiros que do imaginário nacional seriam os primeiros exploradores a fazerem descobertas neste país saíram desse lugar para uma figura marginalizada que apenas destroem o meio em que vive. Desconstruir essa imagem hoje formada principalmente por quem é alheio a realidade dos garimpos é uma tarefa difícil. A desumanização e marginalização de homens e mulheres que todos os dias descem em poços de mais de 60 metros, carregam sacos cheios de terra nas costas, colocam suas vidas em risco muitas vezes só para ter o que comer, é covardia. Na ausência do estado que é uma certeza nessas áreas, as cooperativas vem com a responsabilidade não só de administrar as riquezas produzidas da atividade mineral, mas também com a obrigação de pensar nessa organização social, que é possível. Analisando a situação socioeconômica dos garimpeiros e suas famílias, os impactos das atividades garimpeiras no meio ambiente, elaborando propostas para reduzir a degradação ambiental, principalmente quanto ao uso do mercúrio que além de prejudicial para o solo, os rios, prejudica a saúde dos trabalhadores. Melhorar o processo organizacional do garimpo. Incentivar o beneficiamento do ouro na própria região, não adianta só querer tirar a riqueza das terras e reproduzir os moldes estrangeiros que só exploraram e abandonam, as cooperativas que hoje se estruturam são de pessoas daqui ou de quem por aqui se firmou com suas famílias, com uma história de vida. É preciso investir nas comunidades, no mínimo de dignidade humana, integrar o garimpeiro e suas famílias na organização comunitária. Um exemplo de um processo de trabalho comunitário que é possível, foram as organizações conjuntas de uma cooperativa de garimpeiros e uma associação de produtores rurais no garimpo do Vila Nova, na região do município de Porto Grande-AP. A agricultura é uma atividade simultânea para a maioria das famílias de garimpeiros. Essa junção de organização comunitária conseguiu de forma efetiva lutar pela garantia de direitos mínimos daquela população, conseguindo energia elétrica, escolas, redução da violência e principalmente a legalização da área que abriga mais de 1000 famílias que dependem da atividade mineral. Infelizmente esse processo todo depende de gestão, quemuitas vezes se perde ao reproduzir um processo de extração mineral decadente, que claramente não funciona mais. Não adianta querer mudar a imagem marginalizada dos garimpos, se essencialmente essas estruturas não mudarem, se ao visitarmos as localidades o abandono social ainda esteja ali escancarado, se o pequeno garimpeiro ainda arrisca sua vida por um prato de comida. Através do cooperativismo é possível mudar essa realidade, se cada gestão assumir esse compromisso de forma honesta e responsável, é possível construir de forma autônoma e coletiva um futuro mais digno. Autora: Rayane Penha

Ao longo de décadas, o Cooperativismo no Amapá, vem contribuindo com o crescimento e o desenvolvimento econômico, social e de geração de empregos a milhares de trabalhadores. São inúmeras as iniciativas que cooperam com a independência de milhares de cooperados ou grupos de trabalhadores, que antes ficavam trabalhando quase que na “clandestinidade”, sem perspectivas alguma de crescimento de mercado, organização de trabalho ou dos excelentes níveis de organização que o cooperativismo pode gerar em uma determinada comunidade com a oferta de formações e capacitações a respeito de lucros, produtividade e crescimento coletivo (espirito que, aliás, é estimulado pelo cooperativismo). No Amapá hoje existem mais de 100 cooperativas, inclusive com adesão no portal: https://somoscooperativismo.coop.br/compraspublicas/, que estão organizadas e aptas a buscar novos mercados, contribuir com o Estado ou com os municípios, a partir do cooperativismo, considerado o start inicial para qualquer grupo de trabalhadores que queiram começar um trabalho em regime compartilhado, dividindo lucros, dívidas, economias e alcançando outros e maiores mercados juntos. Cooperados - Um dos exemplos mais latente de organização de cooperativismo no Amapá que deu certo, entre tantos outros foi à categoria dos mototaxistas e dos taxistas, que criaram suas respectivas cooperativas, buscando melhorar o nível de organização, estrutura, e principalmente atingir um padrão modelo na oferta de produtos e serviços destinados aos clientes/passageiros, que, aliás, estão cada vez mais exigentes com o crescimento desleal da concorrência dos chamados transportes de aplicativos ou clandestinos. Para driblar essa situação, uma cooperativa de taxista se profissionalizou, apostou em qualificação e até ganhou recentemente a licitação para explorar os serviços do Aeroporto Internacional de Macapá Alberto Alcolumbre. O Sindicato e Organização das Cooperativas do Amapá (OCB) tem sido a mola propulsora no incentivo e valorização desde as pequenas cooperativas aquelas de médio e grande porte. Autor: Edy Wilson Silva

