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urante a primeira reunião de trabalho na 56ª Legislatura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o novo presidente, deputado federal Evair de Melo (ES), fez questão de frisar para os novos integrantes da Frente, a importância do comprometimento com a causa cooperativista. Confira abaixo uma breve entrevista, na qual, Evair de Melo explica o porquê de o cooperativismo ser uma solução para muitos problemas do país.
Quais devem ser as prioridades da Frencoop em 2019?
Nós, aqui na Câmara Federal, junto com o Senado, temos uma agenda já estruturada, que passa pelo encaminhamento do chamado ato cooperativo. Também temos como foco uma atuação mais intensa no que se refere à lei geral das cooperativas, à lei dos seguros e pela lei que permite a oferta de serviços de telecomunicação por cooperativas.
Além disso, trabalharemos junto ao Executivo em questões como, por exemplo, crédito rural e fundos constitucionais. Nosso compromisso é com o trabalho diário para dar mais segurança às cooperativas.
O que o senhor diria aos novos parlamentares que estão aderindo à Frente?
O movimento cooperativo brasileiro tem se mostrado bastante eficiente, entendendo as necessidades de seus cooperados e produzindo muito, mesmo diante das enormes dificuldades enfrentadas pelo país. Passamos por uma crise econômica e por turbulências políticas e o cooperativismo conseguiu dar respostas muito expressivas.
Portanto, nos comprometer com a causa cooperativista é um dever nosso, porque, assim, estaremos comprometidos com o crescimento do Brasil. Aliás, o cooperativismo é um modelo de negócio que integra e qualifica as pessoas, por isso ele pode ser a grande mola de referência para o crescimento do país nos próximos anos.
Porque o cooperativismo é um modelo que deve ser oferecido ao país?
Sabemos que os desafios do país são enormes em função de seu tamanho e de sua diversidade cultural. Por isso, precisamos encontrar uma ferramenta que converse com todos, independentemente do estado ou do município. E o cooperativismo é essa ferramenta, pois prima pela transparência, pela participação democrática na gestão e nos resultados financeiros, além de aliar o econômico ao social.
É por isso que digo: é preciso investir em formação profissional e em educação cooperativista para, assim, mostrar aos brasileiros que, juntos, podemos fazer muito mais – e de forma organizada – pelo nosso país. O cooperativismo é o caminho.
Para se ter uma ideia, o cooperativismo no Brasil, hoje, conta com aproximadamente 6,8 mil cooperativas, onde atuam mais de 14, 2 milhões de pessoas, gerando quase 400 mil empregos formais. Isso forma uma rede de relações de quase 15 milhões de brasileiros ligados ao setor. Portanto, o cooperativismo já se consolidou como uma organização social capaz de integrar e equacionar os desafios da diversidade trazida pelas dimensões territoriais do país.
As cooperativas são aliadas naturais da Organização das Nações Unidas (ONU) no alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), elaborados com o objetivo de reduzir a pobreza extrema no mundo até 2030. E mostrar isso ao mundo é o propósito da Aliança Cooperativa Internacional, ao realizar sua Conferência Mundial, neste ano. O tema do evento é Cooperativas em prol do Desenvolvimento e a programação ocorrerá entre os dias 14 e 17 de outubro, na cidade de Kigali, em Ruanda, na África.
A conferência reunirá dirigentes e cooperados de mais de 100 países, dentre eles o Brasil, e contará, também, com a presença de atores da sociedade civil, agências de desenvolvimento, formuladores de políticas públicas, agentes governamentais, representantes de organizações internacionais e regionais e pesquisadores.
DIA 14
Recepção e encaminhamento dos participantes.
DIA 15
O evento será aberto com discursos de representantes institucionais. A programação continuará com seminários temáticos a serem realizados simultaneamente e organizados por cada um dos escritórios regionais da ACI.
DIA 16
Será focado na apresentação de boas práticas de cooperativas em termos de desenvolvimento local, em nível global, mas com prioridade para a África. Essas experiências buscarão mostrar que as cooperativas estão florescendo em todos os lugares porque respondem aos desafios da atualidade e atendem às necessidades dos cidadãos. Além disso, os resultados do trabalho da ACI sobre a contribuição das cooperativas para os ODS serão apresentados no final da sessão plenária. A tarde será dedicada a seminários que abordarão os esforços do cooperativismo ao redor do globo têm feito para alcançar os ODS.
DIA 17
A conferência será encerrada com recomendações feitas pelo movimento cooperativista perante um painel de representantes de instituições internacionais. Em paralelo ao evento, ocorrerá uma exposição para conscientizar o público sobre a ampla gama de questões ligadas ao desenvolvimento, dentre as quais, o potencial das cadeias de valor e do comércio justo.
IDIOMAS
A conferência terá como idiomas oficiais: o inglês, o espanhol e o francês.
SOBRE A ACI
Fundada em 1895 em Londres, a Aliança Cooperativa Internacional é o principal organismo global de representação do movimento cooperativista no mundo. Seus integrantes são as organizações representativas, como a OCB, em 104 países. A estimativa é que a Aliança represente cerca de 1,2 bilhão de pessoas, com vínculo em mais de 3 milhões de cooperativas. A OCB é membro da ACI há 30 anos e tem participado ativamente do conselho de administração e dos projetos internacionais desenvolvidos pela Aliança. O ex-presidente da OCB, Roberto Rodrigues, foi o primeiro presidente não europeu da ACI.