Há anos, cooperativas unem gerações transformando parte da natureza em fonte de renda, preservando a floresta em pé e fomentando a economia verde da região. O cooperativismo movimenta a economia e gera renda para dezenas de famílias que sobrevivem da agricultura familiar nos mais longínquos cantos da Amazônia, no interior do Amapá, extremo norte do país. Elas têm conquistado cada vez mais importância no protagonismo socioeconômico, especialmente como alternativa de sobrevivência para comunidades ribeirinhas e trabalhadores rurais que produzem produtos do campo e da floresta. Segundo o último Censo Agropecuário, a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. O Brasil possui cerca de 4,3 milhões de estabelecimentos rurais que utilizam a terra para a agricultura familiar, ocupando uma área total de aproximadamente 80 milhões de hectares. O papel das cooperativas vai muito além da ocupação no campo e geração de renda. O modelo de negócio contribui com o desenvolvimento sustentável e promove a inclusão social dos cooperados, que unem forças e se organizam para garantir o sustento de suas famílias com o cultivo de produtos da maior floresta tropical do mundo. No Amapá, estado mais preservado do Brasil, as cooperativas de agricultura familiar geram fonte de renda, graças à abundância típica das comunidades ribeirinhas e do conhecimento ancestral milenar dos povos da floresta. Algumas cooperativas ficam distantes dos grandes centros urbanos e têm o privilégio de viver daquilo que a terra oferece: frutos, folhas, cascas, sementes, óleos e uma infinidade de elementos ricos e puros capazes de curar, alimentar ou até mesmo embelezar. Distante 35 quilômetros da capital amapaense, no município de Mazagão, no assentamento Pancada do Camaipi, a Cooperativa dos produtos da Amazônia- CAMAIPI reúne 23 sócios cooperados e 30 fornecedores que dedicam seus dias à comercialização de óleos de pracaxi, copaíba, andiroba, coco, entre outros alimentos e derivados. A CAMAIPI foi criada em 2014, mas passou por um processo de reestruturação e em 2018 começou a comercializar. A produção e colheita dos alimentos são feitas em Mazagão, sede da cooperativa, e Ilha Caviana, no estado do Pará. O óleo da semente de pracaxi é uma grande fonte de fitosteróis, sendo uma importante matéria-prima da Amazônia. Ele pode ser utilizado como alimento, tempero de saladas, em frituras, assim como no mercado de cosméticos como um super hidratante para pele e cabelos. Serve, ainda, para curar hematomas, devido ao seu alto poder anti-inflamatório, entre outras variedades, graças aos seus grandes benefícios. A extração dos óleos é feita de forma artesanal, mas o óleo de pracaxi também tem na versão prensado. De janeiro a setembro do ano passado, foram produzidos e comercializados 500 litros de copaíba, 800 litros de óleo de coco, mil litros de pracaxi e 1,2 mil litros de andiroba. Os valores variam de acordo com a safra e entressafra, mas ficam entre R$ 50,00 e R$ 60,00 o litro. A CAMAIPI chegou a movimentar mais de R$ 185 mil durante esse período, beneficiando 88 famílias também com a produção de outros produtos como mandioca, macaxeira e milho, que ajudam a complementar a renda da comunidade. A cooperativa cultiva, ainda, frutos como o açaí, além de produtos farmacêuticos homeopáticos. Por lá, o dia a dia dos cooperados é uma grande correria, principalmente na safra do açaí, entre os meses de junho e agosto. É quando o dia começa mais cedo e a labuta dobra com o translado da fruta in natura até às fábricas que ficam no município de Santana. Esse açaí chega às mesas de lares no Amapá e ilhas ribeirinhas do Marajó, no Pará. O presidente da CAMAIPI, Wilton José Vieira, disse que com muita luta a cooperativa conseguiu o Selo Amapá – Produtos do Meio do Mundo, certificação da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá. O trabalho dos cooperados rendeu até o título de utilidade pública estadual, concedido pela Assembleia Legislativa do Estado. “No cooperativismo cada um faz a sua parte e todos crescem. Somos uma grande família e juntos encontramos trabalho e força para garantir o sustento das nossas famílias. Nosso objetivo é conquistar cada vez mais o nosso