As cooperativas brasileiras têm novos interlocutores tanto no Congresso Nacional quanto no governo federal, em função das mudanças geradas pelo processo eleitoral do ano passado. Por conta da entrada de novos integrantes nestas duas esferas do Poder, o Sistema OCB acaba apresentar o estudo Cooperativismo e o Novo Governo
, já disponível para acesso. O documento apresenta a nova composição ministerial, informações sobre o novo Congresso Nacional e, ainda, as ações desenvolvidas pelo Sistema OCB no âmbito do Executivo e do Legislativo, bem como iniciativas de compliance. "Nosso objetivo com esse documento, é mostrar quem são os principais tomadores das decisões que envolvem o movimento cooperativista, como estão estruturados os órgãos de interesse do setor e, também, apresentar um breve perfil dos nossos novos interlocutores. Assim, o que pretendemos é dar passos seguros na hora de apresentar os nossos pleitos, defender os interesses das cooperativas e mostrar o quanto o cooperativismo é capaz de transformar a realidade do nosso país”, comenta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Acesse o documento
, já disponível para acesso. O documento apresenta a nova composição ministerial, informações sobre o novo Congresso Nacional e, ainda, as ações desenvolvidas pelo Sistema OCB no âmbito do Executivo e do Legislativo, bem como iniciativas de compliance. "Nosso objetivo com esse documento, é mostrar quem são os principais tomadores das decisões que envolvem o movimento cooperativista, como estão estruturados os órgãos de interesse do setor e, também, apresentar um breve perfil dos nossos novos interlocutores. Assim, o que pretendemos é dar passos seguros na hora de apresentar os nossos pleitos, defender os interesses das cooperativas e mostrar o quanto o cooperativismo é capaz de transformar a realidade do nosso país”, comenta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Acesse o documento
É do chão que sai o sustento das famílias de quase 25 mil cooperados, em todo o país. No Brasil, existem 97 cooperativas do Ramo Mineral que, ao longo das últimas décadas, têm demostrado que é possível aliar extração de minérios e preservar os recursos naturais ao mesmo tempo.
Para fortalecer o setor da pequena mineração – onde as cooperativas se enquadram – o Sistema OCB desenvolve o projeto Sustentabilidade Mineral, que agora chega ao Amapá. De 18 a 22 de fevereiro, a Cooperativa dos Garimpeiros do Lourenço (COOGAL), localizada no município de Calçoene, no Amapá, receberá a consultoria do projeto.
A ideia é elaborar um diagnóstico que subsidie a realização de iniciativas que tragam mais segurança jurídica e, assim, mais resultados socioeconômicos aos cooperados. O documento compilado, uma espécie de raio-x, será estruturado sobre três pilares: operacional, contábil e tributário.
O diagnóstico será o resultado de uma série de entrevistas realizadas desde o início do ano.
Contempladas
Além da Coogal, no Amapá. Estão envolvidas no Projeto Coogamai do Rio Grande do Sul, a Coomigapa do Pará, a Cooggeo da Bahia, a Uniquartz de Minas Gerais, a Comipel da Paraíba, a Coopercristal de Tocantins, a Coopemi de Santa Catarina, a Coogarima de Rondônia, e a Coogavepe e Cooprodil, ambas em Mato Grosso.
Já está no ar o tema do Dia Internacional das Cooperativas para 2019. Definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o tema é “Cooperativas em prol do trabalho decente”.
E por que esse tema? Além de as cooperativas serem empreendimentos controlados por valores, tendo como principal foco seus membros, este é um momento estratégico para a ACI. É o ano em que a OIT está celebrando seu centenário, com um foco especial no futuro do trabalho. Em 2019, vamos destacar o papel do setor no fortalecimento do empreendedorismo e do desenvolvimento humano do país.
O Dia Internacional das Cooperativas é celebrado anualmente no primeiro sábado de julho. O objetivo dessa comemoração é aumentar a conscientização da população sobre o movimento cooperativista em todo mundo. É uma data para ressaltarmos as contribuições do movimento cooperativo em resolver os principais problemas enfrentados pelas Nações Unidas e para fortalecer e ampliar as parcerias entre o movimento cooperativo internacional e outros atores.
#SomosCoop
Fonte: Sistema OCB
É do chão que sai o sustento das famílias de quase 25 mil cooperados, em todo o país. Estamos falando da realidade das 97 cooperativas do Ramo Mineral que, ao longo das últimas décadas têm demostrado que é possível aliar extração de minérios e preservar os recursos naturais ao mesmo tempo.
E, para fortalecer ainda mais o setor da pequena mineração (onde as cooperativas se enquadram) o Sistema OCB está desenvolvendo o projeto Sustentabilidade Mineral. A ideia é elaborar um diagnóstico que subsidie a realização de iniciativas que tragam mais segurança jurídica e, assim, mais resultados socioeconômicos aos cooperados desse ramo. Vale ressaltar que o documento compilado – uma espécie de raio X – está sendo estruturado sobre três pilares: operacional, contábil e tributário.
O diagnóstico será o resultado de uma série de entrevistas que tem sido realizada desde o início deste ano e que, nesta quarta-feira (13/2), envolverá a primeira cooperativa de garimpeiros do Brasil, a Coogamai, localizada no município de Ametista de Sul, no Rio Grande do Sul.
EXPECTATIVA
“As cooperativas de mineração estão vivendo um momento único em sua história, graças à atualização do regime mineral, que ocorreu em 2018, e, também, pela aprovação da Agência Nacional de Mineração, cujo papel é fiscalizar e regular a atividade de extração no país. Em função disso, estamos com muita expectativa, em relação aos avanços que irão ocorrer a partir desses dois marcos. E, nós, com o intuito de contribuir com o desenvolvimento sustentável das cooperativas de extração mineral, estamos trabalhando em um diagnóstico que será uma bússola para as futuras ações que realizaremos”, avalia o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
ENVOLVIDAS
Além da Coogamai, ao longo de fevereiro também serão visitadas as cooperativas: Coogal (Amapá) e Coomigapa (Pará). Em março, reta final da série de entrevistas, já estão agendadas as seguintes cooperativas: Cooggeo (Bahia), Uniquartz (Minas Gerais) e Comipel (Paraíba). Já foram visitadas: Coopercristal (Tocantins), Coopemi (Santa Catarina), Coogarima (Rondônia), Coogavepe e Cooprodil, ambas em Mato Grosso.
Fonte: Sistema OCB
O movimento Dia de Cooperar (DIA C), iniciativa do Sistema OCB, apoiada por suas organizações estaduais e realizado pelas cooperativas brasileiras, prova que cooperativismo é capaz de unir desenvolvimento econômico e a preservação dos recursos naturais. Ao longo de toda extensão do território nacional as iniciativas transformadoras são promovidas anualmente por voluntários que já sabem que a cooperação e as atitudes simples são capazes de transformar o mundo. Os números atualizados de todas essas ações e projetos, além dos dados de beneficiários podem ser conferidos aqui neste site. Em formato de infográficos, o Sistema OCB preparou três arquivos com dados detalhados e ilustrativos. Que tal utilizar esse material para divulgar os resultados de 2018 em sua cooperativa?