espaço”, disse. A CAMAIPI é uma das fornecedoras da farmácia do Instituto de Estudos e Pesquisas do Amapá (Iepa), em Macapá- referência em medicamentos fitoterápicos- e abastece a unidade com um óleo de copaíba. Participa de várias mostras e feiras, inclusive no Sebrae, além de importantes eventos como a Semana do Meio Ambiente. Seus produtos também estão à venda em dois shopping centers da capital e em um box que funciona dentro da “feira maluca”, no bairro Buritizal, em Macapá. Os cooperados trabalham utilizando as boas práticas de produção e colheita e plantam mudas de andiroba, entre outras espécies. Trabalham com manejo florestal sustentável de açaizais, o qual permite a exploração racional com técnicas de mínimo impacto ambiental sobre os elementos da natureza. As sobras são transformadas em abajures e artigos de artesanato e decoração, nada vai para o lixo. De acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2019, realizado pela OCB, só nos últimos oito anos, o número de pessoas que se uniram ao sistema formando cooperativas cresceu 62%, gerando aumento de 43% de empregos. Até ano passado, o Amapá havia registrado a existência de 165 cooperativas com cerca de 10 mil cooperados. Os cooperados recebem capacitações e orientações da Organização de Cooperativas do Amapá (OCB/AP), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do Amapá e Universidade Federal do Amapá (Unifap). A ideia é se aperfeiçoar e ganhar novos mercados para vender em maior escala às grandes empresas. A cooperada da CAMAIPI, Vanda Maciel, explicou que o maior objetivo de serem cooperados é conseguirem viver da floresta. “Os ribeirinhos, as pessoas que vivem na floresta, são ricos porque a floresta é rica: as cascas, as árvores, as folhas, tudo isso traz recurso. Para 2020, pretendemos dobrar a nossa capacidade de produção e comercialização fazendo o nosso viveiro e uma mini-indústria de extração de óleo, sempre trabalhando a sustentabilidade com a floresta em pé”. E ainda acrescentou: “Queremos mostrar a 400 famílias da região que é possível viver do que a floresta produz e viver bem, com qualidade de vida”, afirmou. O Sistema OCB define o cooperativismo como “mais que um modelo de negócios, sendo filosofia de vida que busca transformar o mundo em um lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos. Um caminho que mostra que é possível unir desenvolvimento econômico e desenvolvimento social, produtividade e sustentabilidade, o individual e o coletivo”. Assim, tantas cooperativas espalhadas pelo Amapá e mundo afora seguem conquistando seu espaço com união e esforço, priorizando a economia verde e garantindo o pão de cada dia, sem descuidar do meio ambiente.Continuam contribuindo significativamente na redução da pobreza, dos riscos ambientais e na escassez ecológica assegurando o desenvolvimento sustentável, justo e equilibrado onde há vida. Autora: Paula Patricia Tavares Monteiro

O olhar fotográfico das Cooperativas do Amapá surpreendeu. O Sistema OCB-AP recebeu inúmeras fotografias cadastradas no I Concurso Fotográfico Pelas Lentes do Cooperativismo Amapaense. A essência capturada pelos cooperados, e o olhar diferenciado de cada um, foram os grandes diferenciais das fotos recebidas. As três melhores fotografias foram escolhidas pela comissão julgadora, e serão premiadas, neste sábado, durante um evento preparado pelo Sistema OCB-AP. O 1° lugar ficou com a Cooperativa Mista dos Produtores e Extrativistas do Rio Iratapuru (COMARU), com a foto da Cooperada Bruna de Oliveira Ferreira, que fotografou com muita delicadeza e propriedade o processo artesanal de ralar a castanha, para o preparo dos subprodutos. Com clicks incríveis, a Cooperativa Mista dos Produtores e Extrativistas do Rio Iratapuru (COMARU) também levou o 2°lugar, com a foto do Cooperado Aldemir Pereira, que registrou o momento de seleção das castanhas para o devido empacotamento. Já o 3° lugar vai para a Cooperativa de Trabalho dos Motoristas Tele-Taxistas do Estado do Amapá (COOPTAXI), com a foto do Cooperado José dos Santos, que entre tantos clicks que enviou, teve a preocupação e o olhar cuidadoso de registrar sua ferramenta de trabalho (o táxi), com o fundo do nosso maior ponto turístico (a Fortaleza de São José). "Ficamos felizes em receber os registros, e principalmente, em poder compartilhar com a sociedade o olhar dos nossos cooperados das diversas rotinas de nossas cooperativas", destacou o presidente do Sistema OCB-AP, Gilcimar Pureza. O 1° lugar receberá uma câmera fotográfica; e os 2° e 3° lugares receberão um Smartphone.