Visite o site do diaCe na aba downloads
, você pode conferir todo o material publicitário: campanha 2019, edições da Revista Dia de Cooperar e infográficos atualizados com números de ações regionais e nacionais, separados por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ramos cooperativistas. Confira! Afinal, sua cooperativa é parte desse sucesso! Fonte: http://diac.somoscooperativismo.coop.br/
Desde o início da série que mede a confiança do agronegócio brasileiro (IC Agro), pela primeira vez o otimismo é recorde em todos os elos da cadeia - agricultores, pecuaristas e indústrias antes e depois da porteira. O IC Agro encerrou o 4º trimestre de 2018 marcando 115,8 pontos - alta de 15,4 pontos sobre o 3º trimestre. A série histórica do índice foi iniciada em 2013 e de acordo com a metodologia do estudo, resultados superiores a 100 pontos demonstram otimismo e quando ficam abaixo dessa linha indicam pessimismo. O IC Agro é um indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp, o resultado reflete, principalmente, a percepção extremamente otimista do setor em relação à economia brasileira, uma das variáveis de maior peso para a formação do índice. “Foi possível constatar, de fato, um sentimento de euforia. As entrevistas foram realizadas no final de novembro e início de dezembro, pouco depois das eleições presidenciais – e a vitória de Jair Bolsonaro alimentou a expectativa de um novo ciclo de crescimento econômico e de um ambiente de negócios mais favorável a partir de uma agenda de reformas estruturais”, avalia Skaf.
O crescimento na confiança observada no final de 2018 só é comparável ao constatado em meados de 2016, com a posse de Michel Temer na Presidência da República.
O índice de confiança do produtor agropecuário (agrícola e pecuário) teve alta de 12,1 pontos, para 113,8 pontos, mostrando que houve disseminação do otimismo, com crescimentos sensíveis em praticamente todas as variáveis avaliadas. No entanto, o destaque ficou com a melhora da avaliação sobre a economia do Brasil, um dos aspectos com maior peso para a formação do índice. Segundo Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o resultado reflete a expectativa do setor agropecuário em relação à agenda indicada pelo novo Governo, seja para o setor, seja para a economia como um todo.
O Índice de Confiança dos produtores agrícolas atingiu 115,2 pontos, avanço de 9,2 pontos. Desde o último trimestre de 2017, o indicador é superior a 100 pontos, na faixa considerada otimista pelo estudo. No entanto, vale destacar que, dentre os aspectos levantados, os custos de produção destoaram do panorama de otimismo. A confiança nesse item está no nível mais baixo já registrado, muito próximo ao patamar que se encontrava em 2015, quando uma desvalorização do real aumentou os preços dos insumos, fortemente atrelados ao dólar. As boas expectativas com relação à produtividade, por outro lado, foram suficientes para sustentar a melhora no índice. As entrevistas, em sua quase totalidade, foram realizadas antes da seca observada em alguns estados produtores, em um momento importante do desenvolvimento da lavoura. “Por isso, para o próximo trimestre, consideramos alguma retração na confiança advinda da quebra de safra em importantes regiões produtivas como o Paraná e o Mato Grosso do Sul e de um possível aumento nos custos de produção para a safra 2019/2020”, complementa Freitas.
Entre os pecuaristas houve um incremento de 20,7 pontos, para 109,6 pontos. Dos 21 trimestres em que o estudo já foi realizado, esta é apenas a terceira vez em que o índice dos pecuaristas fechou acima de 100 pontos. O crédito, a produtividade e as condições gerais da economia sustentaram o inédito nível de confiança.
Já para o Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira) a alta foi de 18 pontos sobre o 3º trimestre de 2018, atingindo 117,3 pontos. As indústrias antes da porteira (insumos agropecuários – máquinas e equipamentos agrícolas, fertilizantes, defensivos e sementes) apresentaram avanço de 27,6 pontos, para 122,9 pontos, refletindo o bom desempenho desse ramo de atividade ao longo do ano.
Para fertilizantes, por exemplo, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o volume entregue no mercado interno cresceu 3,9% no acumulado de janeiro a outubro de 2018 (último dado disponível) em comparação ao mesmo período de 2017. No caso dos fabricantes de defensivos, as empresas começaram a safra 2018/2019 num mercado mais enxuto, encerrando um período de duas ou três safras de estoques elevados de produtos. Além disso, as entrevistas para o Índice de Confiança mostram que nesta safra os produtores estão mais preocupados com o controle de pragas e doenças do que em anos anteriores. Em relação às máquinas agrícolas, o crescimento foi de 25% na produção e de 11% nas vendas totais do ano, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O índice das indústrias Depois da Porteira (Alimentos) passou de 101,0 pontos no terceiro trimestre para 114,8 pontos no último trimestre de 2018, alta de 13,9 pontos. Embora menor do que as empresas de insumos, o aumento não deixa de ser expressivo, já que o ano de 2018 foi desafiador para a maioria das indústrias deste segmento, com margens apertadas e ambiente de negócio ruim, causados pela greve dos caminhoneiros e pelas incertezas trazidas pela guerra comercial entre EUA e China, dentre outros fatores. Dessa forma, “mesmo com a melhora bastante significativa na percepção das condições gerais da economia no último trimestre do ano, ainda persiste uma preocupação quanto às condições do negócio em particular, o que impediu um avanço ainda maior do índice da Indústria Depois da Porteira”, avalia Roberto Ignacio Betancourt, diretor titular do departamento do agronegócio da Fiesp.
Fonte: SISTEMA OCB
O presidente do Sistema OCB-AP, Gilcimar Pureza, tem participado de uma sequência de reuniões com as mais diversas vertentes do setor produtivo do Amapá. Na noite da última quarta-feira (6), foi a vez dos representantes da Federação de Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura no Estado do Amapá (FETRAGRAP). A reunião contou com a presença do Deputado Estadual, Jesus Pontes; e o secretário de estado do Desenvolvimento Rural, Daniel Sebben, que ocorreu no Hotel Macapá, no Centro da capital, onde a entidade promove um seminário de gestão para os empreendedores do segmento.
Eles debateram diversas demandas com representantes de sindicatos de trabalhadores rurais dos municípios Oiapoque, Tartarugalzinho, Pracuúba, Laranjal do Jari, Mazagão e Macapá. Durante o encontro, as principais demandas colocadas em pauta e debatidas foram:
- Criação da Lei de Assistência Técnica do Estado, que beneficie mais os empreendedores rurais;
- Modernização do Programa de Produção Integrada (PPI);
- Tornar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) mais abrangente e criação de um programa similar em âmbito estadual, como política de Estado;
- Reformulação do Fundo de Desenvolvimento Rural do Amapá (Frap), com mais acesso de empreendedores a apresentar projetos diretos de acesso a recursos;
- Reduzir o número de atravessadores, sobretudo nas feiras;
- Regulação dos preços mínimos de produtos.
As demandas discutidas na reunião serão tratadas de forma técnica e legal, e em conjunto com o Governo do Estado. As soluções que puderem ser trabalhadas em âmbito estadual serão resolvidas dentro da Assembleia e em parceria com o governo. Já aqueles que exigem adequações federais, serão levadas à Brasília (DF).
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Em maio, o Sistema OCB vai realizar o mais importante evento cooperativista do país: o 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo. E você pode fazer parte deste marco histórico, com tudo pago.
Está no ar o concurso “Jovens Embaixadores Coop”, que vai selecionar 20 jovens, entre 18 e 29 anos, para participar do evento como congressista – com direito a fala e voto.
O CBC acontece de 8 a 10 de maio, em Brasília (DF). Os interessados devem enviar um vídeo de até 15 segundos respondendo à pergunta: “Como podemos construir juntos o cooperativismo do futuro?” – e observar as outras regras previstas no REGULAMENTO. As inscrições vão de 11 a 28/2 e o resultado sai no dia 8/3 no facebook do Sistema OCB
. Os vencedores serão premiados com passagem + hospedagem + refeições + credenciais de CONGRESSISTA para o CBC! É a sua chance de ser a voz da juventude cooperativista do Brasil. CLIQUE AQUI
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O presidente do Sistema OCB-AP, Gilcimar Pureza, participou na manhã desta quarta-feira, 6, de uma agenda com as entidades e lideranças que atuam no setor pesqueiro do Amapá ligados à Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado do Amapá (FEPAP).
Na pauta foram expostos diversos problemas enfrentados pelo setor, principalmente, relacionados a burocracia de processos com o Seguro Defeso.
"A OCB-AP tem trabalhado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimemto Rural, liderada pelo produtor, Daniel Sebben; e o mandato do Deputado Jesus Pontes, buscando soluções pros setores produtivos do Amapá, tentando colaborar com cada um e oportunizar um ambiente favorável pros segmentos", destacou Gilcimar Pureza.
A OCB-AP deverá seguir com um ciclo de reuniões com as representatividades de todas as atividades econômicas do setor rural do Amapá, contribuindo diretamente com o crescimento e desenvolvimento do Estado.
Prestes a completar dez anos de existência, o movimento Dia de Cooperar (Dia C), iniciado em 2009, demonstra, a partir de iniciativas práticas, a força do cooperativismo no Brasil. Com o propósito de mostrar à sociedade seu comprometimento com o desenvolvimento socioeconômico local, as cooperativas brasileiras unificaram seus esforços em uma grande corrente de voluntariado capaz de transformar a realidade de muita gente.
Em 2018, por exemplo, o número de cooperativas engajadas com as iniciativas do Dia C cresceu 8,4% em relação ao ano anterior. Ao todo, 1.706 cooperativas, com o apoio de quase 120 mil voluntários, dedicaram tempo, talento e muito trabalho para beneficiar mais de 2,2 milhões de pessoas com iniciativas que melhoram a qualidade de vida, a saúde, a educação, o meio ambiente e que estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU).
Aliás, vale destacar que das 1.355 iniciativas realizadas em 1.136 cidades do país, 509 são projetos contínuos, tornando as cooperativas aliadas naturais da ONU, para o alcance das metas de erradicação da pobreza extrema no mundo até 2030, conforme previsto em sua agenda.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, cuidar das pessoas é o propósito de uma cooperativa, por isso o interesse pela comunidade, muito mais que é um princípio do cooperativismo, é um dever.
“Cooperar é abraçar um modelo de negócio que une o desenvolvimento econômico ao desenvolvimento sustentável e que também garante oportunidades igualitárias para todos. O sucesso do Dia C se concentra em reunir voluntários que acreditam que é possível mudar o mundo, vida por vida. Se cada um fizer um pouquinho, logo, logo o mundo conhecerá a força da cooperação”, avalia o presidente.
COOPERATIVAS EM AÇÃO
Outro dado bastante relevante sobre as iniciativas do Dia C diz respeito aos ODS, estabelecidos pela ONU. Todos os 17 objetivos foram contemplados pelas iniciativas que, em alguns casos, abrange mais de um ODS.
“Encerramos 2018 satisfeitos com os resultados alcançados, mas certos de que em 2019 podemos fazer ainda mais. Por este motivo, convidamos as cooperativas que ainda não realizam projetos com base nos ODS para estarem conosco nesta caminhada”, pontua o presidente.
Os grandes destaques são: o ODS 3, que trata de saúde e bem-estar, no número de projetos realizados: ao todo, 1.273 iniciativas. Já o ODS 4, que estabelece Educação e Qualidade de Vida, foi a base para que 584 iniciativas fossem idealizadas.
Fonte: www.ocb.org.br
Todos os setores do Cooperativismo Amapaense estiveram representados na manhã desta quinta-feira, 24, na abertura das atividades de 2019 do Sistema OCB-AP e assinatura de convênios com o SENAI, IFAP, a JUCAP e a UNIASSELVI.
As parcerias firmadas com as instituições é fruto do bom relacionamento do Sistema que tem atuado em várias frentes em prol do crescimento, amadurecimento e profissionalização das cooperativas no Amapá. Nos convênios estão previstos cursos, assessorias jurídicas, profissionalização e até a possibilidade do tão sonhado curso superior ou pós-graduação para os cooperados.