Ele está em seu primeiro mandato como deputado federal pelo estado de Minas Gerais e se diz um entusiasta da atuação das cooperativas, já que testemunha todos os dias o desenvolvimento de lugares onde elas se fixam. Estamos falando de Zé Vitor, que integra a diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Ele é relator do Projeto de Lei nº 8.824/2017 que trata da prestação de serviços de telecomunicação por cooperativas. Para o deputado o cooperativismo pode ser uma alternativa, para universalização dos serviços de internet banda larga. “Novos recursos tecnológicos de comunicação precisam chegar aos cidadãos, e esse PL surge justamente para positivar a participação das cooperativas nesse mercado”, afirma na entrevista a seguir.
Qual a importância das cooperativas para a economia do país e para a construção de uma sociedade mais justa?
As pessoas que se reúnem em cooperativas creem em um modelo econômico diferenciado, por isso o cooperativismo firma sua participação, assumindo claramente uma posição de destaque na economia do Brasil. O sistema cooperativista é sólido, eficaz, tem ética, valores e princípios dos quais o país está necessitando muito. Então, por meio do cooperativismo temos homens e mulheres que trabalham seriamente, unidos para que o Brasil dê certo, são pessoas que acreditam em nosso país e que mostram isso diariamente e com o objetivo de fortalecer a economia brasileira. Precisamos acreditar, valorizar e fomentar esse setor para podermos avançar ainda mais.
Como deputado federal, como espera contribuir com o desenvolvimento das cooperativas?
No Congresso Nacional tenho a responsabilidade de trabalhar pelas agendas positivas do país, e a bandeira cooperativista é uma das principais. O cooperativismo é fundamental para dar dignidade e renda aos agricultores familiares, por exemplo. Tenho procurado cada vez mais fortalecer minhas ações parlamentares, colocando o meu mandato a serviço do povo. Por meio dele, estou mantenho uma interlocução com os cooperados e atuando fortemente para valorizar e desenvolver cada vez mais as cooperativas do país. Precisamos avançar! Todas as sociedades evoluídas souberam organizar as pessoas e o melhor jeito de fazer isso, de forma justa, equilibrada e eficaz, é, sem dúvida, via cooperativismo.
Continuarei trabalhando para fazer a diferença com a certeza de que o Brasil é um país de oportunidades para todos. O cooperativismo necessita expandir suas atividades e essa possibilidade existe, não por meio do gigantismo individual e corporativo, mas da associação federativa com todas as outras cooperativas. Como Deputado federal pretendo dar minha contribuição nesse sentido, apoiar sempre as novas políticas públicas que estão sendo focadas e direcionadas ao setor.
Estamos chegando ao fim do ano legislativo de 2019. Qual o balanço deste seu primeiro ano de mandato?
Avalio este primeiro ano de forma positiva e muito satisfatória. A atuação de um mandato parlamentar no Congresso Nacional envolve um trabalho que não se resume apenas ao Plenário. Muitas decisões do Parlamento são tomadas em comissões, audiências e em interlocução com os ministérios. Neste ano, participei ativamente de duas comissões permanentes, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, nove comissões especiais como membro titular e em sete como membro suplente. Fui eleito presidente da Subcomissão de Política Agroambiental, apresentei 70 proposições, nove relatorias, participei de 245 votações nominais no Plenário da Casa, integrei três missões oficiais ao exterior, representando os produtores rurais e o agronegócio brasileiro nos países asiáticos, na Irlanda e na COP 25, em Madri, na Espanha. Além disso, faço parte de 140 frentes parlamentares na Câmara, dentre elas a do cooperativismo, e presido, ainda, a Frente Parlamentar de Frutas e Hortaliças. Diante desse quadro acho que é um balanço muito produtivo e positivo para quem está à frente de um primeiro mandato na Câmara Federal.
O senhor apresentou recentemente o relatório ao PL 8.824/2017, que trata da prestação de serviços de telecomunicação por cooperativas. Como o senhor acha que o projeto pode contribuir com o desenvolvimento do país?
As atuais concessões, permissões e autorizações não promovem o acesso e a qualidade fundamentais para a inclusão digital das comunidades rurais em diversas regiões do país. E mais uma vez, o cooperativismo pode ser uma alternativa, para universalização dos serviços de internet banda larga. Novos recursos tecnológicos de comunicação precisam chegar aos cidadãos, e o projeto de lei nº 8.824/17 surge justamente para positivar a participação das cooperativas nesse mercado.
O senhor faz parte da Diretoria da Frencoop nesta legislatura. Qual é a sua história com o cooperativismo?
Sou um entusiasta do cooperativismo, sobretudo das cooperativas de produtores rurais e de crédito. Acredito no formato e na essência de trabalho. Em Minas Gerais, testemunho os avanços sociais e econômicos de regiões e cadeias produtivas que se amparam no sistema cooperativista.