Durante a cerimônia, o presidente do Sistema OCB-AP, Gilcimar Pureza, destacou a importância dos convênios para as cooperativas. “Cada parceria dessa foi firmada por meio da credibilidade e do respeito que o nosso Sindicato conquistou. Nossas cooperativas e cooperados merecem colher bons frutos pela dedicação e luta diária que enfrentam em suas atividades. A profissionalização será a ponte que eles precisam para alçar vôos maiores”, disse o presidente.
Gilcimar, aproveitou a ocasião para apresentar um panorama favorável ao cooperativismo pro decorrer de 2019. “Juntos vamos mudar a história do desenvolvimento rural desse estado. Por isso, caminhamos unidos e mobilizados. Na política teremos voz e vez para defender os anseios de quem está lá na ponta. Estou confiante e me sinto com as forças renovadas para lutar em prol dos castanheiros, mineradores, madereiros, produtores, piscicultores e todos os setores que escrevem a história do cooperativismo no Amapá”, finalizou Pureza.
O evento foi marcado por discursos fortes e que simbolizam bem a vontade do setor produtivo. O presidente da JUCAP, Gilberto Laurindo, reforçou as palavras de Gilcimar e enfatizou que está na hora do Amapá fazer diferente. “Temos que escrever nossa própria história, e temos ferramentas suficientes para nos subsidiar. O caminho agora é diferente, a pauta está pronta e é hora de executar”.
E quem veio da ponta e sabe das dificuldades enfrentadas lá, agora senta do outro lado da mesa. Na caneta carrega o peso, o compromisso e a confiança do cooperativismo local. Daniel Sebben, produtor rural, e que esteve a frente de tantas lutas, assumirá nessa sexta-feira, 25, a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Amapá. Um nome escolhido pelos diversos setores do cooperativismo local.
“Sintam-se representados, cada um de vocês produtores, seja qual for o setor, o muncípio ou comunidade mais distante deste Amapá. Estarei do lado de lá neste momento, mas trabalhando com os olhos voltados para o lado de cá, onde sei e conheço cada realidade e dificuldade”, sinalizou o futuro secretário.
Na política, a representação, o compromisso e a esperança de bons ventos estão com Jesus Pontes. Eleito deputado Estadual pela força do setor produtivo, não trouxe na bagagem nenhuma promessa assistencialista, mas um histórico de lutas e a visão de quem sabe por onde começar e como fazer, para promover o tão sonhado desenvolvimento econômico por meio das nossas cadeias produtivas.
“O meu compromisso é contribuir com o crescimento econômico do nosso estado, por isso estarei a frente das pautas do nosso setor. Poder representá-los e ter a confiança de cada um é o combustível que preciso. Juntos e mobilizados teremos as mudanças que tanto desejamos para as inúmeras vertentes que constroem a história do setor produtivo do nosso estado”, ressaltou Jesus.
Também estiveram presentes no evento os representantes do IFAP, UNIASSELVI, SESI/SENAI, SEST/SENAT, e de dezenas de cooperativas de Laranjal do Jari ao Oiapoque.
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Desde o dia 2 de janeiro, o Ministério da Saúde está sob o comando de Luiz Henrique Mandetta, que conhece de perto o cooperativismo e seu papel enquanto ferramenta de transformação de realidades. O ministro tem um histórico junto ao Sistema Unimed. Ao longo de sua carreira, além de atuar como médico cooperado, também teve a oportunidade de presidir a Unimed de Campo Grande, onde conheceu a força da cooperação.
Durante a cerimônia de sua posse
, ocorrida na quarta-feira (2/1), em Brasília, além de fazer anúncios importantes, ele reconheceu, publicamente, a atuação da Organização da Cooperativas Brasileiras (OCB). “Vai aqui o meu respeito à OCB e a todos aqueles que militam no cooperativismo como forma de realização. Não do eu, não do você, mas do nosso como instrumento de construção coletiva para a execução de inúmeras frentes”, discursou. Em outro trecho de seu discurso, o ministro Mandetta frisou, também, que tem a intenção de escrever “juntos” uma nova página na saúde pública brasileira. Além disso, ele destacou, ainda, que: a “saúde é um direito de todos e dever do Estado”, não haverá “retrocesso” e cumprirá a Constituição Federal. CONFIRA Clique aqui
para acessar o discurso do novo ministro da Saúde.
, ocorrida na quarta-feira (2/1), em Brasília, além de fazer anúncios importantes, ele reconheceu, publicamente, a atuação da Organização da Cooperativas Brasileiras (OCB). “Vai aqui o meu respeito à OCB e a todos aqueles que militam no cooperativismo como forma de realização. Não do eu, não do você, mas do nosso como instrumento de construção coletiva para a execução de inúmeras frentes”, discursou. Em outro trecho de seu discurso, o ministro Mandetta frisou, também, que tem a intenção de escrever “juntos” uma nova página na saúde pública brasileira. Além disso, ele destacou, ainda, que: a “saúde é um direito de todos e dever do Estado”, não haverá “retrocesso” e cumprirá a Constituição Federal. CONFIRA Clique aqui
para acessar o discurso do novo ministro da Saúde.
Nos últimos anos ele vestiu atrizes para o tapete vermelho de prêmios do cinema internacional. Esteve no Vaticano, onde foi elogiado pelo próprio Papa Francisco. Participou do Prêmio Nobel da Paz. Fez até uma ponta em novela do horário nobre e firmou parceria com grandes nomes do design brasileiro. Poderíamos estar falando de algum artista, mas estamos falando de um velho conhecido: o cooperativismo.
“As cooperativas são inovadoras e criativas, e promovem uma matemática em que 1+1 é igual a 3”, disse o Papa Francisco no início de 2018 após encontro com dirigentes de cooperativas italianas. Na ocasião, ainda destacou como o cooperativismo transforma realidades sociais e combate práticas de mercado injustas. Mas essa não foi a primeira vez que Francisco mencionou o cooperativismo. Em 2015, associou o princípio da solidariedade – parte da doutrina social da Igreja Católica – com o trabalho das cooperativas e elogiou sua busca “pela relação entre economia e justiça social” observando “sempre a pessoa e não o dinheiro”. Mais cedo, no mesmo ano, ele já havia afirmado que cooperativas “têm enfrentado as dificuldades da crise econômica com os seus meios, unindo forças, e não às custas de outros.”
No Brasil, em 2016, a mensagem cooperativista chegou às casas de milhões de telespectadores que acompanharam a novela Velho Chico. Na trama, o protagonista Santo (interpretado por Domingos Montagner) foi eleito presidente de uma cooperativa de pequenos produtores agrícolas que enfrentava os desmandos de um coronel. Quando Santo desapareceu, seu filho Miguel (Gabriel Leone) passou a liderar a cooperativa, enfatizando o desenvolvimento sustentável. “Você concorda em continuar produzindo do jeito convencional? Jogando veneno na terra? No rio? Extraindo o resto de vida do solo?”, questionava em cena.
Além de estar na pauta do dia, o cooperativismo tem mostrado sua popularidade com o interesse crescente de personalidades, empresas e entidades do terceiro setor, que cada vez mais buscam se associar ao que as cooperativas defendem: comércio justo, desenvolvimento econômico com responsabilidade social e sustentabilidade. A atriz Emma Watson, embaixadora da boa vontade das Organizações das Nações Unidas (ONU) costuma ir a eventos de gala com vestidos feitos por marcas “eticamente responsáveis”. Ou seja, marcas que evitam promover sofrimento e desgaste no processo de fabricação de seus produtos, levando em consideração tanto recursos naturais, quanto humanos.
Uma de suas parceiras é a Zady, marca parceira de cooperativas que produzem tecidos na Índia e em fazendas de orgânicos nos Estados Unidos. A Fundação Nobel — responsável pelos prêmios Nobel da Paz, de Química, Física, Medicina e Literatura — também contrata, desde 2015, duas cooperativas mineradoras colombianas para fazer suas medalhas: a Codmilla Cooperativa e a Cooperativa Agromineradora de Iquira.
“É um reconhecimento do trabalho árduo, porém decente, que estamos fazendo em uma comunidade tradicional mineradora para garantir o sustento de nossas famílias e o desenvolvimento de nossas comunidades. Todos os dias arriscamos nossas vidas nas profundezas das montanhas; além disso, é um desafio viver em paz em um país com tantos conflitos”, afirmou Harbi Guerrero, membro da Codmilla, por ocasião do segundo ano de fabricação das medalhas do Nobel. Com a repercussão gerada pelo prêmio, ambas as mineradoras passaram a ser contratadas por marcas de joias eticamente responsáveis de todo o mundo.
Design cooperativo
No Brasil, no coração da Amazônia, uma cooperativa vinculada ao Sistema OCB chamou a atenção de alguns dos maiores designers de móveis brasileiros da atualidade. Desde o início de 2017, a Cooperativa Mista da Floresta Nacional dos Tapajós (Coomflona) tem recebido artistas brasileiros de renome internacional para sessões de capacitação e eventuais parcerias comerciais.
Até março de 2019, pelo menos dez designers, como Leo Lattavo (Lattoog), Zanini de Zanine (Studio Zanini), Carlos Motta e Paulo Alves, terão feito a imersão de troca de conhecimentos com os cooperados. Os cursos são ministrados em parceria com o Instituto BVRio, uma ONG do setor ambiental. Todos os 203 cooperados da Coomflona são moradores tradicionais da floresta ou indígenas.
Eles fazem manejo florestal comunitário, com o foco principal no manejo madeireiro, e tiveram a ideia da parceria ao observar que em grandes centros brasileiros há interesse e demanda por produtos sustentáveis, tanto do ponto de vista ambiental quanto do social. Uma descoberta feita quase por acaso, quando os cooperados buscavam maneiras de aproveitar 100% da madeira extraída da floresta de forma sustentável.
De acordo com o analista ambiental da Coomfl ona, Angelo Ricardo Chaves, a primeira tentativa nesse sentido ocorreu com a abertura de uma loja de móveis produzidos com pedaços de madeira em formato natural. O estabelecimento foi aberto em Santarém (Pará) com recursos de um programa do governo federal para a geração de renda para as populações de unidades de conservação federal. As vendas, no entanto, não foram tão bem quanto o esperado.
“Vimos que em Santarém não havia vantagem em vender, pois o pessoal aqui não valorizava tanto o aspecto sustentável. A região tem muitos móveis feitos a partir de madeira ilegal ou com madeira não certificada, que são mais baratos justamente por não respeitarem a natureza”. A Coomflona, ao contrário, tem certificação FSC —sistema de garantia internacionalmente reconhecido, que identifica produtos madeireiros e não madeireiros originados do bom manejo florestal. Ao perceberem que não tinham demanda local, os cooperados começaram a procurar parceiros na Região Sudeste, na qual acreditavam que os produtos com certificação ambiental seriam mais valorizados.
“Fomos buscar parcerias para desenvolver um projeto de promoção comercial. Não queríamos apenas compradores, mas pessoas que entendessem que a nossa madeira vem de uma comunidade tradicional, que é certificada, e cujo manejo preserva a floresta, zela por suas populações e gera benefícios socioambientais. Queríamos pessoas que entendessem todo o valor por trás desse trabalho”, explica Angelo. Ao longo dessa busca, alguns cooperados participaram de uma oficina da BVRio. Lá, surgiu a ideia de levar designers para a cooperativa. O projeto Design & Madeira Sustentável foi formatado com o objetivo de levar esses profissionais para transmitirem seus conhecimentos sobre a criação de móveis para a região. Em muitos casos, desses encontros surgiram novas e produtivas parcerias comerciais.
Um outro olhar
O designer paulista Paulo Alves esteve na Coomflona em junho de 2018 e desenvolveu peças como mesa de jantar, mesinhas e bancos utilizando galhos e pranchas costaneiras — primeiras pranchas a serem retiradas quando se fatia uma tora. Esses materiais são geralmente descartados, por serem irregulares e de difícil aproveitamento em produções convencionais.
“A ideia era provocá-los e mostrar possibilidades. Queria que olhassem para a madeira e imaginassem como seria possível criar uma cama, uma cadeira. Ao final da minha estadia, um dos madeireiros me falou: ‘Nunca mais vou conseguir olhar para um galho sem pensar em tudo que dá pra fazer a partir dele’. Isso para mim é o mais interessante”, recorda o designer.
Ainda segundo Paulo Alves, mais do que simplesmente criar uma dinâmica em que a cooperativa forneça mão de obra, o projeto busca capacitá-la a produzir suas próprias peças de design. Ângelo, analista ambiental da Coomflona, confirma que o principal objetivo é promover “o empoderamento da comunidade por meio da sua história de lutas, de decisão e de território”. Animado, ele conta como foram os primeiros resultados da parceria com Paulo Alves: “Ele acabou desenhando um projeto sofisticado para a gente desenvolver; fizemos um protótipo e fomos a São Paulo para visitá-lo e acompanhá-lo numa feira de design. Ele nos disse que estamos preparados para competir no mercado nacional, para estar com grandes designers. Foi legal ver que o nosso trabalho não tem sido em vão e que estamos oferecendo o que pessoas que têm consciência ambiental estão buscando.”
Marketing Social
O pesquisador de marketing e cooperativismo Rumeninng Abrantes, professor da Universidade Federal do Tocantins, considera que, ao divulgar ações que naturalmente já adotam, as cooperativas acabam por melhorar sua imagem perante a sociedade. Em paralelo, conseguem agregar valor aos seus produtos.
“O sétimo princípio do cooperativismo, o interesse pela comunidade, é um tipo de marketing social. Então algo que as cooperativas já fazem como obrigação, como princípio, pode fazer com que elas sejam vistas com outros olhos”, explica. Essa é a aposta da Coomflona: focar no consumo consciente como uma tendência que os consumidores mais atentos já têm buscado.
Além das sessões de capacitação, o projeto Design & Madeira Sustentável prevê a participação em feiras de negócios, a realização de uma exposição em 2019 e a produção comercial de algumas peças. Carlos Motta, o primeiro designer a visitar a Coomflona já colocou no mercado uma linha de 12 bowls e 3 modelos de bancos produzidos na Coomflona. A cooperativa trabalha, agora, na implementação de uma serraria para proporcionar melhores tratamentos e finalização às peças e para aumentar a escala de produção. Atualmente, desenvolvem-se apenas peças sob encomenda; designers, hotéis e construtoras são seus principais clientes.
Negócios criativos
A popularidade do cooperativismo pode ser vista também no maior interesse de setores pouco convencionais pela filosofia cooperativista. Nos Estados Unidos, têm surgido, nos últimos anos, cooperativas de escritores em que autores de ficção, jornalistas e redatores se unem para discutir formas de publicação, modelos de trabalho e gestão de direitos autorais. Na Cooperativa de Escritores do Nordeste do Pacífico, por exemplo, os cooperados promovem sessões de capacitação em escrita, marketing e autopublicação.
Eles também organizam encontros semanais e fazem revisões e leituras críticas dos trabalhos uns dos outros, como forma de aprimorar sua redação. A sede fica em Everett, no estado de Washington, mas há cooperados de outras localidades, já que grande parte dos cursos e reuniões é transmitida online. No Brasil, já começam a haver cooperativas de escritores no Paraná e em São Paulo. Os objetivos são parecidos com os da cooperativa norte-americana, além de viabilizar a impressão gráfica de livros. Por aqui, quanto mais exemplares se imprime, mais baixo fica o custo de impressão — o que é importante para autores independentes.
Portugal também é um bom exemplo de artistas que se unem em cooperativas para implantar soluções inovadoras para questões específicas da classe artística. A cooperativa GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas), fundada em 1995, atualmente faz a gestão de direitos autorais de mais de 4 mil músicos, bailarinos e atores no país. A cooperativa cuida não só dos aspectos legais e contábeis dos associados, mas também promove gestão democrática e cria modelos que atendem aos cooperados. No início de 2018, por exemplo, a GDA lançou uma plataforma tecnológica digital para contabilizar as execuções de músicas portuguesas em 45 países. A promessa é reduzir para nove meses o prazo de pagamento de direitos autorais que geralmente, levavam dois anos para chegarem à conta dos artistas.
Em 2010, a cooperativa lançou a Fundação GDA, uma entidade que promove cursos, exposições e prêmios no país, sempre com finalidade artística e social, estimulando a formação de público e a valorização da música e das artes cênicas no país europeu.
De acordo com o professor Rumeninng Abrantes, há uma tendência de aproximação entre o cooperativismo e empreendimentos criativos nos últimos anos, principalmente em países europeus e nos Estados Unidos. Isso se nota, especialmente, na organização de “cidades criativas” que são cidades, ou até mesmo bairros, que exploram seu potencial cultural para alavancar a economia. “As cidades criativas são aquelas que desenvolvem seus meios artísticos, culturais e de lazer para se tornarem atrativas aos olhos de novas populações e novos consumidores. Com isso, atraem mais pessoas e geram mais recursos e renda. Cooperativas de trabalho, como organizações de artesãos, e cooperativas de pequenos agricultores têm participado dessas iniciativas e se beneficiado”, explica.
Ainda segundo ele, no Brasil o conceito vem começando a ser explorado em cidades que realizam eventos culturais anuais, criando um fl uxo estável de turistas. Mas falta investimento. “É preciso que os governos municipais, estaduais e federal dialoguem para alavancar essas iniciativas e para incluir cooperativas nessas atividades de turismo e lazer”, defende. Essa seria mais uma forma de aproximar o cooperativismo dos brasileiros e mostrar que ele já é pop — inovador, criativo, com boa imagem e reputação, e dinâmico
Tem Coop também nas novelas
Velho Chico – Na trama da Rede Globo de 2016, a cooperativa era o centro das disputas entre o coronel Saruê (Ântônio Fagundes) e um grupo de pequenos agricultores liderados por Santo (Domingo Montagner). Enquanto o primeiro buscava lucrar às custas da exploração dos produtores e dos recursos naturais da cidade fictícia de Grotas de São Francisco, os produtores se uniram para promover o comércio justo e a sustentabilidade.
Mulheres de Areia – Esse clássico de 1993 mostrou principalmente a disputa entre as gêmeas Ruth e Raquel (vividas por Glória Pires), mas quem assistiu deve se lembrar também do núcleo de pescadores explorados por Donato (Paulo Goulart). Dono da maioria dos barcos da região, ele cobrava até pelo óleo usado nas embarcações, manipulando pescadores para não lhes repassar seus devidos ganhos. Os pescadores associaram-se e a experiência inspirou a criação de cooperativas na vida real, entre os pescadores de Itanhaém (SP), onde a novela foi gravada.
Agora é que são elas – O mote da novela de 2003 foi a independência feminina conquistada, em parte, por meio de uma cooperativa. Tudo começa a partir da insatisfação dos moradores da cidade fictícia de São Francisco das Formigas com seu prefeito incompetente. Lideradas por Léo (Débora Falabella), as mulheres unem-se em uma cooperativa de trabalhadoras para mover a economia local. Enquanto os homens passaram a cuidar das atividades domésticas, elas garantiam a movimentação da cidade e o sustento financeiro das famílias.
Fonte: Revista Saber Cooperar (edição nº 24)
Quando o assunto diz respeito ao desenvolvimento do pequeno produtor, à simplificação tributária e à valorização da agricultura familiar, o cooperativismo é fundamental. Foi o que disse nesta segunda-feira a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, durante entrevista a José Luiz Tejon, durante o Jornal da Manhã, na rádio Jovem Pam.
A ministra fez questão de ressaltar que já vem conversando com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, para que ajude o governo a alavancar o agronegócio nas regiões Norte e Nordeste, por meio do cooperativismo. A ideia, segundo ela, é que “os pequenos produtores, sendo cooperativados, possam produzir em cadeia, tendo a produção, a assistência técnica, o transporte e a comercialização”.
Para Tereza Cristina, o modelo cooperativista é o mais indicado para alcançar a meta dada ao Ministério – a de fortalecer o agronegócio nas regiões Norte e Nordeste – pelo presidente Jair Bolsonaro. Confira a entrevista: assista
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O cooperativismo brasileiro começou o ano de 2019 já com uma importante conquista. Foi sancionada sem vetos a Lei nº 13.806/2019 que garante às cooperativas a previsão legal de agirem como substitutas processuais de seus associados.
A matéria teve sua tramitação iniciada em 2013 quando foi apresentada no Senado Federal e chegou na Câmara dos Deputados em 2015 para análise dos parlamentares. O Sistema OCB acompanhou de perto todas as fases de discussão e votação do projeto de lei e contou com o apoio direto da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) em todo o processo.
A Lei nº 13.806/2019, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 11/01, já está em vigor e irá facilitar a representação dos cooperados e garantir maior segurança jurídica às cooperativas, uma vez que põe fim a qualquer controvérsia em âmbito judicial quanto à possibilidade de cooperativas agirem, dentro dos requisitos legais, representando seus cooperados em juízo.
Para tanto, se faz necessária previsão em estatuto e a autorização expressa individual pelo associado ou por meio de deliberação em assembleia geral. O objeto da ação deve estar, ainda, ligado às operações praticadas pela cooperativa no interesse de seus cooperados.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, comemorou a sanção e acredita que a medida traz clareza quanto à possibilidade de representação de cooperados pela cooperativa e dá maior celeridade a resolução dos processos judiciais. Para ele “o texto possui um escopo bem delimitado, dando legitimidade às cooperativas para agirem como substituta processual em matérias que envolvam as suas operações, garantindo, ainda, salvaguardas aos cooperados de que a atuação será sempre no interesse de seu quadro social”.
A íntegra da Lei pode ser acessada pelo link: https://bit.ly/2AFc5nE
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O Presidente do Sistema OCB-AP, Gilcimar Pureza, recebeu homenagem durante cerimônia de Formação de Técnicos de Nível Médio em Floresta na Escola Família da Comunidade do Carvão no Município de Mazagão, no dia 22 de dezembro.
Também foram homenageados Nagib Melem, que é chefe Geral da EMBRAPA -AP; a reitora da UEAP, Kátia Paulino, e a homenagem póstuma ao Senhor Tomé Belo, fundador da Escola e precursor do Sindicalismo Rural no Amapá, que recebeu mensagem honrosa do Governo do Acre enviado a família.
Na ocasião, foi solicitado um protocolo para geração e difusão de tecnologia no campo, entre a Escola Família, EMBRAPA, UEAP e OCB-AP a ser celebrado em 2019. O Curso tem a duração de 06 anos que utiliza a metodologia da alternância onde alunos de diversas comunidades rurais passam 15 dias na escola e 15 dias com a família.
Participaram também alunos das comunidades como Bailique, Pancada do Camaipi, Reserva Cajari, Pacuí entre outras.
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Comodidade, agilidade e o precinho que você merece! Agora ficou muito mais fácil solicitar um mototaxi de onde você estiver. A Cooperativa dos Mototaxistas do Amapá (COOPMOTO) lança o aplicativo COOPMOTO MOBILE, nesta sexta-feira, 21, às 9h30, na sede no Sistema
OCB-AP, no centro da capital.
Uma iniciativa que traz ainda mais comodidade aos passageiros que não precisam sair de casa ou de qualquer outro ponto para pegar uma moto. Outro grande diferencial é a segurança, pois no aplicativo você aciona um mototaxista legalizado, além da rapidez, pois tem cerca 80 mototaxis cadastrados.
Tudo isso você na palma da mão. Basta fazer o download do aplicativo no Play Store e seguir o passo a passo do cadastro.
É a COOPMOTO trazendo conforto, comodidade e segurança pra você!
Dirigentes e técnicos do Sistema OCB-AP, foram recepcionados pelo gerente da Filial Macapá, Dionever Pacheco Pereira, onde apresentou os serviços oferecidos no Estado, a parceria com Unimed Macapá e as novas instalações.
A UNIMED FAMA pretende prestar um serviço de excelência no Estado, e para isso está investindo em um Hospital com uma super estrutura que será inaugurado em 2019.
Já o Centro de Fisioterapia está pronto, e funciona na Avenida Coaraci Nunes, no Centro Comercial. O prédio de dois pavimentos é confortável e moderno. No andar superior funcionam os escritórios administrativos e atendimento a empresas.
No térreo, estão o Centro de Fisioterapia, além de consultórios de nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos.
A visita ao predio foi acompanhada por conselheiros do Sistema OCB-AP, a equipe técnica, e a diretoria Executiva.